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Bilhões de cigarras “invadem” 16 estados, chegam a 110 dB e transformam ruas em tapetes escorregadios, mas os EUA não podem exterminá-las: matar o enxame destruiria polinizadores e desequilibraria a cadeia alimentar

Publicado em 08/01/2026 às 18:17
Bilhões de cigarras emergem nos Estados Unidos, revelando o ciclo biológico afetado por mudanças climáticas e vital na cadeia alimentar da primavera.
Bilhões de cigarras emergem nos Estados Unidos, revelando o ciclo biológico afetado por mudanças climáticas e vital na cadeia alimentar da primavera.
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As cigarras periódicas emergem após 13 ou 17 anos no subsolo e, em 2024, dois grandes broods apareceram juntos em 16 estados. O ruído chegou a 110 dB, com até 2,5 milhões por hectare, causando ruas escorregadias e limpeza intensa, sem justificar extermínio porque proteger polinizadores mantém a cadeia alimentar

Quando as cigarras aparecem, o verão deixa de ser apenas quente e vira ensurdecedor. Em 16 estados americanos, a emergência em massa foi tão intensa que moradores relataram o chão tremendo, e o som chegou a 110 dB, um nível comparado ao de estar muito perto de um avião a jato no momento da decolagem. Além do barulho, ruas e calçadas chegaram a virar tapetes escorregadios, com camadas de carcaças exigindo remoção constante.

Apesar do incômodo e do impacto no cotidiano, os Estados Unidos não tratam as cigarras como um desastre a ser exterminado. Em mais de 200 anos de registros científicos, não existe evento ambiental ou econômico classificado como danos causados por cigarras. Elas não destroem plantações, não comem frutas, não picam pessoas e não transmitem doenças. O motivo central para não “acabar” com o enxame é simples e duro: matar bilhões de indivíduos exigiria um nível de pesticida capaz de destruir polinizadores e desorganizar a cadeia alimentar, gerando um problema maior do que o próprio fenômeno.

Por que as cigarras não são uma praga, mesmo quando parecem “invasão”

O barulho alto faz muita gente enxergar as cigarras como incômodo imediato. Ainda assim, a classificação muda quando se observa o impacto real. Segundo o entomólogo J Kritky, as cigarras são inofensivas. Elas não estão atrás de plantas do quintal, nem de alimentos humanos. Elas querem cantar e se reproduzir.

Esse ponto ajuda a explicar por que a emergência em massa, por mais caótica que pareça, não entra no mesmo grupo de eventos ligados a perdas agrícolas ou riscos sanitários. O fenômeno tem aparência de colapso urbano, mas natureza de ciclo biológico.

O trabalho invisível das cigarras no solo, antes do caos na superfície

A maior parte da vida das cigarras ocorre longe do olhar humano. Quando emergem depois de mais de uma década sob a terra, elas deixam um rastro de engenharia natural.

Ao cavar milhões de pequenos buracos, criam uma rede de ventilação que ajuda o solo a respirar e permite que a água da chuva penetre profundamente até as raízes das árvores.

Quando as cigarras adultas morrem, o efeito continua. Os corpos de bilhões de indivíduos se tornam fertilizante natural, rico em nitrogênio, fósforo e potássio.

Esse volume é descrito como equivalente a milhares de toneladas de adubo orgânico e capaz de aumentar os nutrientes do solo em até 160%.

A base da cadeia alimentar na primavera e o efeito dominó no ecossistema

O papel das cigarras não para no solo. Elas fornecem uma fonte importante de proteína na primavera para mais de 25 espécies de animais, incluindo aves como cardeis e perus selvagens, além de esquilos, gambás, tartarugas e até peixes.

Quando há cigarras, predadores mudam o foco. Isso reduz a pressão sobre outros insetos e ajuda a manter o equilíbrio do ecossistema. O efeito é tão forte que, em anos de grande emergência, a dieta de várias espécies se desloca quase totalmente para esse alimento abundante.

