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Carreta com 110 bois rompe cabo de aço, fica parcialmente submersa, provoca interdição emergencial da balsa entre Manga e Matias Cardoso, mobiliza Defesa Civil e Polícia Militar, e expõe riscos recorrentes no transporte pesado de animais na travessia fluvial

Publicado em 20/01/2026 às 23:43
Atualizado em 20/01/2026 às 23:44
Carreta de bois na balsa Manga Matias Cardoso caiu no Rio São Francisco; Defesa Civil apura cabo de aço e reforça segurança na travessia. Foto: Defesa Civil de Manga
Carreta de bois na balsa Manga Matias Cardoso caiu no Rio São Francisco; Defesa Civil apura cabo de aço e reforça segurança na travessia. Foto: Defesa Civil de Manga
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Acidente na travessia do Rio São Francisco interrompeu a balsa que liga Manga a Matias Cardoso nesta segunda, após o cabo de aço ceder sob o peso de uma carreta com 110 bois. Defesa Civil, Polícia Militar e máquinas da empresa atuaram; motorista saiu ileso e a operação foi suspensa.

A carreta com 110 bois ficou com parte da traseira dentro do Rio São Francisco nesta segunda-feira (19), na travessia por balsa entre Manga e Matias Cardoso, no Norte de Minas, depois que um cabo de aço rompeu e deixou o veículo parcialmente submerso.

Segundo a Defesa Civil de Manga, os bois eram transportados no veículo que seguia de Montalvânia para Capitão Enéas, e o motorista não sofreu ferimentos. A ocorrência levou à interdição emergencial da balsa e mobilizou equipes para conter riscos e organizar a retirada do caminhão.

O que aconteceu na travessia entre Manga e Matias Cardoso

O incidente ocorreu no momento em que a carreta carregada com 110 bois estava sobre a balsa usada para cruzar o Rio São Francisco entre os municípios de Manga e Matias Cardoso.

Com o veículo já posicionado, o cabo de aço não suportou o peso e cedeu.

Esse cabo de aço tem papel central na operação: é ele que mantém a balsa atracada na beira do rio, ajudando a estabilizar a estrutura durante o embarque, desembarque e permanência no ponto.

Com a ruptura, a carreta acabou ficando com a traseira dentro da água, em uma posição que exigiu resposta imediata para evitar deslocamentos e ampliar o risco.

Por que a balsa foi interditada e como foi feita a contenção

Com a carreta parcialmente dentro do rio, a prioridade foi impedir que o veículo se movesse e causasse um agravamento da situação.

Por isso, o reboque permaneceu ligado, justamente para reduzir a chance de movimentação do caminhão envolvido no incidente enquanto as equipes avaliavam o cenário e planejavam os próximos passos.

A Defesa Civil interditou o local assim que tomou conhecimento do acidente, mantendo acompanhamento direto dos trabalhos.

A operação também contou com apoio da Polícia Militar, reforçando o controle da área e a segurança durante o atendimento, já que o ponto de travessia é um local de passagem e pode atrair curiosos.

Rota da carga e situação do motorista

A carreta transportava 110 bois e seguia de Montalvânia para Capitão Enéas, conforme informado pelo coordenador da Defesa Civil de Manga, Paulo Sérgio Nunes Serqueira.

Apesar do susto e da complexidade do ocorrido, o motorista não teve ferimentos, um detalhe importante em um acidente que envolveu peso elevado e contato direto do veículo com o rio.

A presença de bois no transporte adiciona ainda mais sensibilidade à ocorrência, porque qualquer atraso ou instabilidade operacional exige cuidado redobrado para preservar a segurança da equipe, do condutor e da própria carga viva, especialmente em um ambiente de travessia fluvial.

Retirada da carreta e apoio de máquinas da empresa

A empresa responsável pelo transporte da carga providenciou máquinas para ajudar na retirada da carreta.

Esse suporte é decisivo em situações do tipo, porque o acesso ao ponto de balsa nem sempre permite manobras simples, e o peso total de um caminhão boiadeiro carregado tende a exigir recursos mecânicos adequados para reposicionamento e remoção.

Enquanto o trabalho era organizado, a orientação foi manter estabilidade máxima, com monitoramento contínuo e restrição do fluxo no local.

A lógica foi reduzir o número de variáveis ao redor da carreta e criar um ambiente de operação mais previsível, já que qualquer deslocamento involuntário poderia aumentar a submersão e dificultar o resgate.

Tráfego de carretas com animais é comum na região

A Defesa Civil destacou que o trânsito de carretas com animais no local é comum, o que dá ao caso um peso extra: não se trata de um evento isolado em uma rota rara, mas de um tipo de circulação recorrente na travessia.

Na prática, isso reforça a necessidade de atenção permanente a fatores como peso, estabilidade e condições estruturais do sistema de atracação, porque o uso frequente por cargas pesadas tende a exigir respostas rápidas, protocolos consistentes e operação segura para evitar interrupções repetidas e situações de risco.

Quando a travessia foi liberada novamente

Após a interdição emergencial, a balsa permaneceu parada enquanto o problema era tratado e os trabalhos avançavam sob acompanhamento da Defesa Civil e apoio da Polícia Militar.

A travessia ficou interditada até por volta das 19h, quando a operação foi liberada.

Mesmo com a retomada, o episódio deixa um sinal claro para quem depende da travessia: um único ponto de falha, como o cabo de aço, pode paralisar toda a rota, impactando deslocamentos locais e operações de transporte, especialmente quando envolvem cargas pesadas e animais.

Você acha que deveria existir uma regra mais rígida para limitar peso e tipo de carga na balsa entre Manga e Matias Cardoso para reduzir novos acidentes com bois?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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