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As 10 plataformas de petróleo mais relevantes do Brasil: do passado ao presente

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 25/04/2025 às 15:39 Atualizado em 25/04/2025 às 16:48
Mosaico com imagens realistas das principais plataformas de petróleo do Brasil, do passado ao pré-sal
ilustrativo reunindo as principais plataformas da história da produção offshore no Brasil
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Do fundo do mar surgiu a força do Brasil: conheça as plataformas que fizeram história na produção de petróleo e marcaram gerações da indústria offshore.

O Brasil virou referência mundial na produção de petróleo em alto-mar. E boa parte disso se deve ao desempenho e à história das plataformas que operam — ou já operaram — nas águas profundas do nosso litoral. De estruturas pioneiras a gigantes modernos do pré-sal, cada plataforma tem uma história que ajudou a construir a potência energética que o país é hoje.

Enchova: marco do início da era offshore brasileira

Imagem conceitual da plataforma de petróleo Enchova (PCE-1), operando no mar da Bacia de Campos
Representação visual inspirada na histórica plataforma Enchova (PCE-1), marco do início da era offshore no Brasil

A plataforma Enchova, localizada na Bacia de Campos, foi uma das primeiras grandes apostas do Brasil em águas profundas. Instalada nos anos 80, ela simbolizou o início da expansão do setor offshore. Apesar de ter sido marcada por um trágico acidente em 1984, que resultou em dezenas de mortes, a Enchova também representou um importante ponto de virada na segurança operacional da indústria nacional.

Garoupa: pioneirismo com tecnologia nacional

Plataforma de petróleo Garoupa operando na Bacia de Campos

Outra plataforma que fez história nos primeiros passos do Brasil offshore foi a Garoupa. Operando também na Bacia de Campos, ela se destacou pelo uso pioneiro de equipamentos fabricados no país, consolidando o começo da nacionalização da cadeia produtiva de petróleo e gás. Seu desempenho ajudou a formar a base de conhecimento técnico que hoje sustenta os grandes projetos do pré-sal.

P-36: a maior do mundo e o maior acidente

Imagem conceitual da plataforma de petróleo P-36 da Petrobras no oceano
P-36, histórica plataforma da Petrobras que afundou em 2001 na Bacia de Campos

Durante muitos anos, a P-36 foi a maior plataforma semissubmersível do planeta. Com capacidade de produção altíssima, ela se tornou um símbolo de ambição e capacidade técnica. No entanto, em 2001, sofreu uma grave explosão e acabou afundando, em um dos maiores desastres da indústria petrolífera mundial. O episódio foi um divisor de águas, levando a profundas revisões em protocolos de segurança e manutenção.

P-74: renascimento em Búzios

FPSO P-74 operando no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos
20/04/2018-P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos

A P-74 marcou a retomada do protagonismo brasileiro no setor após os anos de instabilidade. Ela entrou em operação em 2018 no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, com uma capacidade de produção de até 150 mil barris por dia. Além disso, trouxe tecnologias modernas de reinjeção de gás e separação de água, tornando-se um modelo de eficiência e segurança.

P-70: potência em Atapu

FPSO P-70 operando no campo de Atapu, no pré-sal brasileiro
A P-70 é uma das unidades mais modernas do pré-sal, com alta capacidade de produção e processamento de petróleo e gás

Operando no campo de Atapu, também no pré-sal, a P-70 representa a nova geração de plataformas da Petrobras. Com capacidade semelhante à P-74, ela reforça o papel do pré-sal como maior fonte de produção nacional. Sua construção envolveu estaleiros no Brasil e na China, consolidando parcerias estratégicas e ganhando destaque pelo cumprimento dos prazos e metas operacionais.

P-77: símbolo da integração e da engenharia nacional

Petrobras alcança novo recorde de produção de petróleo no campo de Búzios, na Bacia de Santos
Plataforma P-77 da Petrobras no campo de búzios, na bacia de santos

A P-77 é uma das plataformas mais emblemáticas da Petrobras nos últimos anos. Produzindo no campo de Búzios, ela une robustez com eficiência tecnológica. Sua construção no Brasil reforçou a capacidade nacional em entregar unidades complexas e de grande porte. Além disso, ela opera com sistemas avançados de separação de gás e óleo, sendo um dos exemplos mais completos da evolução do offshore brasileiro.

FPSO Guanabara: inovação ambiental no pré-sal

fpso guanabara plataforma Petrobras
FPSO Guanabara – Fonte: Petrobras

O FPSO Guanabara é um dos primeiros do campo de Mero, na Bacia de Santos. Ele se destaca por incorporar a tecnologia de separação e reinjeção de CO₂ diretamente no leito marinho, contribuindo com a redução da emissão de gases poluentes. Esse diferencial fez dele um modelo de sustentabilidade e inovação no setor petrolífero, abrindo caminho para operações mais limpas.

FPSO Carioca: liderança em produção

FPSO - carioca - Petrobras - Bacia de Santos - campo de Sépia -
Plataforma Carioca em Angra dos Reis Divulgação da Modec

A plataforma FPSO Carioca se tornou uma das líderes em produção no Brasil. Em 2024, operando no campo de Sépia, ela chegou a ultrapassar a marca de 170 mil barris por dia. Além do volume expressivo, sua estabilidade operacional e baixos índices de falhas colocam essa unidade entre as mais eficientes da história recente da Petrobras.

FPSO Almirante Barroso: tecnologia de ponta em Búzios

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FPSO Almirante Barroso

Iniciando operações em 2023, o FPSO Almirante Barroso reforça a posição do campo de Búzios como principal polo de produção do país. Com capacidade de processar 150 mil barris por dia e um sistema completo de reinjeção de gás, a plataforma une desempenho com compromisso ambiental. Seu projeto foi pensado para maximizar a recuperação de petróleo com o mínimo impacto.

FPSO Sepetiba: potência no campo de Mero

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Foto: FPSO Sepetiba; Fonte: Petrobras

A mais nova estrela da produção brasileira é o FPSO Sepetiba, que entrou em operação em dezembro de 2023. Com capacidade para 180 mil barris de petróleo por dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural, ele consolida o campo de Mero como um dos mais promissores do pré-sal. Essa unidade traz os mais recentes avanços tecnológicos e promete ser uma das líderes de produção na próxima década.

Essas plataformas representam mais do que estruturas gigantescas no mar. Elas contam a história do Brasil que ousou explorar o fundo do oceano para garantir energia, desenvolvimento e conhecimento. Com cada uma, aprendemos, evoluímos e mostramos ao mundo a força da engenharia nacional.

Na sua opinião, qual dessas plataformas mais representa o avanço do Brasil no setor de petróleo?

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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