Asus ExpertBook Ultra chega ao mercado como notebook empresarial de alto nível, com bateria real passando de doze horas, novo processador Intel Panther Lake, construção leve em liga de magnésio e desempenho consistente, mirando profissionais que exigem mobilidade, alguma chance de jogar e alternativa concreta ao MacBook Air em 2026
O Asus ExpertBook Ultra é o tipo de notebook que nasce com um alvo claro: disputar diretamente a atenção de quem sempre olhou para o MacBook Air como referência de mobilidade e autonomia. Em vez de apostar em design chamativo ou soluções experimentais, a Asus combina bateria longa, novo processador Intel e construção leve para tentar convencer o usuário de trabalho diário.
Na prática, esse modelo se encaixa naquele perfil de profissional que precisa carregar o equipamento o dia inteiro, alternando entre reuniões, planilhas, edição leve de mídia e, eventualmente, algum jogo ou tarefa gráfica mais intensa. A promessa não é ser um notebook gamer, mas sim um computador de trabalho que aguenta mais do que a rotina básica de escritório e continua responsivo mesmo com muitas janelas abertas.
Asus ExpertBook Ultra como rival direto do MacBook Air em 2026

O posicionamento é explícito: o Asus ExpertBook Ultra entra no segmento de ultrafinos premium que tradicionalmente foi dominado pelo MacBook Air.
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A diferença é que, aqui, a Asus trabalha com Windows, processador Intel Core Ultra da geração Panther Lake e um conjunto de recursos pensados para empresas, TI corporativa e usuários que exigem controle fino de hardware.
Enquanto o MacBook Air se apoia em eficiência energética e integração de ecossistema, o ExpertBook Ultra aposta em bateria extensa, construção em magnésio e hardware ajustado para uso intensivo.
A marca fala de até cerca de 24 a 26 horas de autonomia teórica, mas em teste de reprodução de vídeo contínua, com Wi-Fi e brilho em 50%, o resultado ficou por volta de 13 horas e 46 minutos, um cenário ainda sólido para uso real, sobretudo considerando o desempenho do processador.
Essa combinação é relevante para um cenário em que empresas precisam equipar equipes inteiras com máquinas leves, conectadas e seguras, mas não querem abrir mão da flexibilidade do Windows.
Colocar o Asus ExpertBook Ultra nessa prateleira de “rival de MacBook Air” é tanto uma estratégia de marketing quanto um recado para o mercado corporativo.
Construção em magnésio e foco em mobilidade profissional

