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Brasileiros têm R$ 9,7 bilhões esquecidos para resgatar no Banco Central via GOVBR; sistema já devolveu R$ 12 bilhões, mas ainda há R$ 7,6 bi de 48,6 milhões de CPFs e R$ 2,1 bi de 4,7 milhões de CNPJs

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 04/12/2025 às 14:16 Atualizado em 04/12/2025 às 15:35
Assista o vídeoConfira quanto ainda está disponível no sistema de Valores a Receber do Banco Central e veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido.
Confira quanto ainda está disponível no sistema de Valores a Receber do Banco Central e veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido.
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Novo balanço do Banco Central mostra bilhões ainda parados no sistema, movimenta buscas online e reacende o interesse de cidadãos e empresas em verificar possíveis valores esquecidos.

O Banco Central informou que ainda há R$ 9,7 bilhões em valores esquecidos em instituições financeiras, disponíveis para saque por meio do Sistema de Valores a Receber, o SVR.

Os recursos pertencem a clientes pessoas físicas e jurídicas em todo o país e podem ser resgatados mediante autenticação pelo portal gov.br em níveis mais altos de segurança.

Desse montante, R$ 7,6 bilhões estão vinculados a cerca de 48,6 milhões de CPFs, enquanto R$ 2,1 bilhões correspondem a valores de aproximadamente 4,7 milhões de CNPJs.

Os números, referentes ao levantamento mais recente divulgado pelo BC, reforçam que o serviço continua em uso constante desde sua criação.

Sistema de Valores a Receber movimenta bilhões devolvidos

Desde que o SVR entrou em funcionamento, o Banco Central já autorizou a devolução de mais de R$ 12 bilhões em recursos que estavam parados em bancos, cooperativas, administradoras de consórcio e outras instituições reguladas.

Os dados atualizados apontam cerca de R$ 12,2 bilhões liberados para pessoas físicas e jurídicas.

Do total devolvido, aproximadamente R$ 9 bilhões foram destinados a pessoas físicas e cerca de R$ 3,2 bilhões a empresas.

O BC afirma que esses valores têm origem em contas encerradas com saldo remanescente, tarifas que foram devolvidas ou recursos de operações como consórcios e cooperativas de crédito.

Estatísticas divulgadas pelo Banco Central mostram que cerca de 64% dos correntistas têm até R$ 10 a receber, enquanto aproximadamente 1,8% possuem valores acima de R$ 1 mil.

Segundo técnicos da instituição, essa distribuição demonstra o perfil predominante de pequenos créditos no sistema.

Como consultar dinheiro esquecido no SVR

Confira quanto ainda está disponível no sistema de Valores a Receber do Banco Central e veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido.
Confira quanto ainda está disponível no sistema de Valores a Receber do Banco Central e veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido.

Qualquer cidadão ou empresa pode verificar a existência de valores a receber no site oficial do Sistema de Valores a Receber, mantido pelo Banco Central.

A consulta inicial é gratuita e utiliza dados básicos de identificação.

No caso de pessoas físicas, é necessário informar o CPF e a data de nascimento.

Para pessoas jurídicas, a verificação é feita com o CNPJ e a data de abertura da empresa.

Após essa etapa, o sistema informa se existem valores vinculados e orienta o usuário sobre como prosseguir.

Quando há valores disponíveis, o usuário é direcionado ao portal gov.br, onde deve utilizar uma conta nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas.

O Banco Central explica que esse requisito busca aumentar a proteção de dados financeiros.

Após a autenticação, o cidadão volta à área do SVR e consegue visualizar o valor exato a receber, a instituição responsável pela devolução e a origem do crédito, como contas encerradas, recursos de cooperativas, consórcios ou tarifas restituídas.

Em seguida, pode solicitar o resgate conforme as opções apresentadas no sistema.

Processo de resgate pelo gov.br

Depois de confirmada a existência do saldo, o usuário precisa autorizar o Banco Central a compartilhar seus dados com a instituição responsável pelo pagamento.

Nos casos em que a instituição aderiu integralmente ao sistema, é possível solicitar a devolução diretamente pelo SVR usando uma chave Pix cadastrada.

A instituição financeira deve efetuar o pagamento dentro do prazo estipulado pelo BC, geralmente por Pix.

Se o cliente não possuir chave válida ou se a instituição não operar com essa modalidade dentro do SVR, o sistema fornece orientações e canais de contato para conclusão do processo.

O Banco Central reforça que a devolução depende da manifestação do titular.

Se o resgate não for solicitado, o valor permanece registrado em nome do cliente, disponível para retirada.

A instituição também informa que não há prazo final definido para o saque.

Consulta para herdeiros e empresas encerradas

O SVR permite consultar valores deixados por pessoas falecidas.

A pesquisa é feita com CPF e data de nascimento.

Para resgatar, herdeiros ou representantes legais devem apresentar documentação exigida pelas instituições financeiras, conforme previsto na legislação sucessória.

Empresas que encerraram as atividades também podem ter valores registrados.

O sistema exibe eventuais créditos vinculados ao CNPJ, e o representante legal deve comprovar autorização para concluir o procedimento de devolução conforme as regras da instituição financeira responsável.

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Orientações oficiais para evitar golpes

O Banco Central alerta que não envia links para consulta ou resgate por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem.

Segundo o órgão, qualquer comunicação que solicite dados pessoais, senhas ou códigos deve ser tratada com cautela.

A orientação oficial é acessar o serviço apenas pelo site do BC ou pelo portal gov.br.

O órgão também informa que o processo é gratuito e que não há cobrança de taxas para liberação dos valores.

Buscas sobre “valores a receber” disparam na internet

A divulgação do balanço mais recente aumentou as buscas sobre o tema.

Dados do Google Trends indicam que o termo “valores a receber” registrou crescimento de cerca de 500%, superando 200 consultas em poucos minutos.

O aumento, segundo especialistas em análise de tendências digitais, costuma ocorrer quando o Banco Central atualiza a base de dados ou quando o assunto volta ao noticiário.

Com milhões de CPFs e CNPJs ainda com saldo disponível, especialistas apontam que a manutenção do SVR em operação contínua segue estimulando novos acessos, já que muitos usuários verificam valores apenas quando há repercussão pública.

Nesse contexto, a dúvida passa a ser outra: quantas pessoas ainda não consultaram o sistema, mesmo com a possibilidade de recuperar recursos em poucos minutos?

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Sabino Marcos da Silva
Sabino Marcos da Silva
08/12/2025 10:21

Tem que pagar alguma taxa

Josefa Silva
Josefa Silva
06/12/2025 14:09

Maravilhoso

Manoel Rodrigues de meireles
Manoel Rodrigues de meireles
05/12/2025 18:55

Olha eu jar fis pagamento pelo Pix 2 vezes mais não deu certo aí eu perdeu uo pouquinho tinha então eu tenho medo der fazer uo pagamento por quer não dar certo será quer pelo Banco Du Brasil não dar certo estou ar espera da resposta sim ou então pele caixa sim sem mais uma boa noite ar todos .

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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