Pesquisa da UNESP mostra como sementes de moringa removem microplástico da água potável com solução sustentável criada por cientistas brasileiros.
A ciência brasileira deu um passo importante no enfrentamento da poluição hídrica. Pesquisas conduzidas por cientistas brasileiros da Universidade Estadual Paulista (UNESP) revelaram que as sementes de moringa podem remover partículas de microplástico da água potável de forma natural e eficiente.
O estudo, publicado na revista ACS Omega e divulgado pelo ScienceDaily, indica que o extrato salino da planta atua como um coagulante capaz de agrupar partículas microscópicas, facilitando sua remoção. O mais relevante é que esse processo dispensa o uso de substâncias químicas agressivas, abrindo caminho para soluções mais sustentáveis no tratamento da água.
Cientistas brasileiros da UNESP revelam alternativa natural contra microplástico na água potável
A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros no Instituto de Ciência e Tecnologia da UNESP, localizado em São José dos Campos. O objetivo era avaliar se as sementes de moringa poderiam substituir coagulantes químicos tradicionais na remoção de microplástico da água potável.
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Nos experimentos, os pesquisadores utilizaram água de torneira contaminada artificialmente com partículas de cloreto de polivinila, conhecido como PVC. Para simular condições reais, esse material foi exposto à radiação ultravioleta, reproduzindo o envelhecimento natural que ocorre em rios e lagos.
Os resultados surpreenderam: o desempenho do extrato vegetal foi comparável ao do sulfato de alumínio, amplamente utilizado em estações de tratamento. Em águas com características mais alcalinas, o método natural chegou a apresentar desempenho superior.
Como as sementes de moringa atuam na remoção de microplástico da água potável
O funcionamento das sementes de moringa envolve um mecanismo relativamente simples, mas altamente eficiente. De acordo com os cientistas brasileiros da UNESP, o extrato obtido da planta tem a capacidade de neutralizar as cargas elétricas negativas presentes nas partículas de microplástico da água potável.
Esse processo promove a formação de flocos maiores, facilitando a remoção por filtragem convencional. Na prática, isso significa que os sistemas já existentes podem ser adaptados sem grandes mudanças estruturais.
A pesquisadora Gabrielle Batista, ligada ao programa de pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UNESP, contribuiu diretamente para a condução dos testes. Já o professor Adriano Gonçalves dos Reis coordenou o projeto, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Eficiência comprovada em laboratório coloca a UNESP em destaque científico
Para validar os resultados, os pesquisadores utilizaram técnicas avançadas de análise, incluindo microscopia eletrônica de varredura e medições por difração a laser. Essas metodologias permitiram confirmar a remoção eficaz de partículas de microplástico da água potável após o uso das sementes de moringa.
Os testes mostraram níveis de eficiência semelhantes aos obtidos com coagulantes químicos tradicionais. Esse dado reforça o potencial da solução natural como alternativa viável em diferentes contextos.
Entre os principais pontos observados durante os experimentos, destacam-se:
- Redução significativa da presença de microplásticos
- Formação eficiente de flocos para filtragem
- Desempenho consistente em diferentes condições de água
- Comparabilidade direta com métodos químicos consolidados
Por que as sementes de moringa são vistas como solução sustentável
Um dos maiores diferenciais das sementes de moringa está no seu impacto ambiental reduzido. Ao contrário dos coagulantes convencionais, como os à base de alumínio e ferro, o método natural não gera resíduos tóxicos persistentes.
Os cientistas brasileiros envolvidos no estudo alertam que substâncias químicas utilizadas no tratamento da água podem não ser biodegradáveis e, em alguns casos, deixar vestígios indesejados no ambiente.
Já a moringa é uma planta amplamente encontrada em regiões tropicais e suas sementes já são utilizadas na alimentação humana, o que reforça sua segurança. Esse fator amplia as possibilidades de aplicação em larga escala, especialmente em países com recursos limitados.
Uso das sementes de moringa pode contribuir com o acesso à água potável
A descoberta abre espaço para soluções mais acessíveis no tratamento de água potável, principalmente em comunidades rurais ou regiões com infraestrutura limitada.
Segundo os cientistas brasileiros, o uso das sementes de moringa pode ser adaptado para sistemas simples, permitindo que famílias tenham acesso a água com menos microplástico sem depender de tecnologias caras.
Entre as possíveis aplicações práticas, destacam-se:
- Uso doméstico em pequenas comunidades
- Sistemas de tratamento simplificados em áreas rurais
- Complemento a estações de tratamento convencionais
- Alternativa de baixo custo para países em desenvolvimento
Essa versatilidade torna a solução especialmente relevante em um cenário global onde milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades no acesso à água de qualidade.
Testes com água do rio Paraíba do Sul reforçam eficácia em condições reais
Após os resultados positivos em laboratório, a equipe da UNESP avançou para testes em condições reais. Amostras de água foram coletadas diretamente do rio Paraíba do Sul, uma importante fonte de abastecimento da região.
Mesmo diante de um ambiente mais complexo, com presença de matéria orgânica e diferentes tipos de contaminantes, as sementes de moringa mantiveram sua capacidade de remover microplástico da água potável.
Esse avanço é essencial para validar a aplicação prática da tecnologia fora do ambiente controlado de laboratório.
Limitações técnicas ainda desafiam cientistas brasileiros
Apesar do potencial promissor, os cientistas brasileiros reconhecem que ainda existem desafios a serem superados. O principal deles é o aumento da matéria orgânica dissolvida após o uso do extrato das sementes de moringa.
Esse efeito pode exigir etapas adicionais de tratamento, o que pode impactar os custos em aplicações industriais. Ainda assim, os pesquisadores seguem trabalhando para otimizar o processo e reduzir essas limitações.
A expectativa é que, com novos ajustes, a tecnologia possa se tornar ainda mais eficiente e competitiva em relação aos métodos tradicionais.
Microplástico na água potável preocupa cientistas brasileiros e especialistas
A presença de microplástico na água potável é um problema crescente em escala global. Essas partículas já foram identificadas em diferentes fontes de água, incluindo abastecimento urbano e água engarrafada.
Embora os impactos na saúde humana ainda estejam sendo investigados, especialistas apontam riscos potenciais relacionados à ingestão contínua dessas partículas.
Nesse contexto, iniciativas como a desenvolvida pelos cientistas brasileiros da UNESP ganham destaque por oferecer uma solução prática, sustentável e baseada em recursos naturais.
Um caminho sustentável que nasce da pesquisa brasileira
A descoberta envolvendo as sementes de moringa representa mais do que um avanço científico. Ela mostra que soluções simples, baseadas na natureza, podem enfrentar problemas complexos como a contaminação por microplástico na água potável.
Com o apoio da UNESP e da FAPESP, o Brasil reforça seu papel na produção de conhecimento relevante para o mundo. Ainda que desafios existam, os resultados obtidos até agora indicam um caminho promissor.
Ao combinar eficiência, baixo custo e sustentabilidade, essa tecnologia tem potencial para transformar o acesso à água limpa em diferentes regiões do planeta.


Meu avô no século passado já usava moringa para decantar argila na água lá no sertão.
Eu tenho uma árvore de moringa na minha casa tá com sementes é uma vagem 🫛 bem comprida , só não sei como plantar, ganhei uma mudinha bem pequena hj tá uma árvore gigante , mas ela vai até 15 metros de altura mas não é uma pesada encorpada os galhos são finos e ralos , não sei se é por onde eu moro é sobrado é muito ventoso , faço sucos , saladas e chá de alguém tiver interesse em sementes posso doar .
Esqueci sou de Pelotas Rio grande do Sul tchê!!!