Nem todas são iguais: o grupo raro das cigarras periódicas

Existem cerca de 3.000 espécies de cigarras no mundo, mas apenas sete pertencem ao grupo das cigarras periódicas, e todas vivem exclusivamente nos Estados Unidos. Essas cigarras são divididas em 30 grupos, chamados de broods, e cada grupo tem seu próprio calendário de emergência, preciso ao ano, como um relógio biológico.

O que torna o evento chocante é escala. Não se trata de alguns indivíduos. Em certas emergências, são bilhões, às vezes até trilhões de cigarras surgindo ao mesmo tempo.

Um ciclo de 13 ou 17 anos: 95% da vida no subsolo

As cigarras periódicas passam 95% da vida no escuro debaixo da terra, a cerca de 60 cm de profundidade. Na prática, ficam no subsolo por aproximadamente 13 ou 17 anos e passam apenas cerca de seis semanas na superfície.

No subsolo, as larvas escapam de predadores da superfície e se alimentam da seiva das raízes, uma fonte de nutrientes pobre que faz com que levem mais de uma década para amadurecer. Em compensação, essa fonte é estável e tem pouca competição.

Não existe outro inseto na Terra com um calendário biológico tão estranho quanto esse, na forma descrita pelas pesquisas citadas.

Como elas “sabem” a hora: o relógio químico das árvores

Durante anos enterradas sem luz e sem referências externas óbvias, as cigarras registram o tempo por meio das raízes das árvores. A seiva muda a cada ano, variando açúcar, nitrogênio e minerais conforme as estações. As cigarras usam essas mudanças como marcos temporais.

Como disse o entomólogo John Coley, as cigarras não têm calendário, mas sabem ler o relógio químico das árvores. Quando completam 13 ou 17 desses marcos, aguardam o sinal final: o solo aquecer até cerca de 17,8. Nesse momento, genes que ficaram inativos por mais de uma década são ativados e bilhões emergem na mesma noite.

Em anos de forte instabilidade climática, como 2017, uma pequena parte pode surgir antes do tempo devido a sinais químicos incorretos das árvores, o que abre um capítulo de preocupação para pesquisadores.

O evento extraordinário de 2024: dois broods ao mesmo tempo

A primavera de 2024 foi descrita como fora do padrão porque dois grandes grupos emergiram juntos. O Brood 13, após 17 anos em silêncio, e o Brood 19, depois de 13 anos no subsolo.

A coincidência é considerada extremamente rara e foi descrita como algo que acontece apenas uma vez a cada 2001 anos, porque 13 e 17 são números primos e quase nunca se alinham.

A última vez mencionada ocorreu em 180, quando Thomas Jefferson presenciou o fenômeno e descreveu as cigarras como gafanhotos, provavelmente por confusão ou falta de conhecimento na época. Depois de 2024, o próximo encontro é apontado para 245.

O barulho a 110 dB e a cidade que não consegue conversar

Em áreas de Illinois e Tennessee, o ruído das cigarras chegou a 110 dB. Muitos biólogos trabalhando ao ar livre precisaram usar protetores auriculares industriais porque não conseguiam ouvir uns aos outros falando, mesmo a apenas meio metro de distância.

O som é produzido pelos machos ao flexionar membranas chamadas timbles, cerca de 300 a 400 vezes por segundo, como um alto-falante vivo.

Quando milhões fazem isso ao mesmo tempo, o ruído vibra vidros de carros, abafa veículos grandes e transforma bairros inteiros em um mar de som, tirando o sono de famílias por semanas. É a natureza em volume máximo.

Densidade quase inimaginável: milhões por hectare e centenas de milhares por metro quadrado

A densidade descrita para 2024 chegou a um nível quase inimaginável: cerca de 2,5 milhões de indivíduos por hectare. Um estudo da Emory University estimou que uma área de apenas 10,4 km² poderia conter até 375.000 cigarras por metro quadrado quando elas cobrem completamente troncos e chão.

