O Atakarejo, fundado por Teobaldo Costa, lidera o varejo alimentar na Bahia com faturamento de R$ 6,32 bilhões, atraiu Pátria Investimentos e planeja crescer no Nordeste. A rede nasceu de uma barraca de frutas em Salvador e hoje supera concorrentes estaduais por ampla vantagem.
O Atakarejo se tornou o maior nome do varejo alimentar na Bahia depois de uma trajetória que começou em 1979, quando Teobaldo Costa montou uma barraca de frutas e verduras em Salvador. Em 2025, a rede alcançou faturamento de R$ 6,32 bilhões, segundo o Ranking ABRAS 2026.
Segundo informações publicadas pela Exame, a empresa, que lançou sua primeira unidade com a bandeira Atakarejo em 1994, ganhou novo impulso após a entrada do Pátria Investimentos em 2023. A estratégia agora mira expansão na Bahia e no Nordeste, mantendo o formato de atacarejo como base do crescimento.
De barraca de frutas a gigante do varejo baiano

A história do Atakarejo começou longe dos grandes centros de distribuição e das operações bilionárias. O primeiro passo foi uma barraca de frutas e verduras em Salvador, criada por Teobaldo Costa no fim da década de 1970.
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Com o passar dos anos, o negócio virou padaria, depois supermercado e, mais tarde, atacado. A virada de escala veio quando a operação assumiu o formato de atacarejo, misturando venda em volume, preço competitivo e atendimento ao consumidor final.
Primeira bandeira Atakarejo surgiu em 1994
A primeira unidade com a bandeira Atakarejo apareceu em 1994. A partir dali, a empresa passou a crescer com um modelo que ainda não tinha um representante consolidado na Bahia, ocupando espaço em um mercado com forte presença regional.
O formato ajudou a rede a se diferenciar de supermercados convencionais. Em vez de atuar apenas como loja de bairro ou operação tradicional, o Atakarejo apostou em escala, variedade e política de preços para atrair consumidores e pequenos compradores.
Faturamento de R$ 6,32 bilhões colocou rede em outro patamar
| Posição no estado | Posição nacional | Empresa | Faturamento |
|---|---|---|---|
| 1º | 21º | Atakarejo | R$ 6,32 bilhões |
| 2º | 78º | Rmix | R$ 1,24 bilhão |
| 3º | 84º | Hiperideal | R$ 1,11 bilhão |
| 4º | 106º | Comercial de Alimentos Gilmar | R$ 831 milhões |
| 5º | 108º | Novo Mix | R$ 814 milhões |
| 6º | 113º | R.F. Atacado de Alimentos | R$ 763 milhões |
| 7º | 170º | MixBahia | R$ 398 milhões |
| 8º | 176º | Unimar | R$ 385 milhões |
| 9º | 223º | Itão Supermercado | R$ 276 milhões |
| 10º | 228º | Novo Varejo | R$ 268 milhões |
O resultado de 2025 mostra o tamanho que a empresa alcançou. De acordo com o Ranking ABRAS 2026, o Atakarejo faturou R$ 6,32 bilhões e ficou na 21ª posição entre os maiores supermercados do Brasil.
O faturamento de R$ 6,32 bilhões também reforça a distância do Atakarejo em relação aos demais concorrentes da Bahia. No varejo alimentar, esse volume coloca a rede em uma posição difícil de alcançar no curto prazo.
Na Bahia, a distância para os concorrentes é expressiva. A segunda colocada, Rmix, registrou R$ 1,24 bilhão, menos de um quinto do volume do líder. Essa diferença mostra que o Atakarejo passou a operar em uma escala própria dentro do varejo alimentar baiano.
Rede responde por mais da metade entre as maiores da Bahia
As dez maiores redes supermercadistas da Bahia somam mais de R$ 12 bilhões em vendas, segundo os dados apresentados. O Atakarejo responde por mais da metade desse total, o que reforça sua posição de liderança estadual.
