Acidente na travessia do Rio São Francisco interrompeu a balsa que liga Manga a Matias Cardoso nesta segunda, após o cabo de aço ceder sob o peso de uma carreta com 110 bois. Defesa Civil, Polícia Militar e máquinas da empresa atuaram; motorista saiu ileso e a operação foi suspensa.
A carreta com 110 bois ficou com parte da traseira dentro do Rio São Francisco nesta segunda-feira (19), na travessia por balsa entre Manga e Matias Cardoso, no Norte de Minas, depois que um cabo de aço rompeu e deixou o veículo parcialmente submerso.
Segundo a Defesa Civil de Manga, os bois eram transportados no veículo que seguia de Montalvânia para Capitão Enéas, e o motorista não sofreu ferimentos. A ocorrência levou à interdição emergencial da balsa e mobilizou equipes para conter riscos e organizar a retirada do caminhão.
O que aconteceu na travessia entre Manga e Matias Cardoso
O incidente ocorreu no momento em que a carreta carregada com 110 bois estava sobre a balsa usada para cruzar o Rio São Francisco entre os municípios de Manga e Matias Cardoso.
-
Um cargueiro de 183 metros enfrentou ondas de dez metros, se partiu ao meio no Lago Huron e afundou em apenas oito minutos, mas um tripulante sobreviveu por 38 horas no frio extremo para contar como aconteceu o naufrágio do SS Daniel J. Morrell em 1966
-
A maior pegadinha da história das Copas? O filme que negou o Mundial de 1958, questionou o título do Brasil e mostrou como falsas provas podem parecer totalmente confiáveis na televisão
-
Lojas online falsas da Coreia do Sul viram saída para viciados em compras que querem sentir a emoção de escolher produtos, fechar pedidos e acompanhar entregas sem gastar dinheiro nem receber nada em casa
-
Uma orelha dentro de uma história de contrabando, impérios e batalhas gigantescas: por que a Guerra da Orelha de Jenkins recebeu esse nome e virou um dos conflitos mais curiosos do século 18
Com o veículo já posicionado, o cabo de aço não suportou o peso e cedeu.
Esse cabo de aço tem papel central na operação: é ele que mantém a balsa atracada na beira do rio, ajudando a estabilizar a estrutura durante o embarque, desembarque e permanência no ponto.
Com a ruptura, a carreta acabou ficando com a traseira dentro da água, em uma posição que exigiu resposta imediata para evitar deslocamentos e ampliar o risco.
Por que a balsa foi interditada e como foi feita a contenção
Com a carreta parcialmente dentro do rio, a prioridade foi impedir que o veículo se movesse e causasse um agravamento da situação.
Por isso, o reboque permaneceu ligado, justamente para reduzir a chance de movimentação do caminhão envolvido no incidente enquanto as equipes avaliavam o cenário e planejavam os próximos passos.
A Defesa Civil interditou o local assim que tomou conhecimento do acidente, mantendo acompanhamento direto dos trabalhos.
A operação também contou com apoio da Polícia Militar, reforçando o controle da área e a segurança durante o atendimento, já que o ponto de travessia é um local de passagem e pode atrair curiosos.
Rota da carga e situação do motorista
A carreta transportava 110 bois e seguia de Montalvânia para Capitão Enéas, conforme informado pelo coordenador da Defesa Civil de Manga, Paulo Sérgio Nunes Serqueira.
Apesar do susto e da complexidade do ocorrido, o motorista não teve ferimentos, um detalhe importante em um acidente que envolveu peso elevado e contato direto do veículo com o rio.
A presença de bois no transporte adiciona ainda mais sensibilidade à ocorrência, porque qualquer atraso ou instabilidade operacional exige cuidado redobrado para preservar a segurança da equipe, do condutor e da própria carga viva, especialmente em um ambiente de travessia fluvial.
Retirada da carreta e apoio de máquinas da empresa
A empresa responsável pelo transporte da carga providenciou máquinas para ajudar na retirada da carreta.
Esse suporte é decisivo em situações do tipo, porque o acesso ao ponto de balsa nem sempre permite manobras simples, e o peso total de um caminhão boiadeiro carregado tende a exigir recursos mecânicos adequados para reposicionamento e remoção.
Enquanto o trabalho era organizado, a orientação foi manter estabilidade máxima, com monitoramento contínuo e restrição do fluxo no local.
A lógica foi reduzir o número de variáveis ao redor da carreta e criar um ambiente de operação mais previsível, já que qualquer deslocamento involuntário poderia aumentar a submersão e dificultar o resgate.
Tráfego de carretas com animais é comum na região
A Defesa Civil destacou que o trânsito de carretas com animais no local é comum, o que dá ao caso um peso extra: não se trata de um evento isolado em uma rota rara, mas de um tipo de circulação recorrente na travessia.
Na prática, isso reforça a necessidade de atenção permanente a fatores como peso, estabilidade e condições estruturais do sistema de atracação, porque o uso frequente por cargas pesadas tende a exigir respostas rápidas, protocolos consistentes e operação segura para evitar interrupções repetidas e situações de risco.
Quando a travessia foi liberada novamente
Após a interdição emergencial, a balsa permaneceu parada enquanto o problema era tratado e os trabalhos avançavam sob acompanhamento da Defesa Civil e apoio da Polícia Militar.
A travessia ficou interditada até por volta das 19h, quando a operação foi liberada.
Mesmo com a retomada, o episódio deixa um sinal claro para quem depende da travessia: um único ponto de falha, como o cabo de aço, pode paralisar toda a rota, impactando deslocamentos locais e operações de transporte, especialmente quando envolvem cargas pesadas e animais.
Você acha que deveria existir uma regra mais rígida para limitar peso e tipo de carga na balsa entre Manga e Matias Cardoso para reduzir novos acidentes com bois?

-
-
-
3 pessoas reagiram a isso.