Para traduzir o absurdo em imagens comparáveis, há duas medidas que circulam como choque visual. Se alinhássemos um trilhão de cigarras uma atrás da outra, a fila teria cerca de 25,4 milhões de quilômetros, equivalente a 66 vezes a distância da Terra até a Lua. Em termos de área, as cigarras que emergiram em 2024 seriam suficientes para cobrir aproximadamente 4.000 cidades do tamanho de Nova York.

Galhos quebrados e ruas virando tapetes escorregadios

O peso de milhões de ninfas concentradas ao mesmo tempo virou impacto físico. Em Indiana, em áreas florestais perto de Bloomington, galhos apareceram quebrados como após uma tempestade de granizo, não por causa do vento, mas pelo peso de ninfas presas aos ramos.

Em Louisville, no Kentucky, moradores relataram ruas escorregadias como se estivessem cobertas de óleo. Corpos de cigarras mortas se acumularam em camadas espessas, precisando ser removidos com pás e caminhões especiais.

Equipes de limpeza trabalharam dia e noite com jatos de alta pressão para lavar parques infantis, estacionamentos e até entradas de hospitais, onde carcaças formavam placas compactas. O tapete biológico virou tarefa urbana.

A explosão de cigarras muda a dieta de aves e mexe com outros insetos

O impacto ecológico foi significativo. Muitas aves passaram a se alimentar quase exclusivamente de cigarras, uma fonte de proteína abundante e fácil. Com isso, lagartas, alimento principal das aves em anos normais, foram ignoradas.

Um estudo de 2021 da Universidade de Michigan mostrou que, em áreas com grandes emergências de cigarras, a população de lagartas dobrou, assim como o consumo de folhas jovens, causando danos severos à vegetação em poucas semanas. O excesso de um alimento reorganiza o resto do prato.

Alertas de saúde e situações do cotidiano que viraram manchete

A temporada trouxe episódios marcantes. A FDA emitiu alerta urgente: pessoas alérgicas a camarão e caranguejo também podem reagir às cigarras, por pertencerem ao grupo dos artrópodes.

Em Cincinnati, um casamento ao ar livre precisou ser adiado quando cigarras invadiram comida, bebidas e até o vestido da noiva.

Em Nashville, donos levaram cães e gatos ao veterinário após os animais comerem tantas cigarras que sofreram obstrução intestinal.

As cigarras pousavam em câmeras de TV, grudavam em microfones e até caíam no café de repórteres durante transmissões ao vivo. O fenômeno entrou na rotina por todos os lados.

Por que os EUA não podem exterminar cigarras: quatro barreiras que travam o “combate”

A pergunta aparece sempre que o barulho e o tapete escorregadio dominam a cena. Por que não eliminar as cigarras?

A primeira resposta é biológica e prática: elas são inofensivas. Não mordem, não picam, não destroem lavouras, não transmitem doenças e não provocam prejuízos econômicos como mosquitos ou gafanhotos.

O entomólogo Chris Simon, da Universidade de Connect, resume com clareza: as cigarras não são pragas, são um fenômeno ecológico.

A segunda é funcional: elas são extremamente úteis. Ao emergirem aos bilhões, revolvem a terra, facilitam absorção de água pelas plantas e fazem a chuva chegar mais fundo às raízes, especialmente em períodos de seca.

Após a morte, devolvem ao solo grandes quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes que agricultores normalmente precisam comprar. E sustentam a cadeia alimentar da primavera.

A terceira é logística: não dá para eliminá-las. Um único grupo pode reunir centenas de bilhões de indivíduos. Em 2024, dois grupos surgiram juntos, totalizando trilhões.

A quantidade de pesticida necessária para exterminá-las também mataria aves, abelhas, borboletas, minhocas e outros polinizadores, provocando um desastre ambiental maior do que qualquer barulho ou odor causado pelas cigarras.

A entomóloga Nancy Hinkel resume a impossibilidade com uma frase direta: não se pode pulverizar inseticida sobre um fenômeno biológico que ocupa metade dos Estados Unidos.

