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Aos 29 anos, ela trabalha menos de 4 meses por ano, fatura R$ 55 mil por mês e vive isolada no mar: a escolha fora do padrão de uma jovem engenheira

Escrito por Ana Alice
Publicado em 25/01/2026 às 14:00
Engenheira norueguesa trabalha 115 dias por ano em plataforma no Mar do Norte e recebe cerca de R$ 55 mil por mês em rotina fora do padrão. (Imagem: Elisabeth Sahl/Jonny Engelsvoll/Equinor)
Engenheira norueguesa trabalha 115 dias por ano em plataforma no Mar do Norte e recebe cerca de R$ 55 mil por mês em rotina fora do padrão. (Imagem: Elisabeth Sahl/Jonny Engelsvoll/Equinor)
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Rotina concentrada em alto-mar, longos períodos de folga e uma carreira fora do padrão explicam como uma engenheira norueguesa antes dos 30 anos combina poucos dias trabalhados no ano com uma remuneração elevada em um dos setores mais exigentes da indústria.

Com turnos concentrados em ciclos de duas semanas em alto-mar e longos períodos de folga em terra firme, a norueguesa Amalie Lundstad, de 29 anos, mantém uma rotina de trabalho pouco comum para padrões urbanos.

Ela atua como engenheira de processos em plataformas de petróleo no Mar do Norte, região conhecida pelas condições climáticas adversas e por operações industriais de grande escala.

Reportagens publicadas na imprensa internacional indicam que profissionais com esse perfil podem receber entre 900 mil e 1,3 milhão de coroas norueguesas por ano, valor que varia conforme função, tempo de experiência e adicionais previstos em contrato.

Em conversões feitas por veículos brasileiros, essa remuneração costuma aparecer como um salário mensal próximo de R$ 55 mil, antes de impostos e descontos.

Os números chamam atenção, mas estão diretamente associados a um modelo de trabalho específico, que concentra a jornada em períodos intensivos.

No regime offshore, os dias de trabalho não se distribuem de forma contínua ao longo do ano.

Em vez disso, as atividades se concentram em ciclos fechados, intercalados por longas sequências de descanso em terra.

Escala offshore e a lógica dos 115 dias trabalhados

Segundo o Portal6, o modelo mais comum em plataformas no Mar do Norte prevê embarques de 14 dias consecutivos.

Durante esse período, o profissional permanece integralmente na unidade, sem retornos ao continente.

Ao final do ciclo, inicia-se uma fase de folga que pode ter duração semelhante, dependendo da escala adotada pela empresa.

Com essa dinâmica, o total de dias efetivamente trabalhados ao longo do ano pode ficar em torno de 115, número frequentemente citado em reportagens brasileiras sobre o tema.

Trata-se de um cálculo baseado na soma dos períodos de embarque, e não em uma jornada semanal tradicional.

O deslocamento até a plataforma também integra a rotina de trabalho.

Em operações próximas à costa da Noruega, o trajeto costuma envolver voos domésticos e, na etapa final, transporte por helicóptero.

Esse tipo de logística é padrão na indústria offshore e segue protocolos específicos de segurança.

Formação profissional e adaptação ao trabalho em plataformas

Antes de ingressar no setor de óleo e gás, Amalie Lundstad passou pelo serviço militar, experiência mencionada em reportagens internacionais como parte de sua trajetória profissional.

Segundo esses relatos, o treinamento anterior contribuiu para a adaptação a ambientes com regras rígidas, hierarquias bem definidas e exigência constante de atenção a procedimentos.

Já na plataforma, a rotina é marcada por tarefas técnicas que variam conforme a operação do dia.

Em entrevista citada pela imprensa estrangeira, a engenheira afirmou que “nenhum dia é igual ao outro”, ao se referir às demandas que surgem ao longo dos turnos.

A declaração aparece associada a atividades de monitoramento, ajustes de processo e resposta a situações operacionais.

Os horários também seguem um padrão específico.

As jornadas podem começar ainda de madrugada ou no início da noite, com alternância entre turnos diurnos e noturnos ao longo dos embarques.

(Imagem: Reprodução)
(Imagem: Reprodução)

Esse modelo exige adaptações no sono e na alimentação, realidade comum entre trabalhadores offshore.

Segurança operacional no centro da rotina offshore

Em plataformas de petróleo, a segurança é tratada como prioridade operacional.

A presença de equipamentos de alta pressão, substâncias inflamáveis e sistemas complexos faz com que cada tarefa seja precedida por checagens e autorizações formais.

Na Noruega, a atividade offshore é regulada por órgãos governamentais que acompanham indicadores de risco e registram incidentes ao longo do tempo.

Relatórios públicos do setor apontam que o monitoramento contínuo e a padronização de procedimentos são medidas adotadas para reduzir a ocorrência de acidentes.

Além das operações na plataforma, o transporte aéreo também é parte relevante do debate sobre segurança.

O uso de helicópteros no Mar do Norte já motivou investigações e ajustes em protocolos após ocorrências registradas na região.

Esses episódios levaram empresas e autoridades a revisarem procedimentos sempre que necessário.

Salário elevado e impactos além da remuneração

Os valores associados à carreira offshore costumam incluir adicionais por periculosidade, trabalho noturno e permanência em local remoto.

Por isso, a remuneração anual pode variar de forma significativa entre profissionais que exercem funções semelhantes.

Embora o montante financeiro seja um dos aspectos mais destacados nas reportagens, ele não é o único elemento considerado por quem atua no setor.

O regime de embarque implica ausência prolongada de casa, o que afeta a participação em datas comemorativas e compromissos familiares.

Segundo especialistas em mercado de trabalho ouvidos em reportagens sobre o tema, esse tipo de escala exige planejamento pessoal e apoio fora do ambiente profissional.

A adaptação não envolve apenas resistência física, mas também capacidade de lidar com períodos de isolamento e mudanças frequentes de rotina.

Mesmo com longas folgas em terra, o tempo fora da plataforma costuma ser dividido entre descanso, reorganização da vida cotidiana e preparação para o próximo embarque.

Dessa forma, o calendário anual acaba sendo estruturado em função dos ciclos de trabalho.

Histórias como a de Amalie Lundstad ajudam a ilustrar um modelo de carreira que foge do padrão tradicional, mas levantam uma questão recorrente em reportagens sobre o tema.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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