China construiu barragem do tamanho de arranha-céu que funciona como bateria gigante e abastece Xangai e Hangzhou.
A China construiu uma barragem do tamanho de um arranha-céu para resolver um dos maiores desafios energéticos do país: garantir eletricidade estável para o leste chinês, onde estão algumas das cidades mais populosas e industriais do mundo.
A obra, entregue no fim de outubro, é operada pela recém-inaugurada Usina Hidrelétrica Reversível de Jurong.
A instalação, que supera 182 metros de altura, foi projetada para armazenar grandes volumes de energia renovável e suprir regiões como Xangai e Hangzhou, que apresentam consumo crescente e constante.
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A iniciativa surgiu porque as principais fontes de energia limpa estão a milhares de quilômetros dali.
Assim, o empreendimento se tornou estratégico não apenas pelo porte, mas por sua função crítica: equilibrar o fornecimento elétrico em uma região que concentra mais de um quinto da população chinesa e é o núcleo econômico do país.
Usina que transforma água em bateria gigante
A China construiu barragem do tamanho de arranha-céu dentro de um sistema conhecido como usina hidrelétrica reversível uma tecnologia que funciona como uma bateria de enorme capacidade.
Na prática, ela bombeia água para um reservatório superior em momentos de sobra de energia e libera o fluxo quando a demanda aumenta.
No caso da Usina Hidrelétrica Reversível de Zhenjiang/Jurong, localizada no Delta do Rio Yangtzé, esse mecanismo ganhou proporções inéditas.
A barragem chega a 182,3 metros, altura equivalente a um prédio de 60 andares, o que a torna a maior do mundo no segmento.
Além disso, os dois reservatórios podem armazenar 17,07 milhões de metros cúbicos de água, volume comparável a 6.800 piscinas olímpicas.
China construiu barragem do tamanho de arranha-céu para abastecer grandes metrópoles
A relevância da obra está diretamente ligada ao perfil energético do leste da China. Xangai, Nanjing e Hangzhou figuram entre as cidades que mais consomem eletricidade no país, impulsionadas por indústrias, transporte, comércio e densidade populacional.
Contudo, as regiões do norte e do oeste produzem energia renovável especialmente a solar e a eólica com maior intensidade, a milhares de quilômetros de distância.
Por isso, a usina reversível atua como elo essencial entre a geração e o consumo. Ela armazena energia quando a produção é alta e a libera quando a demanda aumenta, mantendo a rede estável mesmo em picos de uso.
Dessa forma, a China construiu barragem do tamanho de arranha-céu para evitar apagões e garantir fornecimento contínuo a centros urbanos que não podem parar.
Capacidade impressionante e operação em larga escala
Além da altura recorde, a usina reúne números que demonstram sua robustez. A capacidade instalada alcança 1,35 milhão de quilowatts (1.350 MW), suficiente para atender milhões de consumidores.
A geração anual estimada passa de 13,5 bilhões de quilowatts-hora, reforçando sua posição como uma das estruturas mais potentes já construídas para armazenamento energético.
Segundo autoridades chinesas, a operação plena marca um avanço significativo na integração de energias renováveis à matriz elétrica.
Marco na transição energética chinesa
Por fim, especialistas destacam que a China construiu barragem do tamanho de arranha-céu porque busca soluções estruturais para ampliar o uso de energia limpa e reduzir a dependência de fontes fósseis.
As usinas reversíveis como a de Jurong permitem aproveitar melhor a produção renovável, especialmente em dias de maior oferta solar e eólica.
