Bacia de Sergipe começa a produzir em novembro, diz Petrobras

Bacia de Sergipe

Teste de produção nas descobertas em águas profundas de Sergipe começam em novembro com atraso de um ano devido a problemas com o FPSO Cidade de São Vicente.

Se por um lado a Petrobras corre contra o tempo para colocar bacia de Sergipe para produzir gás, de outro lado, informou a ANP que pretende iniciar o teste de longa duração (TLD) em suas descobertas de petróleo em águas profundas de Sergipe em novembro.
Problemas que levaram o FPSO Cidade de São Vicente a ficar em manutenção atrasaram o cronograma do projeto em um ano.

O teste de longa duração (TLD) é um processo, normalmente de 6 meses, executado para que se tenha mais informações sobre os poços e são fundamentais para se descobrir a viabilidade dos mesmos. O TLD será feito pela Petrobras para concluir a exploração de várias descobertas de petróleo e gás natural na Bacia de Sergipe.

O novo cronograma do projeto foi aprovado pela diretoria da ANP nesta quinta (17/10) e foi elaborado depois que do atraso de um ano ocasionado pela limpeza do casco do FPSO Cidade de São Vicente,  solicitado pelo IBAMA.

O FPSO pertence a BW Offshore e o contrato com a Petrobras vai até o segundo trimestre de 2020 e tem capacidade para produzir até 30 mil barris/dia de petróleo, conectada a um poço.

Com esta revisão no cronograma, os campos de Cumbe, Farfan e Barra, terão a campanha finalizada em dezembro de 2020.

Há seis anos atras a Petrobras fez descobertas de reservas gigantes de petróleo e gás natural no offshore de Sergipe, com destaque para o gás natural e embora esteja vendendo parte dos blocos e esteja a procura de um sócio, a estatal estima a demanda de dois FPSOs nos sistemas de produção definitivos a partir de 2020.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)