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Austrália encontrou mais de 100 mil baratas exóticas em operação histórica; a descoberta de insetos de até 7,5 cm e um esquema de R$ 516 mil deixou autoridades australianas em alerta.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 12/06/2026 às 15:16
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Austrália apreende mais de 100 mil baratas exóticas em operação contra criação ilegal e alerta para riscos de biossegurança.
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Operação ambiental na Austrália identificou uma criação ilegal de baratas exóticas em grande escala, com espécies proibidas, valor elevado no mercado clandestino e alerta das autoridades sobre riscos à biossegurança, à fauna nativa e ao controle de organismos invasores no país.

Autoridades ambientais da Austrália apreenderam mais de 100 mil baratas exóticas vivas em Bathurst, no estado de Nova Gales do Sul, durante uma operação de fiscalização contra a posse irregular de invertebrados proibidos no país.

A ação foi anunciada em 5 de junho de 2026 pelo Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, após a localização dos insetos em uma instalação usada por um criador comercial.

Entre os animais apreendidos estavam principalmente baratas-sibilantes de Madagascar e baratas-dubia, espécies que não podem ser importadas, mantidas, criadas ou vendidas na Austrália por causa das normas de biossegurança.

Segundo o órgão federal, a proibição vale independentemente da forma como os insetos tenham sido obtidos, já que organismos exóticos sem autorização podem representar risco ambiental e sanitário.

A apreensão ocorreu em Bathurst, cidade da região centro-oeste de Nova Gales do Sul, situada a cerca de 200 quilômetros de Sydney, onde as baratas eram mantidas em uma criação comercial.

O volume encontrado foi classificado pelo governo australiano como a maior apreensão de invertebrados ilegais já registrada no país, conforme informações divulgadas pelo departamento responsável pela fiscalização ambiental.

De acordo com o Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, o conjunto apreendido foi avaliado em até 200 mil dólares australianos, quantia equivalente a cerca de 142 mil dólares americanos na cotação informada pelas autoridades e pela Associated Press.

A conversão para reais pode variar conforme o câmbio usado na data da apuração, o que afeta diretamente a estimativa do valor em moeda brasileira.

Maior apreensão de baratas exóticas na Austrália

O governo australiano trata a operação como um caso relevante dentro da fiscalização contra o comércio irregular de espécies exóticas, sobretudo pela quantidade de insetos mantidos em uma única instalação.

Austrália apreende mais de 100 mil baratas exóticas em operação contra criação ilegal e alerta para riscos de biossegurança.
Austrália apreende mais de 100 mil baratas exóticas em operação contra criação ilegal e alerta para riscos de biossegurança.

Mesmo com controles rígidos sobre animais e plantas introduzidos de fora do país, a criação localizada em Bathurst reuniu um número incomum de indivíduos, segundo as informações divulgadas pelas autoridades ambientais.

As baratas-sibilantes de Madagascar estão entre as espécies de maior porte conhecidas no grupo das baratas e podem medir de 5 a 8 centímetros de comprimento, conforme dados citados na apuração do caso.

Essa dimensão supera a de baratas comuns encontradas na Austrália, que geralmente chegam a cerca de 3,6 centímetros, segundo a comparação divulgada pelas autoridades e pela imprensa internacional.

A espécie recebe o nome de barata-sibilante porque pode produzir um som semelhante a um chiado, gerado pela expulsão de ar por estruturas respiratórias presentes no corpo do inseto.

Esse comportamento é descrito em situações de defesa, disputa ou interação entre indivíduos, sem que isso altere o enquadramento legal da espécie como animal exótico proibido na Austrália.

No caso das baratas-dubia, o interesse comercial costuma estar relacionado ao uso como alimento vivo para répteis mantidos como animais de estimação, prática que aparece nas investigações sobre esse tipo de comércio ilegal.

A apuração das autoridades indica que criadores e tutores podem buscar insetos maiores para alimentar lagartos e outros répteis em cativeiro, especialmente quando essas espécies são vendidas fora dos canais autorizados.

