Entenda por que a rodovia Transamazônica, a BR-230, ainda possui longos trechos sem asfalto, quais são os desafios do solo amazônico e como a obra iniciada no regime militar segue gerando debates até hoje.
A rodovia Transamazônica voltou ao centro das discussões depois que uma expedição transmitida ao vivo revelou as condições reais de parte do trajeto. A jornada foi liderada por Ricardo Freitas, conhecido como Ricardinho ACF, a bordo de uma picape preparada para terrenos extremos.
As imagens chamaram atenção nas redes sociais. Apesar do uso de veículos 4×4 e até de um UTV, o cotidiano da rodovia é formado por caminhões carregados, ônibus interestaduais, carros de passeio e motocicletas. A ausência de asfalto em determinados pontos transforma qualquer viagem em um desafio.
Assim, muitos brasileiros passaram a questionar: por que uma rodovia com mais de 4 mil quilômetros ainda não é totalmente pavimentada?
-
Um ferro-velho virou um museu de aviões a céu aberto, feito de fuselagens aposentadas e com negócio até com a Embraer, onde dá para entrar nas aeronaves, brincar de dar partida nos motores e levar um avião inteiro para casa por cerca de 100 mil reais
-
Usando imagens de satélite de alta resolução, arqueólogos redescobriram a cidade egípcia de Imet, soterrada por séculos no Delta do Nilo, revelando raras casas de vários andares, celeiros e uma estrada sagrada ligada à deusa cobra Wadjet, de cerca de 2.400 anos atrás
-
China estreia cruzeiro sem destino com navio gigante feito no país, parte de Xangai por 3 dias sem paradas e transforma o próprio barco em atração, num novo jeito de viajar sem correr entre portos pela costa chinesa
-
Inconformada com famílias dormindo nas ruas de São Paulo, prefeitura criou vilas com casas modulares de 18 m², banheiro, pia, camas, geladeira, fogão, lavanderia, horta e até estacionamento para carroças para ajudar pessoas a reconstruírem a vida longe dos abrigos lotados
Por que a rodovia Transamazônica não tem asfalto em vários trechos?
A BR-230 começa em Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. No Nordeste, grande parte da rodovia é asfaltada. No entanto, ao avançar pelo Pará e adentrar a floresta amazônica, o cenário muda.
O principal obstáculo está no solo. A região apresenta terrenos instáveis e extensas áreas sujeitas a alagamentos. Durante o período de chuvas, entre dezembro e maio, a terra se transforma em uma argila espessa. Caminhões atolam. Ônibus atrasam. Moradores enfrentam isolamento temporário.
Fora da temporada de chuvas, o tráfego melhora. Porém, ainda assim, as condições exigem atenção redobrada. A mesma situação ocorre na BR-319, que também enfrenta discussões sobre viabilidade de asfaltamento.
Em 2020, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, anunciou planos de pavimentação em trechos dessas rodovias. Contudo, até hoje, o serviço não foi concluído e continua gerando debates técnicos e ambientais.
Uma obra marcada por controvérsias desde a origem
A rodovia Transamazônica nasceu durante o regime militar, dentro do Programa de Integração Nacional. O presidente Emílio Garrastazu Médici defendia que a estrada estimularia o desenvolvimento da Região Norte e ajudaria a enfrentar problemas sociais no Nordeste.
Entretanto, o projeto nunca foi consenso. Dentro do próprio governo havia alertas sobre riscos ambientais e falta de planejamento.

Mesmo assim, a obra avançou rapidamente. Militares participaram diretamente da construção, mesmo sem experiência específica em grandes rodovias na floresta.
O impacto foi profundo. Houve desmatamento para abertura da estrada e instalação de projetos agropecuários. Comunidades locais foram deslocadas. Espécies nativas foram afetadas.
Décadas depois, críticos afirmam que, além de não cumprir integralmente a promessa de progresso, a rodovia facilitou o avanço do garimpo ilegal e do desmatamento.


Precisa Bolsonaro voltar pra asfaltar pouca vergonha as pessoas envolvidas nao interessa asfaltar senão como vão roubar nosso dinheiro pois é nós brasileiros que pagamos os impostos tenham ****
Amiga, esse não é o motivo para ela não ser totalmente asfaltada. Porque quando essa rodovia chega na Amazônia, a própria mata não deixa a obra ser finalizada pq a mata é densa e a floresta sempre adentra essa rodovia. É a própria natureza que não deixa o homem terminar a obra. Isso não tem nada a ver com lados políticos.
A rodovia 319 já foi toda asfaltada no passado. Foram os empresários que fazem o transporte fluvial entre Manaus e Porto Velho que, com uso de máquinas, retiraram todo o asfalto, para acabar com a concorrência do transporte rodoviário.
isso é fake
Não tem vergonha em mentir, Pinóquio?