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Aos 17 anos, jovem que mora dentro de trens com passe ilimitado de US$ 10 mil viaja 900 km diariamente e testemunha paisagens únicas em vários países

Publicado em 23/11/2025 às 09:37
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Com apenas 17 anos, o alemão Lasse Stolley vive há mais de um ano viajando em trens pela Europa — Foto: Instagram / @lassestolley / Reprodução
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Aos 17 anos, Lasse Stolley transforma vagões em casa, percorre 900 km por dia, trabalha durante as viagens e relata tudo nas redes sociais

Lasse Stolley, de 17 anos, vive há mais de um ano dentro de trens da Deutsche Bahn, usando uma passagem anual ilimitada que custa cerca de US$ 10 mil. Ele adotou esse estilo porque queria mobilidade total e acabou criando uma rotina pouco comum, já que passa por cerca de 900 km por dia viajando pela Europa.

Além disso, ele escolheu sempre a primeira classe, o que permite descansar melhor durante as longas rotas.

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O nômade dos trens: Um cotidiano totalmente sobre trilhos

As noites acontecem em trens noturnos. Ele dorme em cabines, toma café da manhã no vagão-restaurante e organiza tarefas simples em pias, como lavar roupas.

Também utiliza piscinas públicas e centros comunitários para tomar banho, portanto mantém uma rotina básica mesmo sem casa fixa.

Ele compartilha tudo nas redes sociais e no próprio blog. Esses relatos inspiram outros jovens porque mostram que um estilo de vida nômade é possível com poucos itens.

Trens, Jovem, Alemanha
Durante as viagens, Lasse trabalha como engenheiro de software dentro dos trens — Foto: Instagram / @lassestolley / Reprodução

Escolhas que criam novas experiências

O jovem contou que aprecia a liberdade de decidir o destino no mesmo dia. Em uma publicação, escreveu que pode tomar café no Mar Báltico e ver o pôr do sol nos Alpes, o que reforça como as possibilidades parecem infinitas.

Essa autonomia também o levou a visitar monumentos históricos e caminhar em parques nacionais. Em determinado momento, conseguiu até observar a aurora boreal na Escandinávia, algo que descreveu como marcante.

Trens, Jovem, Alemanha
Quando não está trabalhando, o jovem faz passeios turísticos no norte do continente — Foto: Instagram / @lassestolley / Reprodução

A decisão que mudou tudo ainda muito jovem

Lasse saiu de Fockbek, no norte da Alemanha, em 2022, após convencer seus pais de que conseguiria viver dessa forma. Os pertences cabem em apenas uma mochila.

O guarda-roupa reúne quatro camisetas e dois pares de calças, o que combina com a proposta de levar apenas o essencial, já que precisa se movimentar com facilidade durante as viagens.

Atualmente, o jovem parece ter flexibilizado um pouco mais sua jornada nos trens

Atualmente, Lasse Stolley parece ter ajustado o ritmo da sua jornada sobre trilhos: ele continua usando o passe anual ilimitado da Deutsche Bahn para se mover livremente, porque descobriu maneiras de tornar esse estilo de vida mais sustentável e confortável.

Ele ainda trabalha como programador remoto, aproveitando Wi-Fi nos trens e tempo de viagem “ocioso” para tocar seus projetos, além disso escolhe com mais cuidado os trechos que vai percorrer para balancear exploração e descanso.

Segundo relatos, ele reduziu o volume de deslocamentos extremos diários, procurando situar‐se por mais horas num destino antes de seguir em frente, portanto evita o desgaste de mudança contínua.

Trens, Jovem, Alemanha
Com apenas 17 anos, o alemão Lasse Stolley vive há mais de um ano viajando em trens pela Europa — Foto: Instagram / @lassestolley / Reprodução

Também investiu em rotinas de higiene e conforto — frequentando mais piscinas públicas ou cafés de estação com lounges da DB — de modo a manter esse estilo nômade de forma mais viável.

Ele diz que o “lar sobre trilhos” continua sendo uma enorme fonte de liberdade, porque cada manhã pode abrir uma paisagem diferente e a noite termina em um vagão com vista móvel.

Mesmo assim, ele admite que ajustes foram necessários: os atrasos, greves e a constante mudança cobram seu preço, então hoje ele opta por trajetos que combinam trabalho, lazer e descanso, e essa flexibilidade é o que faz a experiência continuar sendo viável e inspiradora.

