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Usina colossal de 100.000.000 kW avança no deserto, supera muitos países em capacidade e ainda combate a desertificação com a Grande Muralha Solar

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 16/02/2026 às 08:01 Atualizado em 16/02/2026 às 08:03
Projeto de 100 GW no deserto eleva umidade do solo em até 20% e reduz temperatura em 10°C com a Grande Muralha Solar.
Projeto de 100 GW no deserto eleva umidade do solo em até 20% e reduz temperatura em 10°C com a Grande Muralha Solar.
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Com meta de atingir 100 GW até 2030 e mais de 5,4 GW já instalados ao longo de 400 quilômetros no Deserto de Kubuqi, a Grande Muralha Solar combina geração anual de 100.000.000 kW com aumento de 15% a 20% na umidade do solo e redução de até 10°C na superfície arenosa

A usina fotovoltaica de 100.000.000 kW que forma a Grande Muralha Solar, no Deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, projeta 100 GW anuais até 2030, já soma 5,4 GW instalados e registra aumento de 15% a 20% na umidade do solo.

A transição global para a mobilidade elétrica exige infraestrutura de geração limpa em larga escala. Nesse contexto, a China conduz no Deserto de Kubuqi um megaprojeto que sustenta a expansão dos veículos elétricos e, simultaneamente, enfrenta a desertificação regional.

O sucesso dos veículos elétricos depende da eletricidade com emissão zero. O complexo fotovoltaico em construção cumpre essa função ao substituir fontes fósseis e estruturar uma base energética capaz de suportar a crescente demanda por recarga.

Grande Muralha Solar alcança meta de 100 GW até 2030 e se estende por 400 quilômetros no deserto

A capacidade total prevista é de 100 GW de energia limpa até 2030. A dimensão do projeto fornece a base energética necessária para garantir que a eletromobilidade seja efetivamente verde e sustentável.

O empreendimento foi apelidado de Grande Muralha Solar. O nome remete a uma estrutura de proteção estratégica em escala nacional, voltada à segurança energética e à mitigação de riscos ambientais futuros.

A estrutura se estenderá por 400 quilômetros, com largura média de 5 quilômetros, atravessando o Deserto de Kubuqi. O objetivo de atingir 100 GW supera a capacidade instalada total de diversos países desenvolvidos.

Até o momento, mais de 5,4 GW já foram instalados nas fases iniciais. As implantações concentram-se em áreas como a Usina Solar de Junma e a Base de Novas Energias do Centro-Norte de Ordos.

A China responde por mais de 50% da capacidade solar instalada no mundo. O avanço do projeto reforça essa posição ao expandir rapidamente a infraestrutura fotovoltaica em território desértico.

A escolha do local foi estratégica. Diferentemente de regiões onde parques solares disputam terras aráveis, o projeto foi implantado em áreas áridas, como Kubuqi e o deserto alpino árido de Qinghai.

Essa decisão elimina tensões sociais relacionadas ao uso agrícola da terra. Ao mesmo tempo, converte áreas sem valor produtivo em ativos energéticos e ecológicos.

Microclima sob os painéis eleva umidade do solo entre 15% e 20% e reduz temperatura em até 10°C

Inicialmente, os painéis tinham a função de produzir energia e estabilizar dunas. No entanto, cientistas identificaram um efeito ambiental adicional: a infraestrutura passou a atuar como agente de restauração ecológica.

A cobertura parcial criada pelos módulos reduz a incidência direta de radiação solar sobre a areia. Essa sombra diminui a temperatura da superfície em até 10 graus Celsius.

A redução térmica impacta diretamente a evaporação. Ao baixar a temperatura do solo, diminui-se a perda de água proveniente da chuva ou de efluentes.

Estudos mostram que a retenção hídrica aumenta a umidade do solo entre 15% e 20% nas áreas sombreadas. O efeito cria um microclima mais fresco e úmido sob os painéis.

Esse ambiente favorece o estabelecimento de vegetação resistente ao estresse hídrico. Espécies que antes não sobreviveriam ao calor extremo passam a se desenvolver.

Pesquisadores observaram aumento substancial da cobertura vegetal, incluindo arbustos e gramíneas, nas áreas protegidas pela sombra fotovoltaica.

A expansão da vegetação gera benefícios ecológicos secundários. A presença de plantas estimula microrganismos e amplia a biodiversidade em áreas antes consideradas áridas.

A vegetação induzida melhora a capacidade do solo de reter água e nutrientes. Também previne a erosão eólica, reduzindo a mobilidade das dunas.

Área de 230.000 mu dedica 15.300 hectares ao controle fotovoltaico de areia

O controle de areia associado ao projeto abrange 230.000 mu, equivalentes a aproximadamente 15.300 hectares dedicados à gestão fotovoltaica da desertificação.

A missão principal da iniciativa permanece a geração de energia limpa. Paralelamente, consolida-se a mitigação ativa da desertificação como resultado mensurável.

A combinação entre produção elétrica e restauração ambiental caracteriza um duplo impacto. O projeto integra metas energéticas e ecológicas em uma mesma estrutura territorial.

A energia produzida em Kubuqi sustenta a eletrificação de veículos na Ásia e influencia mercados globais por meio da tecnologia adotada.

Engenharia energética integra soberania elétrica e mitigação climática local

A escala de 100 GW garante suprimento compatível com a expansão da mobilidade elétrica. Essa capacidade reduz a dependência de combustíveis fósseis e mitiga emissões associadas.

Ao transformar uma área estéril em polo energético, a iniciativa estabelece uma base para soberania energética. A intervenção humana, neste caso, reverte a degradação ambiental observada.

O experimento em Kubuqi demonstra que infraestrutura fotovoltaica pode alterar o microclima local. A sombra projetada cria condições favoráveis à vida vegetal.

O aumento da umidade e a redução térmica consolidam um ciclo de regeneração. A revegetação fortalece o solo, amplia a retenção hídrica e reduz a erosão.

Com 100.000.000 kW projetados até 2030, a Grande Muralha Solar consolida-se como eixo energético e ecológico simultaneamente.

O projeto articula mobilidade elétrica, geração limpa e controle da desertificação em escala territorial ampla.

A integração entre engenharia energética e restauração ambiental define o escopo da Grande Muralha Solar, que une infraestrutura de 400 quilômetros a metas de 100 GW.

A iniciativa mantém foco na geração limpa, enquanto produz efeitos ambientais mensuráveis sob os painéis instalados no deserto.

Assim, a Grande Muralha Solar combina capacidade elétrica projetada, controle de areia e alteração microclimática em um mesmo complexo fotovoltaico.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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