Cientistas tentam salvar uma rara árvore apelidada de “zumbi” na Austrália, ameaçada por um fungo letal que impede seu crescimento e reprodução.
Uma rara árvore conhecida como Rhodamnia zombi — apelidada de “árvore zumbi” por botânicos — corre sério risco de desaparecer em breve devido a uma doença fúngica que a impede de crescer ou se reproduzir.
Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, alertam que sem intervenção humana a espécie pode se tornar extinta em apenas uma geração, e por isso técnicas de resgate já estão em andamento em viveiros especializados.
O que é a árvore “zumbi” e por que ela está ameaçada?
A árvore Rhodamnia zombi foi identificada recentemente em florestas tropicais do estado de Queensland, no nordeste da Austrália.
-
Ex-funcionária do Atacadão que não sabia fazer bolo aprende confeitaria pela internet, começa vendendo doces em casa e transforma seu sonho em marca com fábrica, loja, delivery e quase R$ 2 milhões em faturamento
-
Startup brasileira vende quase 9 milhões de sacolas surpresa com comida perto do vencimento, evita milhares de toneladas de desperdício e mira faturamento de R$ 220 milhões em 2026
-
Planeta rosa com nuvens de sal surpreende astrônomos: James Webb desvenda atmosfera cheia de água, metano e amônia, mas deixa no ar a maior dúvida sobre o GJ 504b — afinal, é planeta gigante ou anã marrom?
-
Você pode estar facilitando a entrada da aranha-marrom sem perceber; conheça os esconderijos favoritos e os truques gratuitos que reduzem o risco de picadas
O apelido “zumbi” surgiu porque essa árvore permanece biologicamente ativa, mas perdeu a capacidade de cumprir etapas básicas do seu ciclo de vida.
Mesmo viva, ela não consegue se desenvolver normalmente nem gerar flores ou sementes, o que compromete diretamente sua continuidade e torna sua sobrevivência cada vez mais improvável.
O culpado é um fungo patogênico chamado Austropuccinia psidii, conhecido como ferrugem-das-mirtáceas, que ataca brotos jovens repetidamente e incapacita a planta de se desenvolver normalmente.
Quando isso acontece, a árvore fica em um estado que cientistas descrevem como “viva — mas praticamente morta”.
Onde essa árvore está localizada?
Essa espécie cresce em florestas de Queensland, especialmente na região de Burnett, onde ainda existem poucos indivíduos.
Dados recentes indicam que cerca de 10% das árvores já morreram por causa da ferrugem fúngica desde sua identificação inicial.
Atualmente, nenhuma das árvores restantes na natureza está livre da doença, e nenhuma delas está conseguindo se reproduzir — um sinal claro de que a população selvagem está com sua continuidade comprometida sem ações humanas urgentes.
Como os cientistas estão tentando salvar a árvore “zumbi”
Diante do risco iminente, pesquisadores australianos desenvolveram um plano de resgate.
A estratégia principal consiste em coletar estacas saudáveis de árvores ainda não totalmente afetadas pelo fungo e cultivá-las em ambientes protegidos, como viveiros em Lismore e Townsville.
Nesses locais controlados, as mudas recebem cuidados constantes e proteção contra a ferrugem para que possam crescer até reproduzirem sementes.

A esperança dos botânicos é que, ao cultivar muitas mudas em condições livres da doença, algumas delas possam expressar resistência genética ao fungo nas próximas gerações.
Esse tipo de seleção natural dirigida poderia resultar em indivíduos de árvore mais fortes, que eventualmente possam ser reintroduzidos nas florestas.
Por que essa luta é importante?
Preservar a árvore Rhodamnia zombi tem valor ecológico e científico. Ela faz parte de um ecossistema mais amplo onde plantas nativas da família Myrtaceae desempenham papéis críticos na estrutura da floresta, fornecendo alimento e abrigo para diversas espécies.
Sua perda significaria não só o desaparecimento de uma espécie única, mas também o enfraquecimento de toda a biodiversidade local.
Além disso, o esforço de conservação pode fornecer lições valiosas sobre como lidar com outras plantas ameaçadas por doenças fúngicas semelhantes, um problema que está se tornando cada vez mais comum à medida que fungos invasores se espalham por áreas naturais.
O futuro da árvore “zumbi”: ainda há esperança
Apesar do cenário crítico, os cientistas mantêm cautelosa esperança. A possibilidade de encontrar resistência natural ao fungo entre mudas cultivadas e a capacidade de devolver árvores resistentes ao habitat original representam um caminho — ainda difícil, mas possível — para evitar a extinção total da espécie.
Sem essas ações, os especialistas alertam que a árvore poderia desaparecer da natureza em poucas décadas, deixando um vácuo ecológico difícil de substituir.
A luta pela sobrevivência da árvore “zumbi” demonstra tanto os desafios enfrentados pela conservação de espécies ameaçadas quanto a determinação da comunidade científica para buscar soluções inovadoras.
Com informações do Olhar Digital.
