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Brasil remove 12 milhões de m³ de sedimentos do fundo do mar em megaoperação de R$ 333 milhões que abre caminho para navios maiores e transforma dragagem em reforço costeiro no maior alargamento de praia já feito no país

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 23/06/2026 às 13:22 Atualizado em 23/06/2026 às 13:26
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Dragagem bilionária na Baía da Babitonga abastece a recomposição costeira de Itapoá, enquanto milhões de metros cúbicos de areia retirados do fundo do mar mudam a faixa litorânea catarinense e ampliam a estrutura de acesso aos portos da região.

A orla de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, avançou para uma nova fase da recomposição costeira com a chegada das obras à praia Figueira do Pontal, trecho situado ao sul do município e próximo à região portuária.

Ligada à dragagem do canal externo da Baía da Babitonga, a intervenção já recebeu areia em 7,3 km dos 8,8 km previstos, marca que representa 82% da extensão planejada para o alargamento da faixa costeira.

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (22) pelo portal NSC Total, com investimento total informado em R$ 333 milhões, a obra integra o aprofundamento do acesso marítimo ao reaproveitamento de sedimentos na praia, em um modelo que une ampliação portuária e recomposição da orla no mesmo projeto.

Alargamento da praia avança em Itapoá

No fim de semana, a nova frente de trabalho foi comunicada com aviso sobre circulação de máquinas, operação da draga nas proximidades da costa e possíveis mudanças nos acessos usados por moradores e visitantes durante a execução dos serviços.

Maior alargamento de praias do Brasil avança em Itapoá com areia da dragagem da Baía da Babitonga e já alcança 82% da obra.
Maior alargamento de praias do Brasil avança em Itapoá com areia da dragagem da Baía da Babitonga e já alcança 82% da obra.

Para orientar a circulação e reduzir riscos durante a movimentação de equipamentos pesados, o trecho da Figueira do Pontal deve permanecer sinalizado enquanto as equipes fazem o depósito de sedimentos e reorganizam a faixa de areia.

Nessa etapa, a estimativa é aplicar 1,9 milhão de metros cúbicos de areia na praia, volume destinado a ampliar a faixa costeira em um dos trechos finais do projeto de recuperação da orla.

Antes da chegada à Figueira do Pontal, os trabalhos passaram pela praia Pontal do Norte, que recebeu o maior volume de sedimentos, e também pela região da Princesa do Mar, em ponto mais ao norte.

Conforme o planejamento informado para o projeto, a recomposição tem como meta recuperar a linha costeira de 1979, referência usada para orientar o alargamento e reorganizar a faixa de areia ao longo da orla.

Dragagem da Baía da Babitonga muda acesso portuário

A dragagem do canal externo da Baía da Babitonga busca ampliar a profundidade do acesso marítimo usado pelos portos da região, medida considerada necessária para permitir a operação de embarcações maiores no complexo portuário.

Com a intervenção, o canal passará de 14 metros para 16 metros de profundidade, condição que deve permitir a navegação de navios de até 366 metros de comprimento no acesso marítimo da baía.

Atualmente, o complexo portuário recebe embarcações de até 336 metros, limite que deverá ser ampliado com o aprofundamento do canal e a conclusão das etapas previstas para a dragagem.

Alargamento da Praia de Itapoá usa areia da dragagem da Baía da Babitonga para recompor a orla catarinense. (Imagem: Joinville 360)
Alargamento da Praia de Itapoá usa areia da dragagem da Baía da Babitonga para recompor a orla catarinense. (Imagem: Joinville 360)

Na prática, a obra deve favorecer a entrada de cargueiros maiores e reforçar a capacidade logística do Norte catarinense, região que concentra operações relevantes para o transporte marítimo de cargas.

O investimento de R$ 333 milhões foi informado pelo Governo de Santa Catarina ao tratar da dragagem na Baía da Babitonga, intervenção que envolve a modernização do acesso aquaviário e o alargamento de praias em Itapoá.

Areia retirada do fundo do mar recompõe a orla

O ponto central do projeto está no reaproveitamento dos sedimentos retirados durante a dragagem, já que parte da areia removida do fundo do mar é direcionada para a recomposição da praia de Itapoá.

Em vez de destinar todo o material a áreas oceânicas de descarte, a operação integra o aprofundamento portuário ao alargamento da orla, transformando a dragagem em fonte de sedimentos para a recuperação costeira.

Segundo dados divulgados para o projeto, a dragagem prevê a retirada de 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos, dos quais 6,5 milhões de metros cúbicos serão usados na recomposição da faixa de areia.

Pelo volume aplicado na orla, a intervenção é tratada como o maior alargamento de praias já realizado no Brasil, além de ser apontada como inédita pelo uso de sedimentos de dragagem portuária em larga escala.

Esse reaproveitamento dá à obra uma função dupla, pois atende à necessidade de aprofundar o canal usado pelos portos e, ao mesmo tempo, amplia a faixa de areia de uma área sujeita a processos de erosão costeira.

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Restinga reforça a recuperação das dunas

Além do depósito de areia, o projeto prevê medidas para estabilizar as dunas formadas ao longo da orla, etapa necessária para reduzir a perda de sedimentos causada pela ação combinada do vento e do mar.

Entre as ações complementares está o replantio de vegetação de restinga, com estimativa de uso de 280 mil mudas em áreas planejadas para ajudar na fixação natural das dunas.

Ao recompor a vegetação nativa, o projeto busca reforçar a proteção da nova faixa de areia e criar uma barreira natural mais estável, especialmente nos pontos onde as dunas dependem de cobertura vegetal para se manter.

Esse trabalho acompanha o avanço da recomposição costeira e integra as medidas ambientais previstas para a recuperação da praia, mantendo a conexão entre a ampliação física da orla e a estabilização dos sedimentos depositados.

As obras começaram em outubro de 2025 e têm previsão contratual de conclusão em setembro de 2026, enquanto a dragagem segue associada à ampliação da capacidade operacional do complexo portuário da Baía da Babitonga.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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