A quarta é legal: há proteção e restrições. Estados como Maryland, Indiana e Tennessee proíbem pulverizações em larga escala durante a temporada das cigarras.

Parques nacionais e florestas federais as consideram patrimônio ecológico. A EPA e o USDA classificam essas cigarras como espécies nativas de alto valor ecológico, o que torna tentativas de extermínio em grande escala restritas ou totalmente proibidas.

Se não são vilãs, por que alguns grupos estão sumindo

Mesmo sem campanha de extermínio, há declínio. Alguns grupos já foram completamente extintos, como o Brood 11, e outros diminuem rapidamente por causa de urbanização, desmatamento e compactação do solo. O Brood 21 é citado como quase desaparecido.

Essa combinação reduz território adequado, altera o solo onde as cigarras passam mais de uma década e enfraquece o ciclo que depende de condições subterrâneas estáveis.

O inimigo “zumbi”: Massospora e a infecção sem tratamento

Há uma ameaça descrita como saída de um filme: o fungo Massospora, apelidado por cientistas de “zumbi das cigarras”. Quando infectadas, a parte inferior do corpo da cigarra se desprende, expondo uma massa branca de esporos semelhante a pó.

O fungo ataca diretamente o sistema nervoso. A cigarra perde capacidade de voar, mas fica hiperativa, tenta acasalar repetidamente e não percebe que parte do corpo já desapareceu.

O professor Matt Casson descreveu de forma direta que Massospora transforma as cigarras em máquinas de espalhar a infecção.

Em West Virginia e Ohio, durante a temporada de 224, moradores registraram cigarras sem a parte inferior do corpo ainda tentando subir em árvores em busca de parceiros.

A cada contato, esporos se espalham. Não existe tratamento nem vacina. Uma vez infectadas, continuam cantando e tentando se reproduzir até a exaustão. O canto, nesse caso, vira sintoma.

A cicada killer wasp: a vespa gigante que caça como projétil

Outro perigo citado é a cicada killer wasp, uma vespa gigante que pode chegar a 5 cm de comprimento. Ela ataca como um projétil, paralisa a cigarra com veneno e arrasta a presa, muitas vezes mais pesada que ela mesma, para um ninho subterrâneo. Lá, a cigarra imobilizada vira alimento vivo para as larvas.

Moradores de Maryland e Georgia descrevem a cena como “a morte com asas”. É mais uma peça na realidade de que, por mais barulhentas que sejam, cigarras também são alimento, alvo e engrenagem.

Quando a curiosidade vira prato: 40 restaurantes e o gosto descrito como castanha

A temporada de 2024 também chegou à mesa. O The Washington Post registrou que mais de 40 restaurantes, chefes e criadores de conteúdo gastronômico no Zibainu experimentaram cozinhar cigarras de várias formas: assadas na manteiga, fritas, temperadas, em biscoitos e até em sushi de cigarra.

Um chefe do Missouri comentou que elas têm gosto de castanha de caju na manteiga com um leve sabor parecido com caranguejo cozido. A curiosidade não é exclusiva dos EUA. Em vários países, cigarras são consideradas iguarias.

No Japão, ninfas são fritas no prato chamado semi. Na Tailândia, são refogadas com folhas de limão cafir no prato maenque, comum em feiras de rua em Chiangmai e Bangkok.

Na China, especialmente em Shandong e Dianu, aparecem como Chanong, preparadas com alho ou manteiga e vistas como nutritivas.

No México, em Oaxaca, há chapulines de cigarra torradas com limão, sal e pimenta seca. No Congo e em partes da África Central, são colhidas na estação chuvosa e assadas no carvão no prato conhecido como cicada roast.

Cigarras como memória, símbolo espiritual e arte

Em muitos lugares, cigarras ultrapassam a biologia e viram linguagem cultural.

No Japão, são descritas como o coração do verão. O canto é trilha de memória coletiva e aparece em animes, filmes e livros, funcionando como paisagem emocional.

