O registro do Grind Hard Plumbing Co mostra a conversão do monster trike, a redução de 5,4 para 1 por corrente, o eixo de moto de neve reaproveitado e o teste que subiu a ladeira mais íngreme da propriedade
Um triciclo do tamanho de um carro, com pneus de trator, ganhou uma segunda fonte de força e virou híbrido. Segundo o canal Grind Hard Plumbing Co, em vídeo publicado em junho de 2026, a oficina transformou o chamado monster trike em um veículo de tração nas 3 rodas ao acoplar um motor elétrico gigante para tracionar a roda dianteira, que antes só era guiada.
O número que define o projeto é a potência. O motor elétrico instalado na frente entrega 36 mil watts, cerca de 36 kW, alimentado por duas baterias que juntas fornecem a corrente necessária para o pico, transformando o triciclo a combustão num híbrido de tração dianteira elétrica e traseira mecânica, conforme o Grind Hard Plumbing Co detalha. É a diferença entre um trike que só empurrava pela traseira e um que agora escala terreno com as três rodas puxando juntas.
O motor elétrico de 36 kW que move a roda da frente
A escolha do motor foi de propósito superdimensionada. Segundo o canal Grind Hard Plumbing Co no YouTube, em vez de um motorzinho pequeno girando em altíssima rotação, a oficina usou um motor fisicamente enorme, capaz de entregar os 36 mil watts com muito torque e em silêncio, o que facilita mover uma roda gigante em baixa velocidade.
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A eletrônica embarcada tem cara de ficção. O conjunto tem controlador de potência com três modos de força para a frente, além de marcha à ré, e duas baterias montadas na estrutura para dar conta da corrente de pico, conforme o Grind Hard Plumbing Co mostra. A opção por duas baterias menores em vez de uma grande resolveu tanto a capacidade quanto a fixação, num veículo em que sobra potência e falta espaço.
O desafio da redução: 5,4 para 1 não bastava

Motor forte não resolve sozinho: precisa de redução para girar uma roda enorme. Segundo o Grind Hard Plumbing Co, a relação direta entre a roda de 54 polegadas e a coroa de 10 polegadas dava cerca de 5,4 para 1, pouco para um motor desse porte mover uma roda tão grande com força no chão.
A solução foi multiplicar os estágios. A oficina montou um eixo intermediário, o jack shaft, que permite dobrar a redução com correntes em dois estágios, dando opções quase ilimitadas de relação sem trocar o tamanho das coroas, conforme o Grind Hard Plumbing Co explica. O layout final ficou motor, eixo intermediário e roda em sequência, com o controlador de velocidade encaixado atrás, para não cruzar correntes nem invadir o espaço do assento.
Engenharia de ferro-velho: eixo de moto de neve reaproveitado
A conversão foi um exercício de improviso técnico. Segundo o Grind Hard Plumbing Co, o eixo intermediário foi feito a partir de um eixo de moto de neve cortado e usinado, com estrias em uma ponta e solda na outra, aproveitando rolamentos e coroas que a oficina já tinha em estoque.
Nem tudo saiu de primeira. A montagem exigiu refazer a peça mais de uma vez, corrigir estrias que ficaram próximas demais e ajustar a solda no torno, num vaivém de tentativa e erro típico de quem constrói máquina única, sem manual, conforme o Grind Hard Plumbing Co registra. No fim, uma corrente do mesmo passo que a oficina já usava encaixou nos dois lados por sorte, fechando a transmissão elétrica da roda dianteira.
O híbrido que sincroniza roda dianteira e traseira

O primeiro teste provou o conceito. Segundo o Grind Hard Plumbing Co, ao acionar o motor elétrico na frente, a roda dianteira passou a puxar mesmo de um ponto parado, girando um pouco mais que a traseira de propósito, porque nunca haverá sincronização perfeita entre a tração elétrica e a mecânica.
Esse pequeno deslize é a mágica do sistema. A roda da frente pode patinar de leve em relação à traseira sem travar a direção, o que na prática distribui a força pelas três rodas e transforma o triciclo num veículo capaz de escalar terreno solto, conforme o Grind Hard Plumbing Co demonstra. A dupla passou a chamar o projeto de híbrido, misturando a combustão da traseira com o elétrico da frente numa estética que eles apelidaram de hybridpunk.
O teste final: a ladeira que só subiu com as 3 rodas
A prova de fogo foi a ladeira mais difícil da propriedade. Segundo o Grind Hard Plumbing Co, a subida mais íngreme e solta do terreno, tão inclinada que nem dá para caminhar, foi encarada primeiro só com o elétrico e depois com as três rodas tracionando ao mesmo tempo.
O resultado fechou a conta da conversão. Com a tração nas 3 rodas, o triciclo subiu a ladeira que jamais teria vencido apenas com a traseira, e escalou o trecho mesmo sem estar com a relação de marcha ideal, conforme o Grind Hard Plumbing Co comemora. Os próprios criadores admitem que muita gente vê o veículo e acha que é imagem gerada por inteligência artificial, de tão incomum, mas a máquina é real e funciona.
O que a conversão ensina sobre eletrificação no Brasil
O projeto de garagem espelha uma tendência séria. A conversão de veículos a combustão para elétrico ou híbrido ganha força no Brasil, das oficinas que eletrificam fuscas e kombis antigos aos kits de retrofit que somam motor elétrico a carros de coleção, com a mesma lógica de somar torque elétrico ao mecânico.
A engenharia caseira antecipa o que vira indústria. A tração elétrica na roda dianteira somada à mecânica na traseira é o princípio dos veículos híbridos de tração integral que já rodam no mercado, provando que o conceito testado num triciclo de oficina é o mesmo que move carros de fábrica, um paralelo notório para o setor automotivo em eletrificação. Do monster trike ao SUV híbrido, a ideia é idêntica: usar o motor elétrico onde o mecânico não alcança.
O vídeo mostra a instalação do motor elétrico, a montagem do eixo intermediário, a fiação das baterias e os testes de subida de ladeira com a tração nas três rodas.
O monster trike com tração nas três rodas prova que engenhosidade de oficina antecipa a tecnologia de fábrica. Conta pra gente nos comentários: tu acreditarias que esse triciclo é real ou acharia que é imagem de IA?

