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Câmara dos EUA aprova projeto com 267 votos para proteger crianças nas redes sociais, limitar recursos viciantes e cobrar novas medidas das plataformas, mas diferença com o Senado pode travar as regras

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 29/06/2026 às 22:15 Atualizado em 29/06/2026 às 22:17
Adolescente usando smartphone em ambiente externo, imagem ilustrativa sobre proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais nos EUA.
Imagem ilustrativa mostra uma adolescente usando smartphone, em referência ao projeto aprovado pela Câmara dos EUA para ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais.
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KIDS Act amplia a pressão sobre redes sociais, cria novas ferramentas de proteção para menores e pode abrir uma disputa legislativa com o Senado americano.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, em 29 de junho de 2026, um projeto destinado a ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais.

O texto recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de parlamentares democratas e republicanos.

A votação fortaleceu o debate sobre segurança infantil na internet. A proposta, porém, ainda poderá enfrentar dificuldades no Senado.

Senadores defendem regras mais amplas e obrigações mais rigorosas para as plataformas digitais.

KIDS Act cria novas exigências para plataformas digitais

O projeto aprovado recebeu o nome de Kids Internet and Digital Safety Act, conhecido pela sigla KIDS Act.

A proposta determina que plataformas online ofereçam ferramentas específicas para proteger usuários menores de idade.

Crianças e adolescentes deverão ter acesso a recursos que permitam limitar funcionalidades consideradas viciantes.

As empresas também deverão adotar políticas voltadas à prevenção de determinados danos no ambiente digital.

Entre as principais medidas previstas estão:

  • Ferramentas para limitar recursos digitais viciantes;
  • Proteções específicas para crianças e adolescentes;
  • Políticas contra riscos no ambiente online;
  • Medidas de combate à exploração sexual de menores.

Novas responsabilidades poderão, dessa forma, ser aplicadas às empresas responsáveis por redes sociais e outros serviços digitais.

Pressão sobre redes sociais cresce no Congresso americano

O Congresso dos Estados Unidos tem demonstrado interesse crescente na proteção de jovens no ambiente digital.

Empresas de redes sociais enfrentam críticas relacionadas aos impactos de seus serviços sobre crianças e adolescentes.

O KIDS Act representa a primeira iniciativa aprovada pela Câmara sobre segurança infantil na internet desde a votação realizada pelo Senado em 2024.

A aprovação marca uma nova etapa da discussão sobre os limites e deveres das plataformas digitais.

Senado aprovou proposta mais rígida em 2024

O Senado dos Estados Unidos aprovou, em 30 de julho de 2024, o Kids Online Safety Act, conhecido como KOSA.

A proposta recebeu 91 votos favoráveis e apenas três contrários.

O KOSA criou um chamado “dever de cuidado” para empresas de redes sociais.

Esse mecanismo obriga as plataformas a considerar a segurança dos usuários mais jovens durante o funcionamento de seus serviços.

A versão aprovada pela Câmara não apresenta essa obrigação com a mesma abrangência.

Diferença entre projetos pode travar avanço das regras

Câmara e Senado defendem maior proteção de crianças nas redes sociais, mas trabalham com propostas diferentes.

O KIDS Act poderá enfrentar resistência quando chegar à análise dos senadores.

A senadora republicana Marsha Blackburn negocia com a Casa Branca apoio para um pacote legislativo que inclua o KOSA.

A aprovação definitiva dependerá de um entendimento entre Câmara, Senado e Casa Branca.

Informações divulgadas pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, pelo Senado americano e pela Reuters mostram que o debate permanece aberto.

A discussão agora se concentra no grau de responsabilidade que será imposto às plataformas digitais.

Proteção de menores pode mudar regras das redes sociais

A eventual aprovação de uma legislação comum poderá alterar a forma como plataformas online atendem crianças e adolescentes.

Ferramentas de controle, mecanismos contra recursos viciantes e políticas de segurança poderão se tornar obrigatórios.

O desafio será conciliar as propostas aprovadas pelas duas casas do Congresso.

Você acredita que as redes sociais deveriam receber regras ainda mais rígidas para proteger crianças e adolescentes? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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