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CEO da Bosch questiona a jornada de trabalho atual: “40 horas são suficientes em qualquer situação para acompanhar o ritmo do mundo?”

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 31/01/2026 às 15:56
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Declarações de Stefan Hartung, CEO da Bosch, reacendem o debate sobre a jornada de 40 horas ao relacionar competitividade global, comparação com a China, necessidade de flexibilidade em picos de projetos, previsão de queda nos lucros em 2025, cenário industrial difícil em 2026, cortes de empregos e tensões regulatórias da União Europeia até 2035

Em entrevista ao jornal DIE ZEIT, o CEO da Bosch, Stefan Hartung, questionou se a semana de 40 horas é suficiente para competir globalmente, citando flexibilidade em picos de projetos, pressões da concorrência internacional e um contexto de custos, lucros em queda e ajustes regulatórios europeus.

Questionamento sobre a semana de 40 horas

Hartung reabriu o debate ao perguntar se “40 horas são suficientes em qualquer situação para acompanhar o ritmo do mundo”.

A formulação surgiu de uma comparação com a China, destacando diferenças de intensidade percebida no trabalho em ambientes de competição global.

Segundo o executivo, a dúvida não representa um pedido generalizado de extensão da jornada.

A ênfase recaiu sobre a capacidade de responder rapidamente a demandas variáveis, preservando competitividade em momentos críticos, sem alterar permanentemente o padrão semanal.

Flexibilidade e picos de projeto

O CEO defendeu maior liberdade organizacional durante fases de pico. “Precisamos de mais liberdade em nossa agenda de trabalho para sermos o mais ágeis possível durante as fases de pico dos projetos”, afirmou, associando flexibilidade à execução eficiente.

No discurso, Hartung mencionou o “996” como contraste para ilustrar a intensidade da competição internacional.

A citação serviu para contextualizar o debate, enquanto a pergunta central permaneceu focada na suficiência das 40 horas em determinadas sitauções.

Críticas, ajustes internos e contexto financeiro

A comparação gerou críticas internas e externas, especialmente porque a Bosch também adotou ajustes no sentido oposto.

Veículos regionais apontaram reduções de jornada para certos grupos, como medida para evitar demissões em centros e unidades específicas.

No início de janeiro, a Reuters informou que Hartung previa queda nos lucros em 2025 e um ano de 2026 “difícil”, impactado por tarifas e custos de reestruturação. O grupo mantém planos de cortes que somam dezenas de milhares, com referência aproximada de 22.000 demissões.

Regulamentação europeia e confronto público

Meses antes, Hartung criticou o cronograma regulatório europeu para 2035, chamando a proibição do motor de combustão interna de “uma invenção europeia”. A declaração relacionou competitividade industrial a uma estrutura regulatória considerada mais rígida que outros mercados.

Ele argumentou que tecnologias intermediárias, como híbridos plug-in e extensores de autonomia, mantêm potencial e demanda na China. Defendeu uma transição governada por incentivos, não por proibições, para evitar desvantagens competitivas e preservar opções tecnológicas.

Reações e mudança de abordagem na UE

A alegação alimentou posições opostas. Defensores da neutralidade tecnológica apoiaram combustíveis renováveis e soluções de transição. Críticos alertaram para riscos ao emprego futuro e à resposta climática, apontando dependência excessiva de alternativas.

A controvérsia ganhou força às vésperas da mudança política no fim de 2025, quando a Comissão Europeia propôs reduzir a meta de “emissões zero” para 2035 a 90% de redução de CO₂, abrindo espaço para veículos não totalmente elétricos e ampliando a visibilidade das mensagens de Hartung.

Fonte: EEV.

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Gabriel
Gabriel
02/02/2026 16:29

Ué, se vc quer sua fábrica aberta 16-20h por dia em momentos de pico contrate mais funcionários e faça um shift. Mas contratar mais vocês não vão né…pnc de vcs bilionários

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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