Veja como uma casa de tijolo ecológico em autoconstrução organiza o financiamento da Caixa, passa pela medição da Caixa, ergue o barracão de obra e prepara o lote financiado para liberar dinheiro.
No vídeo e neste artigo, você acompanha como uma casa de tijolo ecológico financiada sai do papel na prática: o autor começa com o lote financiado, monta o barracão de obra, liga água e energia e organiza tudo o que a Caixa pede para a primeira medição da Caixa. Ao entender a lógica do financiamento da Caixa, fica mais fácil planejar cada etapa sem ficar travado na liberação do dinheiro.
Enquanto a Caixa já havia pago o lote e ele arcava com os juros dessa primeira fase, o dia a dia no terreno era outro. Muro de arrimo pronto, caminhão de cascalho nivelando o solo e uma instalação provisória sólida para guardar ferramentas e materiais. Foi essa combinação de estrutura mínima e organização do canteiro que permitiu a primeira medição oficial da casa de tijolo ecológico financiada pela Caixa.
Como funciona o financiamento da Caixa para casa de tijolo ecológico
No modelo que o Caio utiliza, a Caixa primeiro quita o lote diretamente ao vendedor e o cliente passa a pagar os juros dessa parte do financiamento. A casa de tijolo ecológico entra em seguida, em um cronograma por etapas, todas descritas em uma planilha que acompanha o contrato.
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Nessa planilha, cada etapa tem um conjunto de serviços, um valor previsto e um percentual de avanço físico. A primeira medição não é da casa pronta nem da alvenaria. Ela inclui a instalação provisória para a obra, a ligação de água, a ligação de energia e os projetos complementares necessários.
A regra prática é simples e dura: você faz primeiro, comprova com fotos e documentação, e só depois a Caixa avalia e libera o dinheiro relativo àquele trecho da obra.
Preparando o lote antes da primeira medição
O lote onde será construída a casa de tijolo ecológico tinha um desnível de cerca de 1 metro entre o fundo e a rua. Antes de pensar na casa em si, foi necessário consolidar o terreno.
O muro de arrimo entrou para segurar o solo, e um caminhão de cascalho ajudou a nivelar e reforçar a área de trabalho.
Esse preparo garante um canteiro menos sujeito a erosão, enxurradas e deslocamentos de terra. Sem um lote minimamente organizado, o risco é começar a construção em um terreno instável e ainda comprometer a vistoria da Caixa na primeira medição.
O resultado foi um platô mais regular, pronto para receber tanto o barracão provisório quanto as etapas seguintes da casa.
O barracão provisório que entra na planilha da Caixa
A chamada “casa provisória” é, na prática, um pequeno barracão de obra. No caso do Caio, ele escolheu uma estrutura simples, em madeira e telha comum, mas pensada para ser segura e funcional.
Os postes foram cravados no solo, com altura diferente entre frente e fundos para permitir o caimento correto da água da chuva sobre o telhado.
Depois de erguer a estrutura, ele travou as madeiras com vigotas, colocou as telhas, instalou forro de fechamento em madeirite e uma porta também em madeirite, com travas de madeira para garantir segurança.
Esse espaço se tornou o ponto central de organização da obra e, ao mesmo tempo, um item previsto na planilha como construção provisória reconhecida pela Caixa.
Guardando ferramentas, materiais e equipamentos em um lugar coberto e trancado, ele reduz perdas, melhora a logística e consegue documentar uma etapa física concreta para a medição do banco.
Ligação de energia: mais que um poste no chão

A energia elétrica no lote também faz parte da primeira medição da casa de tijolo ecológico. O poste já estava instalado, mas isso não é suficiente.
Foi necessário solicitar à distribuidora Equatorial a ligação efetiva da energia, com medidor ativo e instalação regularizada.
Com a energia liberada, a obra ganha outro patamar de operação. Ferramentas elétricas passam a funcionar com segurança, a iluminação facilita o trabalho em horários de menor sol e o canteiro se aproxima do padrão que a Caixa espera ver em uma construção financiada.
Na planilha, não basta constar “energia prevista”. O que conta é energia ligada e comprovada na vistoria.
Água e caixinha da Saneago em tijolo ecológico
A água é outro item obrigatório. O Caio já tinha feito uma caixinha provisória da Saneago, mas acabou precisando demolir para nivelar o lote.
