Brasil recebeu 3,74 milhões de turistas estrangeiros entre janeiro e março, no melhor resultado da série histórica, com recorde também na aviação e forte avanço de argentinos, chilenos e americanos.
O Brasil começou 2026 em ritmo de explosão no turismo. Entre janeiro e março, o país recebeu 3,74 milhões de turistas estrangeiros, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre, enquanto a chegada por avião também bateu recorde, com 2,33 milhões de visitantes e alta de 19,4% sobre o mesmo período de 2025. No topo dessa corrida aparecem os argentinos, seguidos por chilenos e americanos, em um movimento que recoloca o Brasil no centro do mapa turístico da região.
O dado ganha ainda mais peso porque não veio depois de um ano fraco. Em 2025, o Brasil já havia fechado seu melhor resultado histórico, com 9,287 milhões de turistas internacionais, um salto de 37,1% sobre 2024.
O que aconteceu no começo de 2026 mostra que o recorde não ficou preso ao ano passado e que a curva de crescimento segue viva.
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Argentinos dominam a fila e deixam o Brasil em outro patamar
O tamanho da dianteira argentina chama atenção por si só. No primeiro trimestre, o Brasil recebeu mais de 1,64 milhão de argentinos, número muito acima do registrado por qualquer outro mercado emissor.
Os chilenos vieram logo depois, com 324.193 chegadas, e os americanos apareceram em seguida, com 231.767 visitantes. O retrato é claro: o Brasil surfa muito forte entre os vizinhos sul-americanos, mas também mantém tração consistente em mercados mais distantes e de alto valor.
A Embratur vem reforçando que a ampliação da conectividade aérea internacional virou peça central da estratégia de crescimento, com foco em novas rotas, negociações com companhias e uso de inteligência de mercado para atrair mais voos e transformar interesse em desembarque real.
Março fechou o trimestre com mais um estouro
O trimestre já vinha forte, mas março empurrou o resultado para um nível ainda maior. Só no terceiro mês do ano, o Brasil recebeu 1.053.098 turistas internacionais, alta de 13% sobre março de 2025.
Foi o melhor março da série e o fechamento perfeito para um verão em que o fluxo estrangeiro seguiu pressionando os próprios recordes do país.
Antes disso, janeiro já havia aberto 2026 com 1.401.476 visitantes internacionais, enquanto fevereiro levou o acumulado dos dois primeiros meses para mais de 2,6 milhões. O trimestre inteiro, portanto, não foi um pico isolado.
Foi uma sequência de meses fortes, com o Brasil sustentando crescimento e espalhando esse avanço por diferentes mercados.
Rio e São Paulo seguem gigantes, mas o mapa começa a se espalhar
Na aviação, São Paulo e Rio de Janeiro continuaram como as maiores portas de entrada, com 855.191 e 843.615desembarques internacionais no trimestre.
No consolidado de todos os modais, o Rio assumiu a dianteira, com 884.535chegadas, à frente de São Paulo, com 866.751.
Também ganharam força estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mostrando que o fluxo estrangeiro está mais distribuído do que antes.
Esse espalhamento ajuda a explicar por que o setor olha 2026 com tanto apetite. Em março, a Embratur também destacou crescimento de 50,21% na entrada de turistas estrangeiros em sete estados do
Nordeste no primeiro bimestre, impulsionado pela combinação de promoção internacional e mais oferta aérea. O recado é direto: o Brasil não depende só de um ou dois cartões-postais para crescer.
O Brasil entra em 2026 com cara de destino quente de verdade
Quando um país bate recorde depois de já ter feito seu melhor ano histórico, o sinal muda de tamanho.
O Brasil saiu de uma fase de recuperação e entrou em um momento de consolidação, com turistas estrangeiros chegando em massa, argentinos dominando a dianteira e chilenos e americanos reforçando a base de crescimento.
A disputa agora não é mais para provar que o país pode atrair o mundo. É para medir até onde essa alta ainda pode ir em 2026.
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