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Chile instala um inmisario submarino de 1.025 metros com 5 torres de captação no Pacífico para transformar água do mar em 86,4 milhões de litros por dia contra a seca

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/06/2026 às 15:36
Atualizado em 13/06/2026 às 16:02
Assista o vídeoChile instala estrutura submarina para dessalinizar água do mar e produzir 86,4 milhões de litros por dia contra a seca.
Chile instala estrutura submarina para dessalinizar água do mar e produzir 86,4 milhões de litros por dia contra a seca.
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Estrutura submersa no Pacífico conecta captação oceânica, planta dessalinizadora e acueduto de longa distância para levar água doce a áreas do Chile central, em um projeto privado que combina engenharia marítima, tratamento em terra e distribuição para diferentes usos.

A Aguas Pacífico concluiu etapas marítimas centrais do Projeto Aconcagua, no Chile, com a instalação de um inmisario submarino de 1.025 metros e de cinco torres de captação no Oceano Pacífico, estrutura criada para levar água do mar até uma planta dessalinizadora em Puchuncaví, na região de Valparaíso.

Com capacidade prevista de 1.000 litros por segundo de água doce, a unidade poderá produzir o equivalente a 86,4 milhões de litros por dia e enviará a água tratada por um acueduto de 105 quilômetros até o setor de Quilapilún, na Região Metropolitana de Santiago.

Captação de água no Pacífico

Responsável por conduzir a água do mar até a infraestrutura de tratamento em terra, o inmisario opera sem sucção direta, segundo a descrição divulgada pela própria companhia sobre o sistema de captação submarina.

Instalada no fundo marinho como parte das obras submarinas do empreendimento, a peça tem 1,8 metro de diâmetro externo e integra a ligação física entre o Oceano Pacífico e a planta de dessalinização.

Na extremidade marítima do sistema, as cinco torres de captação fazem a entrada da água oceânica para a tubulação e permitem que o volume captado siga até a estrutura de tratamento em terra.

A manobra de posicionamento dessas torres ocorreu em 5 de setembro de 2025, conforme informou a Aguas Pacífico, e exigiu cerca de quatro horas de operação técnica no ambiente costeiro.

Antes dessa etapa, em julho de 2025, a empresa havia informado a finalização da instalação dos ductos marinhos do projeto, incluindo o inmisario instalado no fundo do Pacífico.

Chile instala inmisario submarino no Pacífico para captar água do mar e produzir 86,4 milhões de litros por dia contra a seca.
Chile instala inmisario submarino no Pacífico para captar água do mar e produzir 86,4 milhões de litros por dia contra a seca.

Ligado à devolução do efluente ao mar, o emissário submarino já havia sido instalado em janeiro de 2025, segundo comunicado reproduzido pelo Diario Estrategia sobre o avanço das obras marítimas.

O conjunto integra engenharia marítima, bombeamento, tratamento e distribuição em longa distância, formando uma cadeia operacional que começa abaixo da superfície e segue até a infraestrutura terrestre.

Depois de captada, a água do Pacífico segue até uma sentina, onde se acumula antes de ser enviada para a planta dessalinizadora, conforme a descrição técnica do projeto.

Planta dessalinizadora em Puchuncaví

Localizada na comuna de Puchuncaví, na região de Valparaíso, a planta desalinizadora fica em uma área costeira próxima à baía de Quintero e concentra a etapa de remoção de sais da água captada no Pacífico.

Para a Aguas Pacífico, o projeto representa uma nova fonte de água voltada a usos industriais, agrícolas e de consumo humano, com distribuição planejada para diferentes demandas do Chile central.

A capacidade anunciada de 1.000 litros por segundo corresponde a 86.400 metros cúbicos por dia, volume que ajuda a dimensionar a escala da infraestrutura marítima e terrestre envolvida.

Por isso, o empreendimento não se limita à captação no mar e depende de uma cadeia formada por estruturas submarinas, planta de tratamento, bombeamento, reservatórios e transporte por tubulação.

Segundo a empresa, a água produzida será levada por um acueduto de 105 quilômetros desde a costa até Quilapilún, na Região Metropolitana de Santiago.

Esse trajeto conecta o litoral de Valparaíso a áreas interiores do Chile central, onde a pressão sobre fontes tradicionais de abastecimento aparece como parte do contexto do projeto.

Ao longo do traçado, o sistema também considera cinco estanques de armazenamento e distribuição, conforme informações publicadas por empresas e veículos que acompanham a implantação da obra.

Essa etapa organiza a entrega da água dessalinizada aos pontos previstos, depois da remoção dos sais e do transporte por tubulação em longa distância.

Acueduto leva água ao interior do Chile

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A dimensão territorial do projeto aparece com mais clareza no acueduto, responsável por levar a água tratada para além da zona costeira e ampliar o alcance da planta instalada em Puchuncaví.

De acordo com a KSB Chile, fornecedora envolvida na infraestrutura de bombeamento, o traçado atravessa comunas como Puchuncaví, Quintero, Quillota, Limache, Olmué e Til Til até chegar a Quilapilún.

Com esse desenho, a dessalinizadora passa a funcionar como uma ligação física entre o Oceano Pacífico e áreas consumidoras situadas no interior do Chile central.

Enquanto a parte submarina capta a água bruta, a infraestrutura terrestre precisa manter pressão, armazenamento e distribuição compatíveis com o volume produzido pela unidade.

A Aguas Pacífico afirma que o empreendimento busca aportar uma fonte hídrica não continental para enfrentar a escassez de água no Chile central.

Em vez de depender exclusivamente de chuvas, rios, reservatórios ou aquíferos, a proposta se apoia na conversão da água oceânica em água doce para diferentes usos.

Também está previsto o uso de energia renovável certificada na planta, segundo materiais institucionais da companhia e reportagens sobre o empreendimento.

Esse ponto tem relevância operacional porque a dessalinização costuma exigir alto consumo energético, especialmente no bombeamento e no processo de separação de sais.

Estrutura submarina sustenta a operação

Fora da vista de quem observa a paisagem costeira, parte importante da intervenção ficará submersa ou integrada a sistemas terrestres que sustentam o funcionamento contínuo da planta.

O funcionamento depende de torres submersas, tubulações no fundo do mar, sistemas de entrada e saída, além de equipamentos terrestres de tratamento e bombeamento.

A tecnologia prevista para a planta é a osmose inversa, processo amplamente usado em dessalinização para separar sais e outras substâncias da água captada no oceano.

Após essa etapa, a água tratada passa por adequações antes de ser armazenada e enviada pelo acueduto aos usuários finais, conforme o resumo ambiental do projeto.

A escala da obra ajuda a explicar por que a instalação do inmisario e das torres foi tratada como uma fase-chave dentro do Projeto Aconcagua.

Sem essa ligação submarina, a planta não teria acesso contínuo à água bruta necessária para operar na capacidade informada pela empresa.

Embora a imagem de uma grande captação instalada no Pacífico chame atenção, o projeto depende de um sistema integrado e permanente para transformar água do mar em água doce.

A operação só se completa quando captação, tratamento, transporte e distribuição funcionam em sequência, com controle ambiental e operacional em cada etapa.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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