Para a medição, construiu uma nova caixa, desta vez com mais atenção à base e à durabilidade, e aproveitou para usar o mesmo conceito da casa de tijolo ecológico.
Primeiro, ele concretou um mini radier. Essa pequena laje de concreto serve de apoio firme para o murinho que vai receber o registro e o hidrômetro.
Depois da cura inicial, ele ergueu a caixinha com tijolos ecológicos produzidos por uma fábrica parceira, a Rota Brasil, que inclusive oferece desconto para quem usa o cupom do canal dele.
Além da função técnica de abrigar o ponto de água, o Caio pensou na estética. Chegou a cogitar pintar a caixa de preto para acompanhar os detalhes escuros do projeto arquitetônico da casa.
Assim, até um elemento simples como a caixinha da Saneago já entra alinhado à linguagem visual da casa de tijolo ecológico, sem perder a função prática.
Depois de concluída a obra e refeita a ligação pela companhia de saneamento, a água também passa a contar como item cumprido na medição.
Como a Caixa mede e libera a primeira parcela do financiamento
Com o barracão pronto, energia ligada, água instalada e projetos complementares organizados, o Caio passa para a parte mais burocrática da primeira medição da casa de tijolo ecológico.
Ele precisa registrar tudo com fotos, preencher a planilha de medição com os serviços executados e enviar essas informações para o correspondente Caixa responsável pelo processo.
A Caixa analisa as imagens, confere os itens previstos na planilha e compara com o que foi apresentado. Somente após essa validação técnica é que o banco aprova a medição e autoriza a liberação do valor correspondente à etapa concluída.
No caso dele, o próprio vídeo que documenta essa fase só foi ao ar quando a etapa já estava aceita, o que é uma atitude prudente para não contar com um dinheiro ainda não liberado.
É importante entender que a lógica é sempre a mesma. Primeiro, o cliente investe recursos próprios para executar o trecho previsto.
Em seguida, ele comprova e recebe da Caixa o reembolso relativo àquele avanço. Quem pensa em financiar uma casa de tijolo ecológico precisa se planejar para bancar essa arrancada inicial.
PLS, correspondente Caixa e o papel de uma assessoria alinhada
Com a etapa de instalação provisória concluída, o próximo passo do Caio é montar o PLS, o Projeto Legal Simplificado.
Esse documento organiza as informações técnicas da casa de tijolo ecológico, conecta projeto arquitetônico, prefeitura e Caixa e serve de base para as próximas liberações.
Ao longo de todo o processo, ele destaca o trabalho da Emoscow, imobiliária que atua com correspondente Caixa e que não tentou bloquear a obra só porque o sistema construtivo é diferente do convencional.
Ter alguém na intermediação que entenda o tijolo ecológico e leve soluções para a Caixa, em vez de criar objeções, faz diferença direta na velocidade e na tranquilidade do financiamento.
O que essa primeira medição ensina para quem sonha com casa de tijolo ecológico
Toda essa experiência deixa alguns recados claros para quem quer tirar do papel uma casa de tijolo ecológico usando financiamento da Caixa e autoconstrução.
Não existe dinheiro fácil; existe planejamento de etapas, disciplina para executar o que foi combinado na planilha e capacidade de investir antes de receber.
A primeira medição não entrega uma casa pronta, mas organiza o cenário para ela nascer. Lote nivelado, barracão montado, água ligada, energia disponível e documentação em ordem formam a base sobre a qual a casa de tijolo ecológico vai subindo bloco a bloco.
Quem ignora essa etapa preliminar tende a travar na burocracia ou a depender de improvisos caros no meio do caminho.
Depois de passar por tudo isso, o Caio fecha o ciclo inicial com o lote preparado, o canteiro funcional e a Caixa reconhecendo a etapa na medição. A partir daí, o foco muda para fundação, paredes e demais fases da casa, sempre no mesmo esquema de executar, comprovar e receber.
E você, encararia esse modelo de construir primeiro, investir na estrutura mínima e só então receber da Caixa para ver a sua casa de tijolo ecológico sair do papel, ou ainda prefere ficar na zona de conforto do aluguel e do medo de financiar uma obra diferente do padrão?


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