O Grupo Cedro, dono da empresa Cedro Mineração, projeta realizar aportes também nos ramos imobiliário, no agronegócio e energia solar, em Minas Gerais
A Cedro Mineração, empresa pertencente ao Grupo Cedro, planeja investir mais de R$ 1 bilhão de nos próximos três anos, no estado de Minas Gerais. A maior parte dos investimentos não será apenas nos negócios da Mina do Gama em Nova Lima (RMBH), mas também os novos ativos de minério de ferro do estado e a entrada da empresa em outras áreas. Existem planos de projetos nas áreas imobiliária, agroindustrial e solar. Veja ainda esta notícia: Minas Gerais receberá investimentos de R$ 32,7 bilhões nos próximos anos nos setores de mineração, indústria, bebidas e outros. Milhares de empregos serão gerados
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Projetos no setor da mineração, no estado de Minas Gerais
A mineração está prevista a inclusão de mais cinco ativos que permitirão a Cedro Mineração passar das atuais quase 4 milhões de toneladas/ano para 15 milhões de toneladas/ano até 2026. Os mesmos se encontram em processos de licenciamento junto aos órgãos competentes e a expectativa é que o primeiro deles entre em operação nos próximos meses.
Outros detalhes dos negócios não foram revelados, no entanto, tamanha é a robustez das iniciativas que a empresa projeta a criação de cerca de 8 mil postos de trabalho entre diretos e indiretos nos próximos anos, no estado de Minas Gerais. Atualmente, há aproximadamente 1,8 mil funcionários – incluindo os terceirizados – atuando apenas na Cedro Mineração, que deve encerrar 2021 com faturamento superior a R$ 2 bilhões.
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CEO do grupo, Lucas Kallas. Segundo ele, a mineração é a base da holding e está sustentando os novos investimentos. “É importante distribuir o risco. Mineração é bom, mas o bom preço não é eterno. Estamos apostando na energia renovável, que é um setor que já decolou no Estado; no agronegócio, uma potência em nosso País e cuja demanda só tende a aumentar; e no ramo imobiliário, porque surgiu a oportunidade de um projeto arrojado e de alto nível na região”, resume.
Novos equipamentos com grande nível de tecnologia
De maneira complementar, o Diretor de Sustentabilidade do Grupo Cedro, Guilherme França, explica que os resultados têm sido possíveis graças à aposta e investimentos da Cedro na Mina do Gama, que está em operação desde os anos 1990 e em 2018 passou a ser operada pela mineradora. Ao todo, já foram aportados R$ 200 milhões em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento em vistas de tornar a unidade totalmente sustentável.
O montante inclui os cerca de R$ 30 milhões em equipamentos para filtragem de rejeito, fazendo com que a mina se tornasse a primeira da região e uma das únicas do estado de Minas Gerais com material de descarte 100% filtrado. O processo consiste em uma operação de separação do sólido e do líquido de modo que o rejeito seja filtrado por um processo de prensamento de placas. O rejeito da mineração é empilhado seco, eliminando a necessidade de barragens de materiais úmidos, possibilitando o reaproveitamento da água recuperada no processo.
Leia ainda esta notícia: Yara anuncia a venda do projeto de mineração de fosfato, em Minas Gerais, por US$ 410 milhões
A Yara assinou com a EuroChem, um acordo de compra de ações com o objetivo de vender seu projeto de mineração de fosfato Salitre, em Minas Gerais. O valor do acordo chegou a US$ 410 milhões e compõe o projeto da empresa de concentrar seu foco estratégico em soluções de alimentos, produtos premium e também a viabilização do setor de hidrogênio.
De acordo com a Yara, Salitre ainda é um projeto de mineração chamativo para investidores, mas o andamento do projeto de fosfato foi impactado pelo agravamento da Covid-19, e o tempo de construção e despesas de capital, que ainda são grandes, precisam ser finalizados. O desinvestimento do projeto de fosfato, em Minas Gerais, apoia a mudança da empresa, realocando o apetite de capital e risco nos próximos anos para as áreas de foco estratégico da empresa.
