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BioMilho Brasil 2026: Evento marca salto histórico do etanol de milho e consolida usinas flex

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 04/12/2025 às 14:03
Vem aí o BioMilho Brasil 2026, com foco no fortalecimento das usinas flex e no recorde de produção de etanol de milho previsto para 2025.
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Vem aí o BioMilho Brasil 2026, com foco no fortalecimento das usinas flex e no recorde de produção de etanol de milho previsto para 2025.

O setor de biocombustíveis vive um momento decisivo no Brasil, especialmente após a autorização concedida na primeira quinzena de novembro para que a Pagrisa opere a primeira usina flex da região Norte.

A liberação, dada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorre justamente quando o país se prepara para aprofundar o debate sobre o futuro do etanol de milho.

A iniciativa surge em um cenário no qual Vem aí o BioMilho Brasil 2026, evento que promete reunir especialistas, produtores e investidores para discutir novas oportunidades de mercado e inovação tecnológica. 

A usina da Pagrisa deve iniciar ainda em dezembro sua produção de etanol de milho, fortalecendo a presença desse biocombustível em regiões antes pouco exploradas.

O movimento reforça a consolidação das chamadas plantas industriais flex, capazes de alternar a produção entre cana-de-açúcar e milho, garantindo maior eficiência, competitividade e operação contínua. 

Etanol de milho cresce acima do esperado e amplia participação no mercado 

Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o etanol de milho registrou um crescimento expressivo de 30,7% na safra 2024/25, alcançando 8,19 bilhões de litros.

Para 2025, as projeções apontam que a produção poderá atingir 10 bilhões de litros, representando mais de um quarto do volume nacional. 

Esse avanço ocorre em paralelo ao fortalecimento das usinas flex, que permitem que a produção seja mantida mesmo na entressafra da cana.

Assim, os modelos industriais que combinam matérias-primas se tornam estratégicos para garantir abastecimento, atrair investimentos e reduzir custos. 

O que torna as usinas flex tão importantes? 

Produção contínua e sem ociosidade 

Usinas flex conseguem alternar entre cana e milho, mantendo a produção ativa o ano inteiro. Isso evita a parada nas operações durante a entressafra da cana e melhora a rentabilidade industrial. 

Flexibilidade diante do mercado 

A capacidade de escolher a matéria-prima com melhor oferta e preço permite maior equilíbrio operacional.

Portanto, o setor ganha previsibilidade e competitividade. 

Assim, aproveitamento de estruturas já existentes 

Então muitas usinas de cana têm adaptado suas instalações para incorporar o processamento de milho, reduzindo custos de implantação e acelerando o retorno sobre o investimento. 

Geração de novos produtos 

Assim, além do etanol, as plantas flex produzem DDG, um subproduto destinado à ração animal, e óleo vegetal, ampliando fontes de receita. 

Com o bom desempenho do setor, mais unidades flex surgem pelo país, e projetos de expansão ou adaptação ganham força no mercado. 

Vem aí o BioMilho Brasil 2026: evento mergulha nas oportunidades do setor 

Então para atender à crescente demanda por conhecimento técnico e estratégico, Vem aí o BioMilho Brasil 2026, organizado pelo JornalCana.

O encontro será um dia de imersão, reunindo especialistas e lideranças do setor. 

Segundo Josias Messias, CEO da PróUsinas, “Será um dia de imersão sobre o tema.” 

O evento conectará produção, indústria e mercados, trazendo painéis especializados sobre: 

Modelagem Econômica Estratégica – Competitividade e sustentabilidade do negócio. 

Matéria-prima – Experiências com sorgo, soja e trigo, além da integração com cana. 

Trading Inbound – Garantia de volume e qualidade da biomassa. 

Processamento Industrial – Tecnologias, rendimentos e integração com agroindústrias. 

Trading Outbound – Acesso a mercados e oportunidades para DDG/DDGS e óleo de milho. 

Calendário reforça protagonismo do setor em 2026 

Assim, o BioMilho Brasil 2026 abre oficialmente o calendário de eventos do JornalCana no próximo ano.

O encontro acontecerá em 26 de fevereiro, no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP). 

Então na sequência, o setor contará ainda com: 

Março: UAPNE26 – Congresso Usinas de Alta Performance Norte–Nordeste e MasterCana Norte e Nordeste. 

Maio: SINATUB. 

Junho: CANABIO. 

Agosto: MasterCana Centro-Sul e Social. 

Outubro: MasterCana Brasil & Award. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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