Governo brasileiro avalia que proposta discutida pelo G7 pode manter o país no papel de fornecedor de matéria-prima, sem garantir industrialização, tecnologia e agregação de valor dentro do território nacional
O Brasil não deve endossar o texto do G7 sobre minerais críticos e terras raras, segundo apuração publicada pela CNN Brasil, no blog do jornalista Américo Martins, em 15 de junho de 2026.
A proposta em discussão entre os países do G7 prevê a criação de mecanismos de cooperação para garantir acesso a esses insumos estratégicos. Esses materiais são considerados essenciais para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos militares.
A posição brasileira ocorre em meio ao avanço da disputa global por matérias-primas usadas em setores de alto valor. Minerais críticos e terras raras ganharam peso em cadeias produtivas ligadas à energia limpa, à inovação industrial e à segurança internacional.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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Governo vê risco de Brasil continuar apenas como fornecedor de matéria-prima
Representantes do governo brasileiro ouvidos pela CNN Brasil afirmam que o texto não atende aos interesses prioritários do país.
A avaliação interna é que a proposta pode consolidar uma divisão internacional desfavorável. Nesse cenário, países como o Brasil permaneceriam concentrados na exportação de matérias-primas, enquanto economias mais ricas ficariam com as etapas mais lucrativas da cadeia.
Essa leitura preocupa o governo porque limita o avanço da industrialização nacional. O Planalto entende que a exploração de minerais críticos precisa gerar mais valor dentro do Brasil, e não apenas abastecer mercados externos.
Estratégia brasileira mira parcerias com investimento produtivo
A intenção declarada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é firmar parcerias com todos os países interessados no setor, sem reserva de mercado.
Essas parcerias, entretanto, devem incluir investimentos no desenvolvimento da cadeia produtiva brasileira. A prioridade é atrair projetos capazes de fortalecer etapas internas, como processamento, tecnologia, produção industrial e agregação de valor.
A estratégia busca evitar uma relação econômica limitada. O Brasil quer negociar seus minerais críticos, mas também pretende participar de forma mais relevante da cadeia global que envolve energia, tecnologia e defesa.
Brasil não participa da redação do documento do G7
O Brasil não integra o G7. Por esse motivo, o país não participa da elaboração do texto e também não tem direito de sugerir alterações no documento.
Mesmo fora da redação, o governo brasileiro poderia apoiar formalmente a proposta. A tendência, porém, é que esse apoio não ocorra, conforme a apuração da CNN Brasil.
A decisão reforça uma mensagem diplomática clara. O Brasil quer ampliar cooperações internacionais, mas não pretende aceitar um modelo que o coloque apenas como exportador de riqueza mineral bruta.
Agenda de Lula no G7 terá comércio e desenvolvimento
À margem da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, Lula terá compromissos bilaterais nesta terça-feira, 16 de junho de 2026.
O presidente brasileiro deve se reunir com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. A expectativa é que os dois governos anunciem o início de negociações para um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul.
Lula também terá encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. A reunião deve tratar das restrições recentes impostas pela União Europeia à importação de carne bovina, ligadas a exigências sanitárias.
Discurso deve cobrar financiamento para países mais pobres
Lula fará ainda seu primeiro discurso diante dos líderes do G7 em uma sessão dedicada ao financiamento para o desenvolvimento de países mais pobres.
A fala deve criticar a redução recente da ajuda internacional ao Sul Global. O presidente também deve defender maior compromisso das nações ricas com políticas de desenvolvimento.
O discurso deve mencionar os bilhões de dólares gastos anualmente com armamentos. A comparação será feita com problemas urgentes, como o combate à fome, que seguem sem recursos suficientes.
Minerais críticos viram teste para a posição global do Brasil
A decisão brasileira mostra que o debate sobre minerais críticos e terras raras vai além da mineração. O tema envolve soberania econômica, indústria, tecnologia e poder de negociação internacional.
O governo tenta evitar que o país repita uma velha lógica: exportar riqueza natural em estado bruto e importar produtos com maior valor agregado.
A posição de não apoiar o texto do G7, portanto, coloca o Brasil em uma disputa estratégica. O país quer vender, negociar e atrair parceiros, mas também deseja transformar seus minerais em desenvolvimento industrial dentro de casa.
O que você acha que deve ser prioridade para o Brasil: vender minerais críticos rapidamente ao exterior ou investir primeiro na cadeia produtiva nacional para gerar mais valor dentro do país? Deixe sua opinião!

O Brasil deveria ter investido no produção de materia prima. O que não fez. Perdeu espaço no refino da mateia bruta.
Primeiro precisa investir no nosso quintal e negociar com produtos mais lucrativo cada um deve fazer continência com seu próprio chapéu não com o do vizinho o Brazil tem a matéria prima porque não transforma lo em produtos final os países mais ricos não querem dividir o lucro com quem tem os minérios ****
Certamente investir na **** produtiva interna gerando valor agregado para os **** para depois exportar trazendo benefícios para o povo em forma de empregos e investimentos sociais.