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Casal constrói casa de adobe usando barro, palha e técnica artesanal com secagem de 4 dias, após sair de barraco de lona, e transforma sonho simples em moradia que pode durar mais de 50 anos

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 27/02/2026 às 07:28 Atualizado em 27/02/2026 às 09:37
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Em Palmas, Osmar Gomes Luz e Tânia Maria de Souza construíram a própria casa com tijolos de adobe feitos à mão e secagem de 4 dias ao sol para conquistar moradia definitiva, provocando uma mudança radical de vida e chamando atenção pela simplicidade e resistência do método.

Sentados em uma cadeira de fio, olhando para a nova casa de adobe, Osmar Gomes e Tânia Maria celebram uma conquista que parecia distante meses atrás. Onde antes havia um barraco de lona, agora existe uma residência erguida com as próprias mãos.

A mudança aconteceu em março deste ano. A casa foi construída totalmente com terra, utilizando uma técnica antiga que resiste ao tempo. Para o casal, não é apenas uma obra. É a realização do sonho da casa própria.

“Estou dentro do paraíso”, afirma Tânia, emocionada. A frase resume o tamanho da transformação vivida por eles na zona rural de Palmas, no assentamento São João I.

Da lona ao adobe: a virada que mudou a vida do casal no assentamento São João I

A realidade no campo não é simples. No assentamento São João I, as dificuldades fazem parte da rotina. Mesmo assim, Osmar e Tânia enfrentaram cada desafio com paciência e coragem.

Meses antes da construção, o casal vivia em um barraco de lona. A estrutura improvisada não oferecia segurança nem conforto.

A decisão de construir a própria casa marcou um divisor de águas. O que parecia impossível começou a ganhar forma com barro, água e força de vontade.

Antes de levantar as paredes da nova casa no assentamento São João I, Osmar e Tânia tiveram que preparar cada tijolo à mão.

Como os tijolos de terra crua são produzidos com técnica artesanal e secagem ao sol

A casa foi feita com adobe, um tijolo produzido com terra crua, palha e água. A mistura é moldada em formas e deixada para secar ao sol por cerca de 4 dias.

O processo é totalmente manual. O barro precisa ser amassado com os pés antes de ir para a forma. Depois de retirado, o tijolo descansa até atingir o ponto ideal para ser colocado na parede.

O detalhe que mais chamou atenção é que a própria fábrica do material fica dentro de um buraco no terreno, conhecido como barreiro. É ali que Osmar prepara o barro e produz os tijolos.

Interior rústico, chão batido e botija de barro com mais de 90 anos reforçam tradição

Dentro da casa não há cerâmica nem porcelanato. O chão é batido, mantendo o estilo simples e rústico.

Nas prateleiras, cuias, cabaças e uma botija de barro com mais de 90 anos guardam a água sempre fresca. O ambiente é simples, mas funcional.

A casa é fria e tranquila, característica importante para quem vive em um estado de clima quente como o Tocantins. O material natural ajuda a manter a temperatura agradável mesmo nos dias mais quentes.

Osmar é pedreiro e já participou da construção de várias edificações ao longo da vida. Mesmo assim, considera essa a principal obra que já realizou.

Construção pode durar décadas e barreiro ainda pode virar reservatório de água ou tanque de peixe

Ele acredita que a casa pode permanecer de pé por muitos e muitos anos. Segundo o próprio pedreiro, ele foi criado em uma casa semelhante que durou 50 anos e ainda continua sendo moradia.

Outro ponto importante é que o barreiro utilizado para retirar o barro não será desperdiçado. O espaço pode se transformar em reservatório de água ou até mesmo em tanque para criação de peixes.

Além da casa, o casal mantém criação de galinhas no entorno, garantindo uma renda complementar.

A construção da casa de adobe em Palmas mostra que técnicas antigas continuam atuais e eficientes. Com barro, palha, água e determinação, um casal que vivia em um barraco de lona conquistou uma moradia própria, resistente e com potencial para durar décadas, provando que simplicidade e persistência podem transformar realidades.

Osmar Gomes Luz e Tânia Maria de Souza celebram, com um gesto de amor e cumplicidade, o sonho realizado: a casa de adobe que construíram juntos com esforço, esperança e dedicação.

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Dilvia
Dilvia
05/03/2026 20:27

Cuando yo era pequeña en el pueblo donde vivía en Venezuela, muchisimas casas de la época eran elaboradas con esos materiales y le llamábamos casas de bahareque.

Fonte
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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