A Petrobras confirmou que o Campo de Tupi/Iracema voltou ao patamar de alta produção de petróleo no pré-sal, reforçando a eficiência operacional e o potencial dos grandes reservatórios da Bacia de Santos
Em 13 de janeiro de 2026, a Petrobras informou oficialmente que o Campo de Tupi/Iracema voltou a atingir a marca de 1 milhão de barris por dia de produção de petróleo, repetindo o patamar histórico alcançado pela primeira vez em 2019. Localizado no pré-sal da Bacia de Santos, o campo é um ativo estratégico da companhia e um principal polo produtor do país.
Petrobras confirma retomada da produção de petróleo no Campo de Tupi/Iracema
O anúncio confirma a capacidade de recuperação produtiva do ativo e reforça o papel do pré-sal como pilar central da estratégia da Petrobras para os próximos anos. O resultado é considerado relevante do ponto de vista operacional, técnico e estratégico, especialmente no contexto do novo Plano de Negócios 2026–2030.
A Petrobras comunicou oficialmente que o Campo de Tupi/Iracema voltou a alcançar a produção de petróleo de 1 milhão de barris por dia, repetindo um marco obtido anteriormente em 2019. O campo integra o polo Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, uma das áreas mais produtivas da indústria offshore mundial.
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90 bilhões de barris de petróleo, 1.669 trilhões de pés cúbicos de gás natural e 84% das reservas prováveis em áreas offshore estão sob o Ártico e o degelo que abre rotas marítimas e expõe esse tesouro energético está transformando o Polo Norte em uma disputa estratégica entre EUA, Rússia, China e Canadá por petróleo, gás, navegação e poder militar
A retomada não representa expansão abrupta, mas sim a recuperação de um nível produtivo compatível com a magnitude do reservatório. Segundo a companhia, o desempenho reflete a combinação de gestão avançada de reservatórios, melhoria contínua da eficiência operacional e investimentos direcionados.
Produção de petróleo no pré-sal alinhada ao Plano de Negócios da Petrobras
O desempenho do Campo de Tupi/Iracema está alinhado ao Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, que prevê o aumento gradual da curva de produção de petróleo e gás natural. O plano prioriza ativos de alta produtividade, como os localizados no pré-sal, considerados essenciais para a geração de valor de longo prazo.
Entre os principais eixos estratégicos estão o gerenciamento mais preciso dos reservatórios, a melhoria da eficiência de produção e o aumento da eficiência nos sistemas de injeção de água. Essas ações permitem sustentar elevados volumes produtivos ao longo do tempo, reduzindo riscos operacionais e ampliando a recuperação final de óleo.
Campo de Tupi/Iracema e o papel estratégico do pré-sal brasileiro
O Campo de Tupi/Iracema foi o primeiro grande campo gigante do pré-sal brasileiro e permanece como um dos ativos mais relevantes do portfólio da Petrobras. Desde o início da produção, o campo se destacou pela elevada produtividade dos poços e pela qualidade do petróleo extraído.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a companhia sempre acreditou no potencial de retomada do campo. Segundo ela, esse ativo tem jazidas de grande produtividade, compatíveis com os níveis que voltou a apresentar.
A executiva destacou ainda que, atualmente, a estatal opera dois campos com potencial acima de 1 milhão de barris por dia: Tupi/Iracema e Búzios, ambos localizados no pré-sal da Bacia de Santos.
Investimentos e interligação de poços sustentam a produção de petróleo
Ao longo de 2025, a Petrobras interligou 11 novos poços no Campo de Tupi/Iracema, ampliando a capacidade produtiva do ativo. Com isso, o campo passou a contar com mais de 150 poços perfurados, o que contribuiu diretamente para o retorno ao patamar de 1 milhão de barris por dia.
Além das interligações recentes, a companhia avalia a perfuração de novos poços e estuda a possibilidade de instalar uma nova plataforma a partir de 2031. Também está em análise a extensão da vida útil de algumas das nove plataformas atualmente em operação no campo.
Todas essas iniciativas dependem de aprovações regulatórias, incluindo decisões do consórcio e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), especialmente no que diz respeito a licenciamento e extensão de autorizações.
Petrobras destaca eficiência e inovação no pré-sal
A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que o retorno do Campo de Tupi/Iracema ao patamar de 1 milhão de barris por dia reforça a competitividade do pré-sal ao longo de seus 16 anos de desenvolvimento.
Segundo ela, o pré-sal brasileiro reúne uma combinação única de reservas gigantes, elevada produtividade por poço, petróleo com menor pegada de carbono e eficiência operacional acima da média da indústria global.
Esse conjunto de fatores transformou o pré-sal em uma das fronteiras petrolíferas mais atrativas do mundo, além de um ambiente fértil para inovação tecnológica.
Produção acumulada do pré-sal e liderança dos grandes campos
Em janeiro de 2025, o pré-sal alcançou a marca de 7 bilhões de barris de produção de petróleo acumulada, consolidando sua relevância para a matriz energética brasileira. Os três maiores campos em operação nessa camada são Tupi/Iracema, Búzios e Mero.
Atualmente, das 57 plataformas de produção operadas pela Petrobras, 28 estão exclusivamente no pré-sal, o que evidencia a concentração dos investimentos e da capacidade produtiva nessa província geológica.
O Campo de Tupi/Iracema lidera esse grupo, tanto pelo volume quanto pela importância histórica e técnica para o desenvolvimento da indústria offshore nacional.
Estrutura societária e operação do Campo de Tupi/Iracema
O Campo de Tupi/Iracema é operado pela Petrobras, em parceria com a Shell e a Petrogal Brasil. A PPSA atua como representante da União na Jazida Compartilhada de Tupi, garantindo a participação do Estado brasileiro na gestão do ativo.
Esse modelo de governança permite maior segurança jurídica, compartilhamento de investimentos e alinhamento com as diretrizes regulatórias do setor de petróleo e gás no Brasil.
Um marco operacional que reforça a força do pré-sal
O retorno do Campo de Tupi/Iracema ao patamar de 1 milhão de barris por dia de produção de petróleo, anunciado em 13 de janeiro de 2026, reforça a robustez do ativo e a capacidade técnica da Petrobras no pré-sal.
O resultado confirma que investimentos contínuos, eficiência operacional e gestão avançada de reservatórios são capazes de sustentar grandes volumes produtivos ao longo do tempo. Além disso, consolida o pré-sal como um dos principais vetores de geração de valor da companhia e da indústria petrolífera brasileira.
Com perspectiva de novos poços, possível ampliação da infraestrutura e manutenção de elevados padrões operacionais, Tupi/Iracema segue como um dos pilares da produção nacional e um símbolo da maturidade do pré-sal brasileiro.

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