Esse domínio não significa ausência de concorrência na Bahia. O mercado baiano segue pulverizado, com redes regionais disputando espaço em diferentes cidades, mas o Atakarejo conseguiu transformar uma operação local em uma rede com peso nacional no varejo alimentar.
Modelo de atacarejo aproximou preço baixo e volume
O crescimento da rede está diretamente ligado ao formato de atacarejo. A proposta combina características do atacado e do varejo, oferecendo preços competitivos, volume de compra e variedade de produtos para diferentes perfis de clientes.
Nas lojas, a rede reúne mais de 10 mil produtos e serviços como padaria, confeitaria, açougue, salgados e fatiados. Também mantém a marca própria Ekobom e parcerias com a agricultura familiar, ampliando sua base de abastecimento.
Pátria Investimentos entrou no negócio em 2023
Em outubro de 2023, o Atakarejo anunciou sociedade com o Pátria Investimentos, gestora com atuação global e forte presença em ativos alternativos na América Latina. A entrada do Pátria Investimentos marcou uma nova etapa na estratégia de crescimento da rede.
Teobaldo Costa permaneceu como sócio e seguiu à frente da operação. A presença do Pátria Investimentos adicionou capital e capacidade de expansão a uma empresa que já tinha liderança consolidada no varejo alimentar da Bahia.
Expansão mira Bahia e Nordeste
Com o novo sócio, a rede passou a mirar crescimento mais acelerado na Bahia e em outros estados do Nordeste. O plano informado na época previa ampliar a operação e gerar cerca de 20 mil novos empregos diretos nos anos seguintes.
Com esse movimento, o Atakarejo tenta transformar sua liderança na Bahia em uma plataforma maior no Nordeste. O plano depende de novas lojas, eficiência operacional e fortalecimento do modelo de atacarejo em mercados regionais.
Quando a sociedade foi anunciada, o Atakarejo já respondia por mais de 7 mil empregos diretos. A expansão, portanto, não envolve apenas novas lojas, mas também impacto sobre trabalho, abastecimento e competição no varejo regional.
Mercado baiano ainda tem espaço para crescimento
O varejo alimentar da Bahia tem uma característica importante: ele é menos concentrado do que mercados como São Paulo e Rio de Janeiro. Isso cria um ambiente com muitas redes regionais, presença local forte e diferentes oportunidades de avanço.
Para o Atakarejo, esse cenário pode favorecer crescimento orgânico, especialmente em cidades médias e regiões fora da capital. O aumento do consumo no interior baiano também ajuda a explicar por que a rede ainda vê espaço para abrir novas frentes.
Concorrentes seguem distantes do líder
Depois do Atakarejo, aparecem nomes como Rmix e Hiperideal, com faturamentos de R$ 1,24 bilhão e R$ 1,11 bilhão, respectivamente. Outras redes, como Comercial de Alimentos Gilmar, Novo Mix e R.F. Atacado de Alimentos, também estão entre as maiores do estado.
A diferença entre o líder e os demais mostra que a competição existe, mas ocorre em patamares diferentes. O Atakarejo construiu uma vantagem de escala que dificulta a aproximação rápida dos rivais.
De negócio familiar a plataforma regional
A trajetória da empresa mostra como um negócio familiar pode se transformar em plataforma regional de varejo. O caminho passou por mudança de formatos, abertura de lojas, fortalecimento de marca e adaptação ao comportamento de compra do consumidor baiano.
O caso também revela a força de redes regionais no Brasil. Mesmo fora do eixo tradicional dos maiores centros econômicos, o Atakarejo alcançou faturamento bilionário e passou a disputar espaço entre os principais nomes do varejo alimentar nacional.
Você acha que o Atakarejo ainda pode crescer muito fora da Bahia ou a força da rede está justamente no domínio regional que construiu ao longo de décadas? Deixe sua opinião nos comentários.

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