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Apesar de ser a terceira maior estrada federal do Brasil, a rodovia Transamazônica (BR-230) ainda possui diversos trechos sem asfalto; o projeto, que vai da Paraíba até o Amazonas, é marcado por terrenos instáveis e áreas sujeitas a alagamentos

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 24/02/2026 às 10:29
Atualizado em 24/02/2026 às 10:30
Assista o vídeoEntenda por que a rodovia Transamazônica, a BR-230, ainda possui longos trechos sem asfalto, quais são os desafios do solo amazônico e como a obra iniciada no regime militar segue gerando debates até hoje.
Entenda por que a rodovia Transamazônica, a BR-230, ainda possui longos trechos sem asfalto, quais são os desafios do solo amazônico e como a obra iniciada no regime militar segue gerando debates até hoje.
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Entenda por que a rodovia Transamazônica, a BR-230, ainda possui longos trechos sem asfalto, quais são os desafios do solo amazônico e como a obra iniciada no regime militar segue gerando debates até hoje.

A rodovia Transamazônica voltou ao centro das discussões depois que uma expedição transmitida ao vivo revelou as condições reais de parte do trajeto. A jornada foi liderada por Ricardo Freitas, conhecido como Ricardinho ACF, a bordo de uma picape preparada para terrenos extremos.

As imagens chamaram atenção nas redes sociais. Apesar do uso de veículos 4×4 e até de um UTV, o cotidiano da rodovia é formado por caminhões carregados, ônibus interestaduais, carros de passeio e motocicletas. A ausência de asfalto em determinados pontos transforma qualquer viagem em um desafio.

Assim, muitos brasileiros passaram a questionar: por que uma rodovia com mais de 4 mil quilômetros ainda não é totalmente pavimentada?

Por que a rodovia Transamazônica não tem asfalto em vários trechos?

A BR-230 começa em Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. No Nordeste, grande parte da rodovia é asfaltada. No entanto, ao avançar pelo Pará e adentrar a floresta amazônica, o cenário muda.

O principal obstáculo está no solo. A região apresenta terrenos instáveis e extensas áreas sujeitas a alagamentos. Durante o período de chuvas, entre dezembro e maio, a terra se transforma em uma argila espessa. Caminhões atolam. Ônibus atrasam. Moradores enfrentam isolamento temporário.

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Fora da temporada de chuvas, o tráfego melhora. Porém, ainda assim, as condições exigem atenção redobrada. A mesma situação ocorre na BR-319, que também enfrenta discussões sobre viabilidade de asfaltamento.

Em 2020, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, anunciou planos de pavimentação em trechos dessas rodovias. Contudo, até hoje, o serviço não foi concluído e continua gerando debates técnicos e ambientais.

Uma obra marcada por controvérsias desde a origem

A rodovia Transamazônica nasceu durante o regime militar, dentro do Programa de Integração Nacional. O presidente Emílio Garrastazu Médici defendia que a estrada estimularia o desenvolvimento da Região Norte e ajudaria a enfrentar problemas sociais no Nordeste.

Entretanto, o projeto nunca foi consenso. Dentro do próprio governo havia alertas sobre riscos ambientais e falta de planejamento. 

Mesmo assim, a obra avançou rapidamente. Militares participaram diretamente da construção, mesmo sem experiência específica em grandes rodovias na floresta.

O impacto foi profundo. Houve desmatamento para abertura da estrada e instalação de projetos agropecuários. Comunidades locais foram deslocadas. Espécies nativas foram afetadas. 

Décadas depois, críticos afirmam que, além de não cumprir integralmente a promessa de progresso, a rodovia facilitou o avanço do garimpo ilegal e do desmatamento.

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Regina Bernadete Fraga
Regina Bernadete Fraga
28/02/2026 19:31

Precisa Bolsonaro voltar pra asfaltar pouca vergonha as pessoas envolvidas nao interessa asfaltar senão como vão roubar nosso dinheiro pois é nós brasileiros que pagamos os impostos tenham ****

Joyce Saldanha
Joyce Saldanha
Em resposta a  Regina Bernadete Fraga
01/06/2026 23:53

Amiga, esse não é o motivo para ela não ser totalmente asfaltada. Porque quando essa rodovia chega na Amazônia, a própria mata não deixa a obra ser finalizada pq a mata é densa e a floresta sempre adentra essa rodovia. É a própria natureza que não deixa o homem terminar a obra. Isso não tem nada a ver com lados políticos.

Gilberto Carvalho
Gilberto Carvalho(@gilberto11311)
Active Member
25/02/2026 13:47

A rodovia 319 já foi toda asfaltada no passado. Foram os empresários que fazem o transporte fluvial entre Manaus e Porto Velho que, com uso de máquinas, retiraram todo o asfalto, para acabar com a concorrência do transporte rodoviário.

Última edição em 3 meses atrás por Gilberto Carvalho
Lito
Lito
Em resposta a  Gilberto Carvalho
25/02/2026 14:20

isso é fake

Fala a verdade!
Fala a verdade!
Em resposta a  Gilberto Carvalho
25/02/2026 17:53

Não tem vergonha em mentir, Pinóquio?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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