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Casas construídas com tijolos de terra e resíduo de azeitona podem ser até três vezes mais lentas para aquecer, aproveitam sobras da indústria de azeite e trazem economia de energia

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 30/05/2026 às 14:57
Atualizado em 30/05/2026 às 15:02
Casas construídas com tijolos de terra e resíduo de azeitona
Imagem: Casas construídas com tijolos de terra e resíduo de azeitona
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Tijolos feitos com bagaço de azeitona atrasam entrada de calor, aumentam conforto térmico e transformam resíduos da produção de azeite em material sustentável de construção

O que sobra depois do azeite pode virar parede contra o calor, oferecendo solução prática para casas em regiões quentes. A adição de bagaço de azeitona em tijolos de terra aumenta o atraso térmico, fazendo as paredes demorarem mais para aquecer. Essa técnica combina conforto, economia de energia e aproveitamento de resíduos que antes eram descartados.

Além de reduzir o calor interno, o uso de tijolos com resíduo de oliva faz parte de uma lógica de economia circular, em que subprodutos da indústria alimentícia ganham nova utilidade, evitando desperdício e impacto ambiental. O resultado é uma construção mais sustentável e eficiente, especialmente em climas quentes e secos.

O que é bagaço de azeitona

O bagaço de azeitona é o resíduo que sobra após a extração do azeite, formado por polpa, caroço triturado e fibras do fruto. Esse material é abundante em regiões produtoras e, sem reaproveitamento, representa desafio ambiental devido ao volume gerado e odores liberados.

resíduo que sobra após a extração do azeite
Resíduo que sobra após a extração do azeite

O resíduo é rico em fibras, o que permite reduzir a transferência de calor quando incorporado a tijolos de terra. Essa característica torna o material promissor para construção sustentável e casas mais frescas.

Como ele entra nos tijolos de terra

A produção envolve misturar o solo cru com até quarenta por cento de bagaço de azeitona antes de moldar e secar os blocos. Essa composição gera pequenos vazios internos, que funcionam como isolamento natural, aumentando o tempo que a parede leva para aquecer.

A informação foi publicada por Construction and Building Materials, revista científica especializada em materiais de construção, que detalhou o desempenho térmico dos tijolos com resíduo. O estudo mostra que paredes com bagaço de oliva podem ser até três vezes mais lentas para transmitir calor, garantindo mais conforto no interior das residências.

Por que o atraso térmico importa em casas quentes

O atraso térmico determina quanto tempo uma parede leva para transmitir calor de fora para dentro. Em casas com alta exposição ao sol, tijolos com fibras vegetais mantêm o ambiente interno mais fresco durante horas críticas do dia, reduzindo o uso de ventiladores ou ar-condicionado.

O atraso térmico determina quanto tempo uma parede leva para transmitir calor de fora para dentro.
O atraso térmico determina quanto tempo uma parede leva para transmitir calor de fora para dentro.

Esse efeito aumenta o conforto diário e reduz consumo de energia elétrica. Para moradores de regiões quentes, o ganho térmico significa menos gasto com resfriamento e maior eficiência energética.

Limites umidade resistência e normas

Apesar das vantagens térmicas, tijolos com alto teor de bagaço podem apresentar resistência mecânica menor que blocos tradicionais. As normas técnicas exigem parâmetros mínimos de durabilidade e estabilidade para garantir segurança.

tijolos com alto teor de bagaço podem apresentar resistência mecânica menor que blocos tradicionais.
Tijolos com alto teor de bagaço podem apresentar resistência mecânica menor que blocos tradicionais.

Problemas com umidade também podem ocorrer se o bloco não for bem protegido da água. As informações foram divulgadas por Construction and Building Materials, revista científica especializada em materiais de construção, reforçando que é possível equilibrar eficiência térmica e segurança com planejamento adequado.

A utilização de tijolos de terra com resíduo de azeitona representa uma solução prática e sustentável, integrando conforto, economia e reaproveitamento de resíduos agrícolas.

Você acredita que casas construídas com resíduos de alimentos podem se tornar padrão em regiões quentes do Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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