Início Após prejuízos causados pela crise hídrica, Brasil passa a depender menos do clima e mais das energias renováveis

Após prejuízos causados pela crise hídrica, Brasil passa a depender menos do clima e mais das energias renováveis

10 de dezembro de 2021 às 08:56
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Ilustração energias renováveis – foto: freepik/Reprodução

Empresas brasileiras buscam diminuir sua dependência climática, e passam a investir mais das energias renováveis como a energia solar, energia eólica e biomassa que demonstraram crescimentos exponenciais nos últimos anos

Há cerca de 20 anos, empresas e pessoas foram obrigadas a diminuir o consumo de energia elétrica, pois o país não se preparou para uma crise hídrica. Este ano, novamente o Brasil se viu sob risco de racionamento energético por ainda depender do clima. Com o intuito de conter a estiagem, o Governo Federal acionou as termelétricas, que geram energia mais cara e poluente. Em um momento em que os países discutem formas de criar uma economia de baixo carbono, a dúvida é como o Brasil poderia ter uma dependência maior de energias renováveis e confiáveis como a energia eólica e energia solar para evitar uma crise hídrica.

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Apenas 65% da energia produzida vem de fontes hídricas

O Brasil conta com condições climáticas que permitiriam usar mais fontes de energia eólica e energia solar. Entretanto foi construído um sistema de energético baseado em fontes que dependem do clima, como a hídrica.

Nos últimos anos, vários fatores como o aumento do uso de água e as mudanças do clima, fizeram com que a oferta de água para as hidrelétricas ficasse menor, causando maiores riscos de crise hídrica. Dependendo cada vez mais do acionamento das termelétricas, o preço da energia aumentou naturalmente. Há 20 anos, cerca de 80% da eletricidade vinha da fonte hídrica e de lá para cá, investimentos fizeram com que essa porcentagem caísse para 65% com o uso de energias renováveis como energia solar, energia eólica e biomassa.

A capacidade instalada em energia eólica entre 2005 e 2020 saiu dos pequenos 22 MW para quase 18 mil MW, de acordo com informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Já em relação à energia solar, que é mais recente, os investimentos começaram em 2017. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirmam que a potência instalada cresceu, nos últimos 5 anos, cerca de dez vezes, chegando a quase 11 mil MW este ano.

Brasil poderá entrar no topo dos cinco maiores mercados de energia solar nos próximos anos

De acordo com o fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, houve uma melhora, mas a matriz energética nacional ainda depende muito do clima. O país precisa de uma matriz mais focada em energias renováveis.

Segundo o presidente da STI Norland, Javier Reclusa, a empresa obteve um crescimento médio de 250% ao ano. Segundo o executivo, o Brasil tem um potencial enorme e pode aumentar a participação em energia solar em sua matriz de energias renováveis de 3% para 40% nos próximos anos, podendo chegar entre os cinco maiores mercados de energia solar nos próximos anos.

Empresas investindo em energia eólica

Atualmente, diversas empresas utilizam energia eólica em sua linha de produção. Como é o caso da Honda que inaugurou um parque de energia eólica de 27 MW no Rio Grande do Sul.

Ao total, a empresa investiu aproximadamente R$ 128 milhões para suprir as demandas de energia nas fábricas de Itirapina e Sumaré, no interior de SP. De acordo com o economista chefe da MB Associados, Sérgio Vale, a crise hídrica de 2001 pegou o Brasil em um momento econômico melhor que o de hoje em dia, pois estamos vindo de duas recessões, desempregos e inflações mais elevadas. Sendo assim, a crise hídrica é um dos elementos que trazem preocupação para o próximo ano.

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