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Brasil entra em alerta na quarta-feira (29) com choque climático persistente: chuva já supera 500 mm e ultrapassa médias históricas, enquanto calor acima do normal e umidade abaixo de 30% avançam simultaneamente

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/04/2026 às 17:39
Atualizado em 26/04/2026 às 20:13
Assista o vídeoBrasil tem chuva acima da média no Norte e calor intenso no Centro-Oeste, com baixa umidade e extremos climáticos no fim de abril.
Brasil tem chuva acima da média no Norte e calor intenso no Centro-Oeste, com baixa umidade e extremos climáticos no fim de abril.
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Contrastes climáticos marcam o fim de abril com chuva acima da média no Norte e calor persistente no Centro-Oeste, cenário que mantém atenção de meteorologistas e reforça impactos distintos no cotidiano das regiões afetadas pelo comportamento irregular da atmosfera.

A quarta-feira, 29 de abril, mantém o Brasil sob contrastes climáticos expressivos, combinando chuva persistente no Norte com calor acima do normal em áreas do Centro-Oeste, um padrão que reforça a divisão atmosférica no país.

Enquanto Belém e Macapá já superaram a média histórica de chuva para abril, partes do interior seguem com temperaturas elevadas e risco de umidade relativa do ar abaixo de 30%, intensificando a sensação de tempo seco em pleno outono.

De acordo com a Climatempo, os acumulados nas duas capitais amazônicas ultrapassaram a média mensal antes mesmo do encerramento de abril, indicando um comportamento climático fora do padrão esperado para o período.

Em Belém, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 511,6 milímetros de chuva entre 1º de abril e as 9h do dia 22, volume que supera com folga a média climatológica mensal de 465 milímetros.

Já em Macapá, o cenário também chama atenção, pois a capital do Amapá acumulou 492 milímetros no mesmo intervalo, valor significativamente acima da média de 376 milímetros, impulsionado pela atuação persistente da Zona de Convergência Intertropical.

Chuva acima da média no Norte do Brasil

Sobre o Norte do país, a presença da Zona de Convergência Intertropical segue favorecendo a formação de nuvens carregadas, mantendo um ambiente propício para pancadas frequentes e volumes expressivos de precipitação.

Esse sistema, típico da época, atua com intensidade suficiente para reduzir períodos de tempo firme, sobretudo em áreas próximas ao litoral, onde a umidade disponível contribui para episódios recorrentes de instabilidade.

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No caso de Belém, a sequência de chuva diminuiu as aberturas de sol e elevou a atenção para transtornos urbanos, especialmente em regiões com histórico de alagamentos e drenagem comprometida.

Segundo a Climatempo, o solo encharcado e os níveis elevados de canais e rios aumentam o risco de novos episódios de alagamento, caso a chuva continue com intensidade nos próximos dias.

Em Macapá, por sua vez, o padrão de instabilidade se consolidou ao longo do mês, com precipitações frequentes e umidade elevada reforçando a percepção de um abril mais úmido do que o habitual.

Onda de calor no Centro-Oeste eleva temperaturas

Em contraste com o Norte, parte do Centro-Oeste permanece sob influência de uma onda de calor que mantém temperaturas acima da média para o período, mesmo em uma fase de transição climática típica do outono.

A Climatempo identificou a formação da segunda onda de calor do outono de 2026, com atuação entre os dias 20 e 26 de abril, além da possibilidade de persistência até o fim do mês.

As áreas mais afetadas abrangem trechos de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, além de regiões próximas, onde o padrão atmosférico favorece a manutenção do calor por vários dias consecutivos.

Nessas localidades, os termômetros podem registrar valores ao menos 5°C acima da média para abril, critério utilizado para caracterizar oficialmente uma onda de calor.

Mesmo fora do núcleo mais intenso, cidades como Goiânia, Cuiabá e Brasília seguem com temperaturas elevadas, reflexo de um cenário que combina pouca chuva e forte incidência solar.

Além disso, a baixa formação de nuvens contribui para tardes mais quentes e para a redução da umidade relativa do ar, especialmente durante os períodos de maior aquecimento ao longo do dia.

Bloqueio atmosférico mantém tempo seco

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A explicação para esse contraste está na atuação distinta dos sistemas atmosféricos sobre o território brasileiro, criando uma divisão clara entre áreas com excesso de chuva e regiões sob calor persistente.

Na faixa norte, a elevada disponibilidade de umidade alimenta a formação contínua de instabilidades, favorecendo a repetição de episódios de chuva volumosa ao longo dos dias.

Por outro lado, o interior do país permanece sob efeito de um bloqueio atmosférico, que dificulta o avanço de frentes frias e outros sistemas capazes de alterar o padrão predominante.

Como resultado, há maior presença de sol, menor formação de nuvens de chuva e manutenção de temperaturas elevadas por períodos prolongados, especialmente nas áreas mais afetadas pelo fenômeno.

Essa combinação de calor intenso e ar seco exige atenção, já que níveis de umidade abaixo de 30% podem provocar irritação nas vias respiratórias, ressecamento da pele e desconforto generalizado.

Mesmo sendo um período de transição, o comportamento atual foge do esperado para o outono, o que reforça o caráter atípico das condições observadas.

Brasil termina abril com extremos simultâneos

Diante desse cenário, a diferença entre as regiões ajuda a explicar por que o país apresenta sensações térmicas tão distintas no mesmo dia, refletindo a complexidade do comportamento atmosférico.

No Norte, o calor associado à alta umidade e à chuva frequente intensifica a sensação de abafamento, enquanto no Centro-Oeste o ar seco e o sol predominante elevam o desconforto térmico.

Esse contraste evidencia um fim de abril marcado por um desenho atmosférico fragmentado, no qual diferentes extremos convivem sem que um sistema consiga neutralizar o outro de forma imediata.

Com isso, Belém e Macapá podem ampliar ainda mais os acumulados já acima da média, enquanto o Centro-Oeste segue sob influência de calor persistente e baixa umidade.

A Climatempo mantém o monitoramento das condições, já que tanto a chuva no Norte quanto o calor no Centro-Oeste ainda podem se prolongar nos últimos dias do mês, mantendo o padrão de extremos simultâneos no país.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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