Morador ausente desligou aquecimento durante nevascas intensas, provocando rompimento de canos, congelamento generalizado e danos graves em triplex de Trois-Rivières, descobertos meses depois durante reforma e resultando em despejo oficial
Um apartamento em Quebec, no Canadá, transformou-se em um castelo de gelo neste inverno após um morador desligar a calefação durante fortes nevascas, causando vazamentos, canos rompidos e congelamento, afetando um prédio em Trois-Rivières e exigindo intervenção imediata.
O inquilino permaneceu meses fora do apartamento e decidiu desligar o sistema de aquecimento, ignorando alertas comuns em períodos de frio intenso na região.
Sem calefação, o frio extremo provocou o estouro dos canos, liberando água por todos os cômodos e criando uma camada espessa de gelo.
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O imóvel afetado era um triplex localizado em um prédio com outras unidades semelhantes, o que aumentou a preocupação com possíveis danos estruturais.
Descoberta durante reforma
A situação permaneceu oculta por longo período, até que reformas em outras habitações exigiram acesso ao apartamento vazio pelo síndico responsável.
Ao entrar no imóvel, o síndico encontrou água congelada em tetos, paredes e pisos, além de formações pontiagudas semelhantes a estalactites.
A cena foi descrita como extrema pelo gestor da empresa de administração imobiliária Logispro Mauricie, Jacques Nault.
Ele afirmou nunca ter visto situação semelhante em um imóvel residencial, destacando o desconhecimento de muitos moradores sobre riscos do desligamento do aquecimento.
Economia que gera prejuízo
Em entrevista ao portal canadense Noovo Info, Nault explicou que moradores desligam a calefação para economizar durante ausências prolongadas.
Segundo ele, o custo de vida elevado leva pessoas a acreditarem que o aquecimento não faz diferença quando o apartamento está vazio.
Nault alertou que essa prática pode gerar prejuízos muito superiores à economia pretendida com a redução da conta de luz.
Danos e consequências
Havia água nos tetos e paredes, condição que favorece o surgimento de mofo e exige remoção completa de estruturas internas.
A administração informou que tudo será retirado, seco e reconstruído conforme a cobertura prevista pelo seguro do edifício.
Apesar da gravidade, os apartamentos vizinhos não foram afetados, evitando danos ainda maiores ao conjunto habitacional.
O inquilino também era inadimplente, com aluguéis pendentes, e foi oficialmente despejado na última segunda-feira, dia 5, encerrando um episódio que expôs riscos da negligência.
Com informações de Casa Vogue.

