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Astronauta registra aurora austral verde fluorescente a 431 quilômetros acima da Terra e captura do espaço um dos fenômenos luminosos mais impressionantes já vistos sobre o planeta durante a noite orbital

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 18/05/2026 às 08:26 Atualizado em 18/05/2026 às 08:29
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Imagem feita da Estação Espacial Internacional mostra aurora austral brilhando sobre a Terra a 431 km de altitude em cena comparada a ficção científica.

Uma imagem capturada da Estação Espacial Internacional voltou a chamar atenção para um dos fenômenos mais impressionantes da atmosfera terrestre. Em maio de 2026, a astronauta francesa Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, registrou uma aurora austral brilhando intensamente sobre o Oceano Índico enquanto a ISS orbitava a cerca de 431 quilômetros acima da superfície da Terra.

A fotografia foi feita durante uma passagem noturna da estação espacial sobre a região próxima à costa de Perth, na Austrália. O registro mostra enormes faixas verdes e rosadas atravessando a atmosfera terrestre contra o fundo escuro do espaço, criando uma cena que veículos internacionais compararam a imagens de ficção científica.

O mais impressionante é que, vista do espaço, a aurora não aparece apenas como luz no horizonte. A imagem permite observar claramente a interação das partículas solares com as camadas superiores da atmosfera terrestre, revelando um fenômeno que normalmente é visto apenas de baixo para cima por observadores na superfície.

A aurora austral foi registrada da Estação Espacial Internacional a 431 quilômetros da Terra

Segundo informações divulgadas pelo portal Space.com, Sophie Adenot fez a fotografia em 7 de maio de 2026 enquanto a Estação Espacial Internacional orbitava a aproximadamente 268 milhas, cerca de 431 quilômetros, acima da Terra.

A imagem mostra a curvatura do planeta parcialmente iluminada por uma faixa verde extremamente brilhante, acompanhada por tons rosados mais acima na atmosfera. O registro rapidamente ganhou repercussão porque revela a aurora de um ângulo raramente visto pelo público.

fotografia tirada em 7 de maio de 2026, a partir da Estação Espacial Internacional, a 431 km acima da Terra – Crédito: Sophie Adenot/ESA

Enquanto observadores em solo normalmente enxergam o fenômeno como cortinas luminosas no céu noturno, astronautas conseguem visualizar as auroras quase lateralmente, percebendo a espessura da camada atmosférica onde ocorre a interação energética.

Esse ponto transforma imagens orbitais em registros científicos e visuais extremamente valiosos.

O fenômeno acontece quando partículas solares atingem o campo magnético da Terra

As auroras são produzidas pela interação entre partículas carregadas emitidas pelo Sol e o campo magnético terrestre. Quando essas partículas alcançam a alta atmosfera, elas colidem com moléculas de oxigênio e nitrogênio, liberando energia em forma de luz.

Segundo a NASA e a ESA, as tonalidades verdes costumam estar associadas ao oxigênio em altitudes mais baixas da ionosfera, enquanto tons avermelhados e rosados aparecem em altitudes maiores ou em condições energéticas diferentes.

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A aurora austral, também chamada de Southern Lights, ocorre principalmente no hemisfério sul, especialmente em regiões próximas à Antártida. Em alguns períodos de maior atividade solar, o fenômeno pode ser observado em áreas da Austrália, Nova Zelândia e extremo sul da América do Sul.

O registro feito da ISS ajuda a mostrar como essas partículas literalmente “desenham” faixas luminosas sobre o planeta quando interagem com a magnetosfera terrestre.

A visão do espaço revela detalhes invisíveis para quem observa auroras da superfície

Um dos motivos pelos quais imagens orbitais impressionam tanto é a perspectiva completamente diferente do fenômeno. Da superfície terrestre, a aurora parece ocupar o céu acima do observador.

Do espaço, porém, astronautas conseguem enxergar a aurora quase como uma camada luminosa envolvendo o planeta. Isso permite visualizar a extensão do fenômeno ao longo da atmosfera terrestre e identificar regiões onde as partículas solares estão interagindo mais intensamente.

fotografia tirada em 7 de maio de 2026, a partir da Estação Espacial Internacional, a 431 km acima da Terra – Crédito: Sophie Adenot/ESA

Segundo o Space.com, essa perspectiva ajuda a entender melhor como o fenômeno realmente acontece em escala planetária.

As imagens também mostram claramente a divisão entre a escuridão do espaço, o brilho atmosférico da Terra e as faixas energéticas criadas pela atividade solar.

A astronauta Sophie Adenot participa da missão Crew-12 na ISS

Sophie Adenot chegou à Estação Espacial Internacional em fevereiro de 2026 como integrante da missão Crew-12, lançada pela SpaceX em parceria com agências espaciais internacionais.

Segundo informações divulgadas pela ESA e repercutidas pelo Space.com, a astronauta francesa divide a missão com os astronautas da NASA Jessica Meir e Jack Hathaway, além do cosmonauta russo Andrey Fedaev.

Durante missões na ISS, astronautas frequentemente registram imagens da Terra para estudos científicos, observação climática e documentação de fenômenos atmosféricos raros.

As auroras estão entre os eventos mais fotografados porque combinam alta intensidade luminosa, grandes dimensões e mudanças constantes de forma durante as tempestades geomagnéticas.

As auroras também ajudam cientistas a estudar clima espacial e atividade solar

Além do impacto visual, auroras possuem enorme importância científica. Elas funcionam como sinais visíveis da interação entre atividade solar e campo magnético terrestre.

Tempestades solares mais intensas podem aumentar significativamente o brilho e a extensão das auroras. Em casos extremos, esses eventos também conseguem afetar satélites, sistemas de comunicação, GPS e redes elétricas.

Por isso, monitorar auroras ajuda pesquisadores a entender melhor o chamado clima espacial, área da ciência dedicada aos efeitos da atividade solar sobre a Terra e tecnologias orbitais.

A ISS se tornou uma plataforma importante para esse tipo de observação porque orbita acima das nuvens e oferece visão privilegiada da atmosfera superior.

O registro mostra como a Terra parece diferente quando vista da órbita

Imagens feitas da Estação Espacial Internacional frequentemente transformam fenômenos comuns em cenas quase irreais. Tempestades, relâmpagos, desertos, incêndios e auroras ganham aparência completamente diferente quando observados da órbita terrestre.

No caso da aurora austral registrada por Sophie Adenot, o efeito visual chamou atenção porque a luz verde parece atravessar o planeta como uma faixa fluorescente gigantesca em meio à escuridão do espaço.

A cena reforça uma percepção comum entre astronautas: muitos fenômenos naturais da Terra só revelam totalmente sua escala quando vistos de fora do planeta.

E justamente por mostrar a atmosfera terrestre brilhando em verde sobre o Oceano Índico a centenas de quilômetros de altitude, a imagem virou um dos registros espaciais mais impressionantes divulgados em 2026.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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