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Céu do Hemisfério Norte começa a exibir nuvens noctilucentes raras, luminosas e quase espaciais, enquanto fotógrafos registram brilho misterioso após o pôr do sol

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 06/06/2026 às 11:00
Atualizado em 06/06/2026 às 11:02
Nuvens noctilucentes brilhando sobre um lago ao entardecer, refletidas na água calma enquanto o céu azul-escuro exibe formações luminosas raras na alta atmosfera.
Nuvens noctilucentes refletem a luz solar na mesosfera e criam um espetáculo luminoso sobre um lago durante o crepúsculo.
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Fenômeno observado nos Estados Unidos e na Alemanha marca o início da temporada de nuvens noctilucentes, formações azuladas e prateadas que aparecem a cerca de 80 quilômetros de altitude

A temporada de nuvens noctilucentes começou no Hemisfério Norte e já provocou registros impressionantes nos Estados Unidos e na Europa.

O fenômeno foi observado no fim de maio e no início de junho, marcando o começo do período em que essas formações raras aparecem com mais frequência no céu do entardecer.

Essas nuvens chamam atenção porque brilham mesmo depois do pôr do sol, quando as nuvens comuns já estão escuras.

As formações surgem em tons azulados e prateados, criando um contraste incomum no céu crepuscular.

Primeiros registros chamam atenção nos Estados Unidos

Um dos primeiros avistamentos foi registrado em 2 de junho, pelo fotógrafo John Clement, em Kennewick, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

Inicialmente, Clement havia saído para fotografar uma conjunção entre Vênus e Júpiter.

Pouco depois, ele percebeu formações luminosas surgindo sobre o Monte Badger, uma colina próxima de sua casa.

Segundo relato enviado ao Space.com, o fotógrafo começou a notar possíveis objetos noctilucentes enquanto o crepúsculo avançava.

Às 21h58, ele apontou a câmera para a colina e confirmou a presença das nuvens noctilucentes.

As imagens foram feitas com uma Olympus OM-D E-M1 Mark III e uma lente de 150 mm.

Em seguida, Clement produziu um panorama com três fotos a partir do próprio quintal, no sudoeste de Kennewick.

Fenômeno também aparece no norte da Alemanha

Outro registro recente foi publicado pelo entusiasta de astronomia Daniel Fischer, na rede social X.

A imagem mostrou nuvens noctilucentes sobre Flensburg, cidade localizada no norte da Alemanha.

O registro ocorreu durante uma transmissão ao vivo em 31 de maio.

Os avistamentos reforçaram o início da temporada de observação no Hemisfério Norte.

Os casos também mostram como o fenômeno pode ser percebido em diferentes regiões de latitude elevada.

O que são as nuvens noctilucentes

As nuvens noctilucentes se formam em altitudes muito maiores que as nuvens comuns.

Segundo a NASA, elas aparecem na mesosfera, a cerca de 80 quilômetros acima da superfície da Terra.

Essa região fica próxima da fronteira com o espaço.

Por isso, essas formações também são conhecidas como nuvens mesosféricas polares.

De acordo com a NOAA/NESDIS, o fenômeno ocorre quando pequenos cristais de gelo se acumulam nessa camada elevada da atmosfera.

Como ficam muito altas, essas nuvens ainda refletem a luz do Sol após o pôr do sol.

Consequentemente, elas permanecem iluminadas enquanto o restante do céu já escureceu.

Esse efeito cria estruturas finas, delicadas e brilhantes, geralmente vistas em tons prateados ou azulados.

Temporada ocorre entre maio e agosto

A observação costuma acontecer entre meados de maio e meados de agosto.

Entretanto, os registros tendem a se tornar mais frequentes em julho, durante o verão no Hemisfério Norte.

As nuvens noctilucentes aparecem com mais facilidade em áreas próximas aos polos.

Isso ocorre porque a mesosfera fica mais fria nessas regiões.

Por esse motivo, elas geralmente são vistas entre 45 e 80 graus de latitude norte.

Como observar o fenômeno no céu

Para tentar observar as nuvens, a recomendação é olhar para o oeste após o pôr do sol.

Esse horário favorece a visualização porque as estrelas mais brilhantes começam a surgir.

Ao mesmo tempo, o céu mais escuro destaca as estruturas luminosas.

As nuvens noctilucentes costumam aparecer como faixas finas, onduladas e claras.

Quem vive em regiões de latitude elevada pode ter mais chances de acompanhar esse espetáculo raro.

Afinal, quantas vezes o céu revela nuvens brilhando quase na fronteira entre a atmosfera terrestre e o espaço?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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