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Lamborguini, Viagens
Connor ‘Camperghini’ vendeu sua casa para comprar Lamborghini e viajar o mundo — Foto: Reprodução/Instagram

Aos 28 anos, Connor acreditava ter alcançado o que muitos consideram sucesso. Ele mantinha uma empresa própria, vivia em uma casa confortável e seguia uma rotina estável. No entanto, depois do término de um relacionamento e da morte de um amigo próximo, percebeu que algo precisava mudar, porque já não encontrava sentido em repetir os mesmos passos todos os dias. Então, resolver investir pesado um uma Lamborghine Urus.

Essa fase difícil o levou a refletir intensamente sobre o rumo de sua vida. Ele contou ao jornal britânico The Sun que trabalhava até 18 horas por dia há mais de uma década.

Portanto, ao se ver diante de perdas tão significativas, decidiu que não queria continuar caminhando em uma estrada que já não parecia sua.

A decisão de vender tudo

A conclusão foi extrema. Connor escolheu vender absolutamente tudo o que tinha para comprar uma Lamborghini Urus, avaliada em cerca de US$ 200 mil.

Para muitos, essa escolha pareceria impulsiva. Para ele, era o início de uma nova etapa.

A compra não era apenas sobre luxo. Era sobre mudar o próprio estilo de vida. Uma linha apenas para dar ritmo.

Connor transformou o SUV em uma casa sobre rodas. Ele adaptou o interior com cama, geladeira, fogão, teto solar panorâmico e internet via satélite Starlink.

Além disso, instalou painéis solares e um filtro de água, garantindo autonomia total para longas viagens sem depender de estrutura externa.

A criação do Camperghini

O nome dessa invenção curiosa não tardou a surgir. Ele batizou a máquina de “Camperghini”, uma junção de camper com Lamborghini.

Segundo ele, a ideia unia liberdade, aventura e a sensação de dirigir um carro esportivo que, ao mesmo tempo, era o próprio lar.

Para Connor, a experiência não se resume ao carro em si. Ele afirma que a graça está na oportunidade de cruzar o mundo em um veículo tão incomum.

E reforça que a sensação de independência é o verdadeiro luxo que buscava há anos.

Apesar disso, a rotina é simples. Ele dorme sobre uma placa de alumínio com um colchonete de acampamento. Os banhos são improvisados em lava rápidos, enquanto o carro é lavado.

A vida minimalista tornou-se parte essencial do processo de autoconhecimento que ele busca diariamente.

Um estilo de vida documentado nas redes

Connor compartilha cada etapa da jornada nas redes sociais. Já acumula quase 300 mil seguidores e, para manter certa privacidade, evita divulgar o sobrenome.

O nome Camperghini virou sua marca pessoal e acompanha todas as publicações.

As viagens não se limitam a registros rápidos. Ele costuma mostrar paisagens, encontros, dificuldades, rotinas e até momentos de reflexão.

Além disso, descreve situações que vive com outros viajantes, criando conexões que tornam o percurso mais leve.

A travessia pela Europa

Desde que iniciou a aventura, a Lamborghini adaptada cruzou diversos países europeus. Connor já dirigiu pela Romênia, Hungria, Bulgária, Suíça, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido.

Cada parada trouxe novos cenários, conversas inesperadas e experiências que ele afirma jamais esquecer.

Ele mantém o hábito de explorar locais históricos, trilhas ao ar livre e regiões afastadas. Muitas vezes, estaciona em áreas rurais ou montanhosas para fazer churrascos ao ar livre, outra atividade que se tornou parte da rotina.

Rotas menos convencionais

Nos últimos meses, Connor escolheu caminhos ainda mais improváveis. Ele avançou para destinos como Moldávia, Bielorrússia, Sérvia, Cazaquistão, Turcomenistão e Rússia.

O objetivo é visitar todos os países do mundo, incluindo territórios de acesso restrito, como a Coreia do Norte.

Durante os trajetos, ele também conhece pessoas por meio de aplicativos como o Tinder. Quando combina encontros, o passeio ocorre sempre a bordo do Camperghini, o que costuma gerar surpresa e curiosidade imediata.

Uma vida construída na estrada

Segundo ele, o maior tesouro dessa jornada são as memórias. Connor afirma que imagina conversar com os netos no futuro e contar sobre cada aventura que viveu.

Portanto, continua viajando sem pressa, sempre com o mesmo espírito que o fez abandonar tudo.

De acordo com o The Sun, os próximos destinos incluem países da África e do sul da Ásia. Connor segue determinado a continuar explorando o mundo, mantendo a mesma visão livre que o levou a transformar um carro de luxo em símbolo de uma vida completamente reinventada.

Com informações de Gq.globo.

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Romário Pereira de Carvalho

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