Comércio ilegal de insetos para répteis

A suspeita dos fiscais é que os insetos apreendidos em Bathurst fossem criados para abastecer o mercado de alimentação de répteis de estimação, área em que há demanda por insetos vivos usados como ração.

Pelo porte de algumas espécies, especialmente as baratas-sibilantes de Madagascar, exemplares maiores podem reduzir a quantidade de insetos necessária em cada alimentação, segundo avaliação citada pela emissora pública australiana ABC.

À ABC, a apanhadora de cobras Stefanie Lesser relacionou o interesse por essas baratas ao custo e ao tamanho dos insetos, fatores que podem influenciar a procura por espécies maiores no mercado de alimentação de répteis.

Austrália apreende mais de 100 mil baratas exóticas em operação contra criação ilegal e alerta para riscos de biossegurança.
Austrália apreende mais de 100 mil baratas exóticas em operação contra criação ilegal e alerta para riscos de biossegurança.

As autoridades australianas recomendam que donos de répteis recorram a alternativas permitidas pela legislação local, como grilos e baratas nativas de madeira, em vez de manter ou comprar espécies exóticas proibidas.

A fiscalização também mira redes informais de criação e venda de insetos exóticos, porque a circulação desses animais fora do controle oficial dificulta a avaliação de riscos sanitários e ambientais.

Para os órgãos ambientais, a preocupação envolve a posse dos animais, a possibilidade de fuga, o descarte irregular e a reprodução de organismos que não passaram por avaliação antes de circular no país.

Biossegurança e fauna nativa em risco

A Austrália mantém regras rígidas de biossegurança para reduzir a entrada e a disseminação de pragas, doenças e espécies invasoras, especialmente em setores como agricultura, horticultura e proteção da fauna nativa.

Esse controle é considerado estratégico pelo governo australiano porque o país abriga ecossistemas isolados e grande diversidade de espécies nativas, muitas delas vulneráveis à presença de organismos introduzidos de forma irregular.

Segundo o Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, espécies exóticas que não passaram por avaliação ambiental podem representar ameaça à fauna nativa e ao equilíbrio dos ecossistemas locais.

O órgão também informou que violações das regras ambientais nacionais serão tratadas com rigor dentro dos instrumentos previstos pela legislação australiana.

“Levamos muito a sério a nossa responsabilidade de proteger a biodiversidade única da Austrália e as violações da legislação ambiental nacional”, afirmou um porta-voz do departamento, em comunicado citado pela Associated Press.

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As autoridades australianas informaram que pessoas flagradas com material animal, vegetal ou insetos ilegais podem ser multadas e processadas, dependendo das circunstâncias apuradas em cada caso.

Em relação à apreensão de Bathurst, a Associated Press informou que nenhuma acusação formal havia sido apresentada contra o criador até a divulgação pública das informações sobre a operação.

Destino das baratas apreendidas

O destino das mais de 100 mil baratas apreendidas foi definido pelas autoridades responsáveis pela fiscalização ambiental, que determinaram o sacrifício dos insetos por razões sanitárias e de biossegurança.

A medida foi adotada porque as espécies não são autorizadas na Austrália e não passaram por processo de avaliação de impacto ambiental antes de serem mantidas em uma criação comercial.

Pelas normas aplicadas a organismos exóticos, manter os animais vivos, redistribuí-los ou permitir sua circulação não seria compatível com o controle adotado pelo governo australiano para esse tipo de situação.

A apreensão também amplia a atenção sobre criadores, vendedores e consumidores envolvidos com insetos proibidos, especialmente quando esses animais são usados para abastecer o mercado de alimentação de répteis.

Com a divulgação do caso, o governo australiano voltou a alertar que novas ocorrências envolvendo invertebrados ilegais podem resultar em multas, apreensões e processos, conforme a legislação ambiental do país.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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