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Após décadas de medo, britânicos investem milhões e iniciam remoção dos mastros de navio afundado na 2ª Guerra que guarda 1400 toneladas de explosivos

Publicado em 10/04/2026 às 20:43
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Imagem: Ilustração
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Operação britânica de 9,5 milhões de libras tentará remover os mastros do SS Richard Montgomery, naufrágio que ainda guarda explosivos no Tâmisa

Autoridades britânicas vão retirar os mastros do navio SS Richard Montgomery, naufrágio da Segunda Guerra Mundial que ainda guarda cerca de 1400 toneladas de explosivos no estuário do rio Tâmisa, perto de Sheerness, em uma operação estimada em 9,5 milhões de libras.

Carga intacta da navio

O SS Richard Montgomery era um cargueiro da classe Liberty. Ele encalhou em agosto de 1944 enquanto transportava munições destinadas às forças aliadas na invasão da Normandia.

Pouco mais de um mês depois do acidente, as tentativas de resgate foram abandonadas. A embarcação ficou totalmente alagada, e a maior parte da carga explosiva permaneceu intacta nos porões dianteiros do naufrágio.

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Mastros sob risco

Os mastros do navio seguem visíveis acima da superfície e se tornaram um marco. Ao mesmo tempo, mantêm a preocupação em torno do naufrágio e de sua estabilidade.

Especialistas consideram essencial remover os mastros para evitar que um colapso da estrutura atinja o material altamente inflamável que permanece logo abaixo.

A operação busca reduzir esse risco e enfrentar ameaças externas recentes.

Ameaça de drones

As autoridades britânicas avaliam que o naufrágio é vulnerável a ataques com drones.

Katja Bego, pesquisadora do Chatham House ouvida pelo jornal The Telegraph, afirmou que não é preciso um ator estatal altamente sofisticado para realizar sabotagem com drones comerciais.

Avaliações governamentais anteriores apontaram que uma eventual detonação poderia causar danos massivos e perda de vidas.

Também haveria formação de uma onda de até cinco metros, com potencial para atingir a costa e infraestruturas críticas.

Entre os pontos ameaçados está um importante terminal de gás natural liquefeito.

Como medida preventiva, foi criada uma zona de exclusão aérea ao redor do local, proibindo voos de aeronaves e drones em um raio de aproximadamente 1,8 km.

Operação atrasada

Apesar da urgência, o projeto passou por atrasos sucessivos. Anunciado anos atrás e previsto inicialmente para começar em 2022, o plano acabou sendo adiado várias vezes antes da confirmação da remoção.

Agora, o Departamento de Transportes britânico confirmou a seleção de uma empresa especializada para conduzir os trabalhos.

A retirada dos mastros está prevista entre abril de 2026 e março de 2027, podendo variar conforme as condições climátcias.

Em nota enviada à BBC News, o departamento afirmou que a prioridade será garantir a segurança do público e reduzir qualquer risco representado pelo SS Richard Montgomery.

Também disse que o estado dos destroços segue estável e contniua sendo monitorado por especialistas.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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