O ciclo, anos no subsolo e poucas semanas na superfície, simboliza impermanência.

Na China, a cigarra pertence ao mundo espiritual. Desde a dinastia Han Ocidental, mortos eram enterrados com uma pequena cigarra de jade na boca, chamada Shanu, símbolo de crença na ascensão da alma. Na poesia, a cigarra representa pureza por viver nas copas e se alimentar de seiva.

Na Grécia, a cigarra aparece como símbolo da arte. Na mitologia, Apolo transformou um poeta que morreu cantando em uma cigarra para que pudesse cantar eternamente. Aristóteles descreveu o ciclo de vida em História Animalium com tanto detalhe que textos ainda são citados.

No sul da Itália e na Sicília, agricultores usam o canto como termômetro vivo. Se canta cedo e forte, o verão será rigoroso. Se silencia, pode indicar chuva intensa.

Na Calábria e na Púlia, o som é chamado de “o tambor do Sol”, sinal tradicional de colheita de oliveiras, uvas e trigo.

Austrália, 120 dB e a tragédia de 2019

A Austrália é citada como o lugar onde cigarras podem ser ainda mais grandiosas. O país abriga centenas de espécies, incluindo a Double Drummer, descrita como a maior e mais barulhenta do mundo, com canto que chega a 120 dB, alto o suficiente para abafar um cortador de grama.

Mas também houve tragédia. Em 2019, ondas de calor extremo mataram milhões de cigarras por choque térmico, um evento raro que ganhou atenção global.

O mesmo calor que acelera o verão pode matar o símbolo do verão.

O relógio começando a falhar: emergência antecipada e risco de colapso

Nos últimos anos, o padrão de precisão dos ciclos é descrito como menos confiável. Nas últimas duas décadas, cientistas observaram vários grupos emergindo um a quatro e até sete anos antes do previsto, algo descrito como nunca registrado na história dessa espécie.

Em 2017, por exemplo, cerca de 5% a 10% do Brood Shakes surgiu até quatro anos mais cedo. Para o professor John Cooley, que estuda cigarras periódicas há mais de 30 anos, isso é um sinal não natural e extremamente preocupante.

A causa apontada está sob os pés: aquecimento do solo. Cigarras não contam tempo pela luz, nem pela temperatura do ar, mas pelas mudanças químicas na seiva das raízes das árvores.

Com clima mais quente, árvores alteram ciclos nutricionais mais cedo e as cigarras interpretam isso como a passagem de um ano inteiro, quando na verdade se passaram apenas alguns meses. Assim, o relógio evolutivo começa a sair do ritmo.

O problema se agrava porque, ao emergirem fora do tempo, elas perdem a maior defesa: a segurança dos números.

Quando um grupo aparece em quantidade reduzida, aves, roedores e vespas predadoras podem eliminá-lo antes que consiga se reproduzir. Alguns grupos menores já não sobreviveram.

O que fica depois do barulho: não é vilania, é alerta ecológico

A temporada de 2024 mostra que as cigarras não são vilãs que causam caos, mas um retrato da fragilidade da natureza diante de mudanças ambientais.

Foram necessários milhões de anos de evolução para criar um relógio biológico quase perfeito, e poucas décadas de aquecimento ligado à ação humana para o sistema começar a rachar.

Se essas cigarras desaparecerem, a perda não será apenas o silêncio de um inseto. Será menos ventilação no solo, menos fertilizante natural, menos proteína para a primavera, ruptura de cadeias alimentares e uma floresta menos estável.

Você vê a explosão de cigarras de 2024 como um incômodo passageiro ou como um dos primeiros grandes alertas de desequilíbrio ambiental?

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Luiz Fernando Aarão Marques
Luiz Fernando Aarão Marques
08/01/2026 19:28

O efeito benéfico das cigarras no solo, abrindo canais e galerias é fundamental para a fertilidade do solo e suficiente para considerá-las colaboradoras naturais do Sistema Agroecológico.

Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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