Declarações de Stefan Hartung, CEO da Bosch, reacendem o debate sobre a jornada de 40 horas ao relacionar competitividade global, comparação com a China, necessidade de flexibilidade em picos de projetos, previsão de queda nos lucros em 2025, cenário industrial difícil em 2026, cortes de empregos e tensões regulatórias da União Europeia até 2035
Em entrevista ao jornal DIE ZEIT, o CEO da Bosch, Stefan Hartung, questionou se a semana de 40 horas é suficiente para competir globalmente, citando flexibilidade em picos de projetos, pressões da concorrência internacional e um contexto de custos, lucros em queda e ajustes regulatórios europeus.
Questionamento sobre a semana de 40 horas
Hartung reabriu o debate ao perguntar se “40 horas são suficientes em qualquer situação para acompanhar o ritmo do mundo”.
A formulação surgiu de uma comparação com a China, destacando diferenças de intensidade percebida no trabalho em ambientes de competição global.
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Segundo o executivo, a dúvida não representa um pedido generalizado de extensão da jornada.
A ênfase recaiu sobre a capacidade de responder rapidamente a demandas variáveis, preservando competitividade em momentos críticos, sem alterar permanentemente o padrão semanal.
Flexibilidade e picos de projeto
O CEO defendeu maior liberdade organizacional durante fases de pico. “Precisamos de mais liberdade em nossa agenda de trabalho para sermos o mais ágeis possível durante as fases de pico dos projetos”, afirmou, associando flexibilidade à execução eficiente.
No discurso, Hartung mencionou o “996” como contraste para ilustrar a intensidade da competição internacional.
A citação serviu para contextualizar o debate, enquanto a pergunta central permaneceu focada na suficiência das 40 horas em determinadas sitauções.
Críticas, ajustes internos e contexto financeiro
A comparação gerou críticas internas e externas, especialmente porque a Bosch também adotou ajustes no sentido oposto.
Veículos regionais apontaram reduções de jornada para certos grupos, como medida para evitar demissões em centros e unidades específicas.
No início de janeiro, a Reuters informou que Hartung previa queda nos lucros em 2025 e um ano de 2026 “difícil”, impactado por tarifas e custos de reestruturação. O grupo mantém planos de cortes que somam dezenas de milhares, com referência aproximada de 22.000 demissões.
Regulamentação europeia e confronto público
Meses antes, Hartung criticou o cronograma regulatório europeu para 2035, chamando a proibição do motor de combustão interna de “uma invenção europeia”. A declaração relacionou competitividade industrial a uma estrutura regulatória considerada mais rígida que outros mercados.
Ele argumentou que tecnologias intermediárias, como híbridos plug-in e extensores de autonomia, mantêm potencial e demanda na China. Defendeu uma transição governada por incentivos, não por proibições, para evitar desvantagens competitivas e preservar opções tecnológicas.
Reações e mudança de abordagem na UE
A alegação alimentou posições opostas. Defensores da neutralidade tecnológica apoiaram combustíveis renováveis e soluções de transição. Críticos alertaram para riscos ao emprego futuro e à resposta climática, apontando dependência excessiva de alternativas.
A controvérsia ganhou força às vésperas da mudança política no fim de 2025, quando a Comissão Europeia propôs reduzir a meta de “emissões zero” para 2035 a 90% de redução de CO₂, abrindo espaço para veículos não totalmente elétricos e ampliando a visibilidade das mensagens de Hartung.
Fonte: EEV.

Ué, se vc quer sua fábrica aberta 16-20h por dia em momentos de pico contrate mais funcionários e faça um shift. Mas contratar mais vocês não vão né…pnc de vcs bilionários