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Até 60 caminhões betoneira despejam 380 m³ de concreto na “big laje” da primeira obra de Niemeyer no Amazonas, em etapa decisiva da construção da oca monumental que vai marcar o Parque Encontro das Águas, em Manaus

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Escrito por Carla Teles Publicado em 10/07/2026 às 17:27 Atualizado em 10/07/2026 às 17:29
Até 60 caminhões betoneira despejam 380 m³ de concreto na “big laje” da primeira obra de Niemeyer no Amazonas, em etapa decisiva da construção da oca monumental que vai marcar (2)
Obra de Niemeyer no Parque Encontro das Águas, em Manaus, avança com concreto na big laje.
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A obra de Niemeyer no Parque Encontro das Águas, em Manaus, avança com a concretagem das vigas e da big laje da oca, usando 380 m³ de concreto em operação com até 60 caminhões betoneira, controle tecnológico e execução sincronizada pela Prefeitura de Manaus nesta etapa estrutural da construção monumental.

A obra de Niemeyer no Amazonas avançou com uma etapa decisiva da construção da oca monumental do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, em Manaus. A concretagem das vigas e lajes mobilizou um volume estimado de 380 m³ de concreto, equivalente a cerca de 50 a 60 caminhões betoneira.

As informações foram publicadas pela Prefeitura de Manaus em 13 de fevereiro de 2026. Segundo o comunicado, a operação começou às 7h, seguiu ao longo do dia e entrou pela noite, marcando um avanço estrutural no espaço multiuso projetado para integrar arquitetura, turismo, lazer e paisagem amazônica.

Primeira obra de Niemeyer no Amazonas avança em Manaus

Obra de Niemeyer no Parque Encontro das Águas, em Manaus, avança com concreto na big laje.
Imagem: João Viana / Semcom

A primeira obra de Niemeyer no Amazonas está sendo executada no Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus. O projeto leva as curvas características de Oscar Niemeyer para uma área ligada a um dos fenômenos naturais mais conhecidos da região: o encontro dos rios Negro e Solimões.

A construção da oca é tratada como um dos pontos centrais do parque, tanto pelo impacto visual quanto pela complexidade de engenharia. A proposta combina arquitetura monumental e valorização da paisagem amazônica, criando um espaço multiuso pensado para cultura, convivência e contemplação.

Big laje mobiliza até 60 caminhões betoneira

A etapa chamada de “big laje” envolveu a concretagem das vigas e lajes da oca, com uso estimado de 380 m³ de concreto. O volume corresponde a aproximadamente 50 a 60 caminhões betoneira em uma única operação, concentrada ao longo do dia e prolongada até a noite.

Esse tipo de concretagem exige planejamento porque o fornecimento precisa ocorrer de forma contínua. A interrupção em uma etapa desse porte poderia comprometer o ritmo da execução, por isso a operação foi organizada com frentes simultâneas e atendimento exclusivo da concreteira à obra.

Concretagem marca etapa estrutural da oca

A concretagem da laje representa uma fase importante porque prepara a estrutura para os próximos elementos da oca. Segundo o diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, Pedro Paulo Cordeiro, a laje integra um conjunto de forças que envolve também a cúpula e as hastes.

Na prática, a estrutura não funciona como peças isoladas, mas como um sistema. Laje, cúpula e hastes precisam se equilibrar dentro do desenho arquitetônico, especialmente em uma construção que também tem função simbólica e visual dentro do Parque Encontro das Águas.

Cúpula e hastes serão os próximos desafios

Obra de Niemeyer no Parque Encontro das Águas, em Manaus, avança com concreto na big laje.
Imagem: João Viana / Semcom

Após a big laje, a obra de Niemeyer entra em uma fase voltada à cúpula e às hastes da oca. De acordo com o engenheiro Leandro Ladeira, as hastes terão 21 metros de altura, enquanto a cúpula terá cerca de 7 metros de pé-direito.

Esses elementos devem reforçar a presença monumental da construção no parque. A etapa seguinte exige precisão porque a oca será um dos marcos visuais do complexo, dialogando com a paisagem natural do Encontro das Águas e com a linguagem arquitetônica associada a Niemeyer.

Controle tecnológico acompanha o concreto no local

A operação contou com uma empresa responsável pelo controle tecnológico do concreto no próprio canteiro. Esse acompanhamento é usado para verificar as condições do material durante a execução, especialmente em uma concretagem de grande volume.

Segundo a Prefeitura de Manaus, a concreteira ficou exclusivamente dedicada à obra durante o dia. A sincronização entre laboratório, equipes de campo e fornecimento de concreto foi essencial para manter o ritmo da concretagem, já que a big laje dependia de execução contínua e coordenada.

Parque terá mirante, restaurante e áreas verdes

O Parque Encontro das Águas Rosa Almeida terá mais de 120 mil metros de área e mirante para o encontro do rio Negro com o Solimões. Além da oca, o complexo deve reunir restaurante, quiosques, áreas verdes, trilhas, espaços de contemplação e estruturas de convivência.

O projeto também prevê acessibilidade plena, reforçando a proposta de transformar a área em um espaço público de turismo, lazer e valorização ambiental. A obra de Niemeyer aparece como peça central desse conjunto, por unir arquitetura de impacto e vista privilegiada para um fenômeno natural amazônico.

Arquitetura monumental mira paisagem amazônica

A presença de uma obra assinada por Oscar Niemeyer no Amazonas tem peso simbólico porque conecta a arquitetura brasileira moderna a uma das paisagens mais reconhecidas do país. O parque busca transformar o local em ponto de visitação, contemplação e convivência urbana.

Ao mesmo tempo, a construção exige soluções estruturais compatíveis com sua escala. A big laje não é apenas uma etapa técnica: ela sustenta a continuidade da forma arquitetônica que dará identidade à oca, um dos elementos mais marcantes do novo parque em Manaus.

Etapa coloca o parque em fase decisiva

Com a concretagem de 380 m³ de concreto, a obra de Niemeyer avança para uma fase mais visível da estrutura. A etapa encerra uma parte importante da base da oca e abre caminho para a execução da cúpula e das hastes que devem compor o desenho final do espaço.

A movimentação de até 60 caminhões betoneira mostra a escala da intervenção no Parque Encontro das Águas. Você acredita que obras monumentais como essa ajudam a valorizar espaços públicos e paisagens naturais, ou o impacto depende mais da gestão e do uso depois da inauguração? Comente sua opinião.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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