A base da proposta está na estrutura. O Asus ExpertBook Ultra usa chassi em liga de magnésio usinado, o que permite manter o equipamento rígido e ao mesmo tempo muito leve.
A versão com painel não OLED fica na casa de aproximadamente 0,99 kg, enquanto a configuração com tela OLED sobe para algo em torno de 1,1 kg, ainda dentro da faixa dos ultrafinos mais leves do mercado.
Essa construção não serve só para marketing. Para quem carrega o notebook na mochila todos os dias, algumas centenas de gramas fazem diferença real.
O nanorevestimento aplicado à carcaça traz sensação tátil mais macia e promete resistência melhor a marcas e respingos, o que interessa a quem trabalha em viagem, coworkings ou ambientes menos controlados que um escritório tradicional.
Outro detalhe de mobilidade é o desenho com um pequeno “lábio” na parte inferior traseira do equipamento, que eleva levemente a base quando apoiada na mesa.
Esse ângulo discreto melhora a ergonomia de digitação e, ao mesmo tempo, abre espaço para que o ar circule melhor pelo sistema de refrigeração, algo importante para um hardware que promete desempenho elevado em formato tão fino.
Tela, teclado e trackpad pensados para uso intenso
Na parte frontal, o Asus ExpertBook Ultra vem com tela de 14 polegadas em proporção 16:10, formato que privilegia leitura de documentos, planilhas e navegação em múltiplas janelas.
Há opções com painel OLED ou LCD de alta qualidade, com possibilidade de acabamento fosco, algo raro em ultrafinos focados em design e muito útil para quem trabalha sob luz forte.
O brilho máximo chega na casa de 1.400 nits nas configurações topo de linha, combinado com proteção Gorilla Glass Victus e solução de vidro fosco da Corning.
Isso permite usar o Asus ExpertBook Ultra em ambientes externos, salas muito claras ou próximos a janelas, sem que reflexos tornem a experiência desconfortável. Para quem revisa apresentações, faz reuniões em vídeo e consulta dashboards o dia inteiro, a qualidade do painel deixa de ser luxo e vira ferramenta.
O teclado segue a linha dos modelos empresariais avançados: curso confortável, resposta consistente e iluminação adequada. Já o trackpad é um dos pontos mais elogiados: grande, de deslizamento extremamente suave e com gestos bem calibrados.
Em um notebook para produtividade, um trackpad ruim pode comprometer toda a experiência; aqui, ele vira um argumento de venda. O modelo ainda oferece tela sensível ao toque em algumas versões, o que aumenta a flexibilidade para navegação, desenho rápido ou interação com apresentações.
Processador Panther Lake e gráficos integrados para trabalho e jogos ocasionais
O coração do Asus ExpertBook Ultra é a nova família Intel Core Ultra série 3, baseada em Panther Lake. As configurações vão de versões mais básicas até o Intel Core Ultra X7 e o Intel Core Ultra X9, combinadas com até 64 GB de memória RAM.
Na prática, isso se traduz em folga para multitarefa pesada, com diversas abas de navegador, aplicativos de escritório, clientes de videoconferência e softwares corporativos abertos ao mesmo tempo.
Nos testes de desempenho sintético com Cinebench R23, o processador Intel Core Ultra X7 alcançou resultados robustos, especialmente em múltiplos núcleos, o que é relevante para workflows que envolvem compressão de arquivos, exportação de vídeo leve e automações mais complexas.
O objetivo não é competir com estações de trabalho móveis, mas entregar desempenho mais do que suficiente para a maioria dos profissionais de escritório avançado e criadores de conteúdo moderado.
Um ponto que diferencia o Asus ExpertBook Ultra de outros modelos empresariais é o uso dos novos gráficos integrados Intel Arc.
Nos testes práticos, foi possível rodar Street Fighter 6 em 1080p com 60 quadros por segundo estáveis, Marvel Rivals com média na faixa de 70 quadros e até Cyberpunk 2077 em resolução mais alta, com ajuda de tecnologias de upscaling como FSR para manter a jogabilidade fluida. Isso tudo sem o notebook estar conectado à tomada, o que reforça o equilíbrio entre consumo e desempenho.
Para quem viaja muito, essa capacidade de abrir um jogo moderno no fim do dia, ainda com bateria disponível, sem depender de uma GPU dedicada pesada, é um diferencial que aproxima o Asus ExpertBook Ultra de um perfil híbrido entre trabalho e lazer.
Bateria, refrigeração e limites da proposta
A bateria de 70 Wh é um dos pilares da proposta. Em condições de uso contínuo de vídeo, com Wi-Fi ativado e brilho em 50%, o Asus ExpertBook Ultra entregou cerca de 13 horas e 46 minutos, um cenário que traduz bem um dia cheio de trabalho com alguma folga.
Em uso misto real, com alternância entre navegação, documentos, reuniões e pausas, a tendência é que o equipamento acompanhe a jornada completa sem precisar de tomada.
Durante testes de jogos, em aproximadamente uma hora e meia de uso intenso, o consumo foi de 66% para 23% de carga, resultado coerente para um notebook tão fino rodando títulos modernos.
Isso mostra que o Asus ExpertBook Ultra não é um console portátil, mas consegue segurar sessões ocasionais sem comprometer completamente a bateria de trabalho.
O sistema de refrigeração chama atenção por se manter frio ao toque, tanto na parte superior quanto na inferior, mesmo sob carga prolongada. A combinação de entradas na base, saída de ar bem posicionada e o leve ângulo traseiro evita acumulação de calor incômodo na área de apoio das mãos.
Para quem digita por horas, essa estabilidade térmica é tão importante quanto o número de núcleos do processador.
Nem tudo, porém, é perfeito. A ausência de um slot para cartão SD ou microSD limita um pouco o uso para fotógrafos, videomakers e jornalistas que trabalham com captura externa.
Em compensação, o conjunto de portas inclui duas Thunderbolt (USB-C), duas USB-A de tamanho completo, HDMI 2.1 e conector de fone de ouvido, o que cobre boa parte dos cenários de escritório sem necessidade imediata de hubs.
Conectividade, áudio e foco em uso empresarial
O pacote se completa com alto-falantes compatíveis com Dolby Atmos, posicionados nas laterais, que oferecem som limpo e adequado para videoconferências, streaming de conteúdo e músicas em volume moderado.
Não são caixas de som de notebook multimídia voltado a entretenimento, mas entregam clareza suficiente para reuniões e consumo casual de mídia.
Do ponto de vista de TI corporativa, o Asus ExpertBook Ultra se encaixa no perfil típico de notebook empresarial moderno: Windows, processadores Intel recentes, boa oferta de portas físicas e construção reforçada.
Isso facilita a integração a parques de máquinas existentes, políticas de segurança e sistemas de gerenciamento remoto, ao mesmo tempo em que oferece ao usuário final algo visualmente mais agradável do que muitos modelos tradicionais desse segmento.
Essa combinação de leveza, bateria longa, desempenho sólido e recursos multimídia razoáveis explica por que o Asus ExpertBook Ultra começa a ser tratado como candidato a “notebook empresarial do ano” dentro do universo Windows.
A disputa com o MacBook Air deixa de ser apenas uma questão de sistema operacional e passa a envolver autonomia, conforto de uso e flexibilidade.
O que a chegada do Asus ExpertBook Ultra indica para o futuro dos ultrafinos
O lançamento do Asus ExpertBook Ultra sinaliza uma tendência clara: notebooks empresariais precisam deixar de ser apenas “máquinas de planilha” e passar a oferecer uma experiência completa, que inclua conforto, autonomia real, algum fôlego gráfico e design mais próximo dos modelos de consumo premium. Em 2026, isso significa enfrentar diretamente o MacBook Air, não só em especificações, mas em percepção de valor.
Para profissionais que vivem entre viagens, home office e escritório, a equação começa a mudar. Um notebook como o Asus ExpertBook Ultra permite trabalhar o dia inteiro, entrar em reuniões de vídeo, editar documentos pesados e ainda jogar algo no fim do expediente, sem trocar de dispositivo.
É nesse ponto que a fronteira entre “notebook empresarial” e “notebook pessoal” fica cada vez mais borrada.
A grande questão, agora, passa a ser de escolha estratégica: em um cenário em que o MacBook Air segue forte e alternativas como o Asus ExpertBook Ultra elevam o nível do lado Windows, qual caminho faz mais sentido para quem vive de um notebook todos os dias?
Na sua realidade de uso, você priorizaria um modelo como o Asus ExpertBook Ultra, com Windows, Panther Lake e construção em magnésio, ou ainda prefere o ecossistema da Apple com o MacBook Air para lidar com trabalho, mobilidade e lazer no mesmo equipamento?


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