Nova ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China está surpreendendo com capacidade de 300 bilhões de kWh por ano. A nova barragem hidrelétrica da China promete ultrapassar até mesmo a hidrelétrica das Três Gargantas.
Um megaprojeto hidrelétrico em desenvolvimento na China pode se tornar a maior hidrelétrica do mundo se for concluído. Trata-se da barragem de Medog, planejada para ser construída no rio Yarlung Tsangpo, no Planalto Tibetano, próximo à fronteira com a Índia. A usina promete superar a Barragem das Três Gargantas em capacidade de geração de energia, podendo alcançar até 300 bilhões de kWh por ano. No entanto, o projeto levanta preocupações ambientais e geopolíticas, especialmente devido aos possíveis impactos sobre a região e os países vizinhos.
Entenda o objetivo da China com o novo megaprojeto
A China afirma que a Estação Hidrelétrica de Motuo, que está sendo erguida no Tibete, é essencial para seus esforços de alcançar as metas de energia limpa. O país também enxerga estes projetos como uma forma de fomentar a economia, que está lenta, e gerar empregos. Contudo, esta nova ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China levanta preocupações entre ambientalistas e países vizinhos, em parte, porque a China não detalhou o projeto.
A área onde a nova barragem hidrelétrica da China está sendo instalada é propensa a terremotos. O rio tibetano que está sendo represado, o Yarlung Tsangpo, flui para a vizinha Índia como o Brahmaputra e para Bangladesh como Jamuna, levantando preocupações quanto à segurança hídrica nesses países.
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A China anunciou no fim de dezembro que o governo havia aprovado a construção do projeto que visa superar a hidrelétrica das Três Gargantas nas partes inferiores do Yarlung Tsangpo, mas divulgou poucos detalhes sobre ele. Isso inclui o custo do projeto, de onde virá o dinheiro, empresas responsáveis e quantas pessoas provavelmente serão deslocadas.
Novo megaprojeto de uma possível ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China tem expectativa de produzir até 300 bilhões de kWh
A nova barragem hidrelétrica da China estará no condado de Medog, no Tibete, em um cânion íngreme onde o rio faz uma curva em forma de ferradura conhecida como a Grande Curva, e em seguida cai cerca de 2 mil metros ao longo de aproximadamente 48 quilômetros.
Ao aproveitar a energia cinética desta queda, a nova ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China poderia gerar 300 bilhões de kWh por ano, segundo a estatal PowerChina, em 2020.
Isso seria o triplo da capacidade da hidrelétrica das Três Gargantas, atualmente o maior do mundo, que custou cerca de US$ 34 bilhões para ser desenvolvida. O país não divulgou qual empresa está por trás do projeto, contudo alguns analistas afirmam que a PowerChina, maior construtora de infraestrutura hidrelétrica do país, provavelmente está envolvida. A empresa não se pronunciou sobre.
Especialistas afirmam que a nova ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China na Grande Curva, um cânion de 500 metros de profundidade sem estradas, provavelmente levaria uma década devido aos desafios técnicos. Até mesmo o design básico da barragem é desconhecido.
Principais riscos da nova barragem hidrelétrica da China
Vale mencionar que as mesmas forças naturais que criaram a Grande Curva representam riscos para a barragem da China, que visa superar a hidrelétrica das Três Gargantas. O planalto tibetano foi formado por uma colisão entre as placas tectônicas indiana e euro-asiática milhões de anos atrás.
Até então, a placa indiana ainda está se movendo lentamente em direção à euro-asiática, razão pela qual o Himalaia é regularmente alcançado por terremotos. Tais eventos sísmicos ameaçam a segurança das barragens. Autoridades da China afirmam que rachaduras aparecem em cinco barragens no Tibete após um terremoto de magnitude 7,1 atingir perto da cidade de Chegaste neste mês.
Mesmo que a nova barragem hidrelétrica da China seja bem construída para resistir a um terremoto, deslizamentos de terra e fluxos de lama são difíceis de conter e podem matar as pessoas que vivem nas proximidades. Especialistas afirmam que a escavação gigante envolvida na construção da nova ‘maior hidrelétrica do mundo’ na China poderia tornar as chances de desastres ainda maiores.

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