Banco estatal enfrenta cenário de incertezas com inadimplência elevada no agronegócio, provisões bilionárias e possíveis sanções externas. Projeções da XP Investimentos indicam lucros menores e recuperação lenta até 2026, com impacto direto na rentabilidade.
O Banco do Brasil deve atravessar trimestres de resultados pressionados, segundo relatório da XP Investimentos, que reduziu o preço-alvo das ações de R$ 32 para R$ 25 e manteve a recomendação neutra.
A avaliação considera a combinação de risco regulatório externo, inadimplência elevada — sobretudo no agronegócio — e necessidade de provisões adicionais, fatores que, de acordo com os analistas, tendem a afetar o lucro até 2026.
XP revisa preço-alvo e projeções de lucro
A equipe de análise formada por Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães afirma que a trajetória de recuperação deverá ser lenta.
-
Corra: a Wikipédia paga até R$ 2.500 para quem escrever sobre Minas Gerais, as inscrições do concurso terminam em 10 de julho de 2026 e até iniciante pode “faturar”, com prêmios a partir de R$ 200
-
Cidade de 8 mil habitantes receberá R$ 25 bilhões para abrigar a maior fábrica de celulose do mundo em etapa única, com produção de 3,5 milhões de toneladas por ano e posto de R$ 45 milhões
-
Ele saiu da Índia para Omã em 1976, entrou pela porta dos acabamentos de luxo e levou a Sobha ao mercado imobiliário premium do Oriente Médio
-
Cidade de SC onde turistas circulam de roupão por causa das águas termais abre concurso público com 8 vagas e salários de até R$ 21,4 mil, atraindo candidatos do nível alfabetizado ao superior antes da prova objetiva marcada para setembro
Com os obstáculos previstos, a instituição teria pouco espaço para acelerar rentabilidade no curto prazo.
Por isso, além do corte no preço-alvo, a XP revisou para baixo as estimativas de lucro e de retorno sobre o patrimônio (ROE) para os próximos anos.
O documento menciona ainda possíveis sanções dos EUA como fator de incerteza adicional, o que reforça o tom conservador do relatório.

Inadimplência do agro pesa nos resultados
A XP aponta a inadimplência do agronegócio como “grande vilã” do desempenho no segundo trimestre e prevê que a normalização da carteira levará tempo.
Mesmo com alguns sinais pontuais de melhora, margens comprimidas ainda afetam produtores menores ou mais alavancados, o que tende a manter a pressão sobre atrasos e renegociações.
Além do agro, outras linhas de crédito devem contribuir para o aumento do risco.
A avaliação da XP é que a taxa de inadimplência agregada permanecerá em patamar elevado no curto prazo, exigindo reforço de provisões e prudência na originação.
Provisões bilionárias e custo de risco em alta
Pelas contas da XP, a combinação de risco de crédito e ambiente macro mais desafiador exigirá um esforço adicional de cobertura.
“Consequentemente, no segundo semestre, projetamos uma provisão para perdas esperadas de R$ 33 bilhões”, diz o relatório, o que levaria o total anual acima do limite superior do guidance de R$ 51 bilhões a R$ 56 bilhões.
Paralelamente, o custo de risco associado ao crédito deve subir.
A XP estima avanço do indicador dos 3% observados em 2024 para 4,5% em 2025.
Esse movimento, caso se confirme, tende a reduzir margens e adiar a recuperação dos resultados.
Margem financeira e eficiência sem avanços
No documento, os analistas também destacam obstáculos para a margem financeira líquida (NII).
A expectativa é de continuidade da pressão sobre spreads e menor espaço para expansão de volumes nos segmentos mais rentáveis.
O índice de eficiência, por sua vez, deve permanecer estável, sem ganhos relevantes de produtividade capazes de compensar a piora do risco de crédito.
Esses fatores embasam a reprecificação do banco no modelo da XP, com menor geração de capital orgânico e resultados mais fracos do que os registrados em 2023.
Estimativas de lucro e ROE em queda
Com as novas premissas, as projeções foram recalibradas.
A XP reduziu em 21% a estimativa de lucro líquido de 2025, para R$ 20,6 bilhões.
Para 2026, a previsão caiu 16%, para R$ 23,3 bilhões.
Em 2024, o Banco do Brasil havia reportado lucro próximo de R$ 38 bilhões.
“Como resultado, agora esperamos um ROE de 11% para 2025, com retornos se aproximando do custo de capital (Ke) apenas nos próximos anos”, registram os analistas.
Dividendos limitados e múltiplos considerados caros
No campo de remuneração ao acionista, a XP trabalha com payout de 30% no ano, o que implicaria dividend yield de 4,8% nas cotações consideradas no relatório.
Os analistas também destacam que os múltiplos atuais indicam avaliação menos atrativa.
De acordo com a XP, nas novas projeções, o Banco do Brasil negocia a 6,1 vezes o P/L e 0,7 vez o P/B para 2025, e a 5,4 vezes o P/L e 0,6 vez o P/B para 2026.
“Em nossa visão, esses níveis de P/L ainda parecem caros, com prêmio em relação às médias dos últimos anos”, diz o relatório.
Comportamento recente das ações
No pregão citado no relatório, por volta do meio-dia, as ações do Banco do Brasil registravam alta de 0,27%, a R$ 22,28.
No acumulado do ano, o papel aparecia com queda de 6,86%, levando o valor de mercado a R$ 128,1 bilhões.
Esses números ajudam a contextualizar a distância entre a cotação corrente e o novo preço-alvo.
Principais riscos mapeados pela XP
Entre os riscos mapeados, a XP destaca a evolução da carteira do agronegócio como principal ponto de atenção.
A materialização de perdas adicionais ou uma normalização mais lenta poderiam exigir revisões de provisões.
Entram no radar, ainda, a margem financeira líquida, a estabilidade do índice de eficiência e eventuais impactos de decisões regulatórias externas — entre elas, possíveis sanções dos EUA.
Uma melhora mais rápida do ciclo de crédito, associada a um ambiente macro favorável e a ganhos operacionais, também é considerada pelos analistas, mas com menor probabilidade no curto prazo.
Assim, a XP sustenta a avaliação de que o banco enfrentará um período prolongado de resultados sob pressão.
Com esse cenário, a questão que permanece é: até que ponto os riscos já estão refletidos no preço das ações, ou se ainda há espaço para ajustes adicionais por parte do mercado?

Fui diagnosticada com doença de Parkinson há quatro anos. Por mais de dois anos, dependi da levodopa e de vários outros medicamentos, mas, infelizmente, os sintomas continuaram piorando. Os tremores se tornaram mais perceptíveis e meu equilíbrio e mobilidade começaram a declinar rapidamente. No ano passado, por desespero e esperança, decidi experimentar um programa de tratamento à base de ervas da NaturePath Herbal Clinic.
Sinceramente, eu estava cética no início, mas, poucos meses após o início do tratamento, comecei a notar mudanças reais. Meus movimentos ficaram mais suaves, os tremores diminuíram e me senti mais firme ao caminhar. Incrivelmente, também recuperei grande parte da minha energia e confiança. Tem sido uma experiência transformadora. Me sinto mais eu mesma novamente, melhor do que me sentia há anos. Se você ou um ente querido está lutando contra a doença de Parkinson, recomendo muito que você considere a abordagem natural deles. Você pode visitar o site deles em www. naturepathherbalclinic .com.