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CEO da Ford desmonta carro elétrico da BYD, fica impressionado com a velocidade dos chineses e admite que o problema já não é só preço baixo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 15/05/2026 às 14:35
Atualizado em 15/05/2026 às 15:18
Jim Farley fez uma análise interna de um carro elétrico BYD, o que os deixou especialmente chocados. Gêmeos
Jim Farley fez uma análise interna de um carro elétrico BYD, o que os deixou especialmente chocados. Gêmeos
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CEO da Ford afirma que a maior preocupação da montadora não está apenas nos preços baixos dos elétricos chineses, mas na velocidade com que BYD, Changan e Xiaomi lançam tecnologias, reduzem custos e avançam no mercado global.

O CEO da Ford, Jim Farley, afirmou que a maior preocupação da montadora diante dos fabricantes chineses de veículos elétricos não está apenas nos preços baixos. O alerta está na velocidade com que empresas como BYD, Changan e Xiaomi avançam.

Essas fabricantes lançam tecnologia, reduzem custos e ampliam presença internacional em ritmo que pressiona a indústria tradicional. A avaliação levou a Ford a analisar carros da BYD por engenharia reversa e rever sua estratégia.

A leitura ganhou força após viagem à China em maio de 2024. Lá, Farley observou o ritmo dos fabricantes locais e concluiu que a indústria chinesa desenvolve produtos competitivos com agilidade capaz de expor a inércia de montadoras tradicionais.

Velocidade de desenvolvimento, capacidade industrial e controle total da cadeia produtiva: é assim que os fabricantes chineses explicam sua vantagem no carro elétrico.

CEO da Ford vê velocidade chinesa como ameaça central

Farley resumiu a preocupação ao dizer que o que o mantém acordado à noite não é o fato de os chineses fabricarem carros bons ou baratos, mas a rapidez com que inovam. A frase marcou a reação.

Essa percepção reforça a posição que ele vem defendendo. Para o executivo, os rivais chineses são hoje o principal desafio das marcas ocidentais no setor de carros elétricos.

Para compreender essa vantagem, a Ford desmontou e analisou veículos elétricos da BYD. O diagnóstico interno apontou uma combinação de fatores por trás do avanço da marca chinesa.

Entre esses fatores estão arquitetura industrial voltada à redução de custos, baterias de ferrofosfato de lítio, conhecidas como LFP, e integração vertical em componentes-chave.

Na visão de Farley, esse modelo reduz margens intermediárias e fortalece a capacidade da BYD de ajustar preços sem sacrificar qualidade. A vantagem não aparece apenas no produto final.

Ela também está na eficiência industrial que permite sustentar uma proposta difícil de igualar. Mesmo quando a propulsão não é a mais eficiente, escala, controle de custos e velocidade compensam deficiências.

O CEO da Ford admitiu que a empresa precisa de fábricas menores, menos mão de obra e processos menos complexos. A meta é fechar a lacuna com essa forma de produção.

Engenharia reversa expõe diferença industrial

A engenharia reversa feita pela Ford ajudou a detalhar como os chineses organizam sua vantagem no carro elétrico. Velocidade de desenvolvimento, capacidade industrial e controle da cadeia aparecem como elementos centrais.

A resposta da Ford passa por uma mudança de estratégia voltada ao segmento de acesso. A montadora pretende se concentrar em veículos elétricos menores e mais acessíveis.

Nesse terreno, a pressão chinesa é intensa. Para a empresa, preços mais contidos podem ampliar o mercado e evitar que a transição elétrica permaneça restrita.

Farley anunciou que a Ford trabalha em um modelo elétrico de baixo custo, previsto para os próximos anos. O objetivo é igualar custos dos rivais asiáticos.

Plataforma de baixo custo entra no roteiro

Dentro desse plano, a Ford desenvolve uma nova plataforma de baixo custo para veículos elétricos. O projeto é liderado por Alan Clarke, ex-engenheiro da Tesla, e busca criar uma base competitiva.

A intenção é sustentar veículos fortes em preço e tecnologia sem carregar a complexidade e o custo de arquiteturas anteriores. O roteiro também busca acelerar a adaptação da Ford.

Nesse mercado, acesso às baterias, eficiência produtiva e iteração pesam tanto quanto o design. Para Farley, a questão decisiva não é apenas saber se a tecnologia pode competir.

O ponto central é se a montadora conseguirá fabricá-la em escala, com estrutura industrial mais ágil, menor e disciplinada em custos. Nessa combinação, o CEO da Ford vê a verdadeira batalha elétrica.

Enquanto marcas chinesas marcam o ritmo com integração, velocidade e controle de custos, grupos históricos precisam reagir. A Ford se vê obrigada a revisar tamanho, processos e gama global.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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