Criado por Evan Budz, da 10ª série em Burlington, o robô subaquático foi premiado pela Youth Science Canada em 15 de maio de 2026 após competir na Regeneron ISEF em Phoenix, usando imagens holográficas e inteligência artificial para detectar microplásticos em tempo real no oceano com sistema holográfico 3D embarcado.
O robô subaquático criado pelo estudante canadense Evan Budz, de Burlington, em Ontário, ganhou destaque internacional ao transformar uma ideia inspirada em tartarugas marinhas em uma plataforma de detecção de microplásticos em tempo real. O reconhecimento veio em 15 de maio de 2026, em comunicado da Youth Science Canada, após a participação na Regeneron ISEF, realizada em Phoenix, no Arizona.
Budz, aluno da 10ª série, recebeu o Prêmio Gordon E. Moore de US$ 50 mil por Resultados Positivos para as Gerações Futuras. O projeto usa um robô autopropelido, desenvolvido anteriormente para nadar como uma tartaruga marinha, agora equipado com câmera holográfica 3D, imagens holográficas e inteligência artificial para identificar partículas quase invisíveis no ambiente aquático.
Robô inspirado em tartaruga marinha virou ferramenta contra microplásticos

A proposta de Evan Budz chama atenção porque parte de uma solução de robótica bioinspirada. O robô foi concebido para se mover de forma semelhante a uma tartaruga marinha, o que aproxima o projeto de uma lógica de deslocamento adaptada ao ambiente subaquático, em vez de depender apenas de um formato mecânico convencional.
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Na nova etapa apresentada na feira, o estudante transformou essa base em uma plataforma de detecção de microplásticos. A inovação não está apenas em fazer o robô nadar, mas em usá-lo como um observador ativo dentro da água, capaz de analisar o ambiente enquanto se desloca.
Câmera holográfica 3D leva a detecção para dentro do oceano
O ponto técnico mais forte do projeto é o uso de um sistema de câmera holográfica 3D. Segundo a Youth Science Canada, a tecnologia foi integrada ao robô para permitir a detecção in situ de microplásticos, ou seja, diretamente no ambiente onde essas partículas estão presentes.
Esse detalhe muda a forma como o problema é observado. Em vez de depender apenas de coletas posteriores e análises externas, o projeto busca revelar microplásticos em tempo real. Para uma ameaça quase invisível, enxergar dentro da água no momento da detecção é parte essencial do avanço proposto pelo estudante.
Inteligência artificial ajuda a interpretar imagens holográficas

A inteligência artificial entra no projeto como ferramenta de leitura e interpretação das imagens holográficas. A fonte informa que o sistema usa imagens holográficas e IA para detectar microplásticos em tempo real, conectando robótica, visão computacional e engenharia ambiental em uma mesma solução.
Essa combinação ajuda a explicar por que o trabalho foi reconhecido na categoria de Engenharia Ambiental. O robô não foi premiado apenas por ser uma máquina subaquática curiosa, mas por propor uma aplicação prática para um problema ambiental que exige métodos de detecção cada vez mais precisos.
Prêmio de US$ 50 mil veio na maior feira científica jovem do mundo

Evan Budz recebeu o Prêmio Gordon E. Moore de US$ 50 mil e também foi reconhecido com o Primeiro Grande Prêmio em Engenharia Ambiental. Além disso, o estudante recebeu dois Prêmios Especiais, segundo a lista divulgada pela Youth Science Canada.
A Regeneron ISEF 2026 ocorreu em Phoenix, Arizona, de 9 a 15 de maio. A competição reuniu 1.727 finalistas de 67 países, regiões e territórios, sendo apresentada pela fonte como a maior competição científica para jovens do mundo. Nesse cenário, o robô canadense conseguiu se destacar entre projetos de áreas muito diferentes da ciência e da tecnologia.
Equipe canadense saiu de Phoenix com quinze prêmios
O desempenho de Budz fez parte de uma participação mais ampla da Team Canada-ISEF, delegação organizada pela Youth Science Canada. De acordo com a entidade, os oito finalistas canadenses foram reconhecidos na competição, e a equipe conquistou seis Grandes Prêmios e oito Prêmios Especiais.
Entre os vencedores citados pela organização também estavam Audrey Cowen, premiada em Microbiologia, Matthew Shen, reconhecido em Biologia Computacional e Bioinformática, Justin Guo, premiado em Engenharia Ambiental, Syd West, em Sistemas Embarcados, e Imran Allarakhia, em Robótica e Máquinas Inteligentes. O resultado mostra que o robô de Budz não apareceu isolado, mas dentro de uma delegação canadense com forte presença em áreas STEM.
Youth Science Canada destacou curiosidade e pesquisa de longo prazo
Reni Barlow, diretora executiva da Youth Science Canada, afirmou que cada estudante partiu de uma pergunta ou ideia original e desenvolveu um projeto capaz de ser apresentado em qualquer palco do mundo. A fala foi divulgada no comunicado da entidade em 15 de maio de 2026.
O Dr. Marc Roussel, presidente do painel de seleção da Team Canada-ISEF, também destacou a variedade de disciplinas e a sofisticação das perguntas investigadas pelos estudantes. Segundo ele, os resultados refletem um compromisso sustentado com problemas científicos relevantes ao longo dos anos.
Projeto conecta ciência jovem, oceano e ameaça quase invisível
A pesquisa de Budz ganha força porque une três elementos de alto interesse público: oceano, microplásticos e inteligência artificial. O robô funciona como uma ponte entre a preocupação ambiental e uma resposta tecnológica criada por um estudante ainda no ensino médio.
O ponto central da notícia está no reconhecimento internacional do projeto e na proposta técnica apresentada: usar um robô subaquático com câmera holográfica 3D e IA para detectar microplásticos em tempo real.
Robô canadense abre debate sobre o futuro da limpeza dos oceanos
O caso de Evan Budz mostra como projetos jovens de ciência podem sair do ambiente escolar e tocar problemas globais. Um robô que nada como tartaruga marinha pode parecer uma ideia experimental à primeira vista, mas a aplicação em microplásticos coloca a invenção dentro de uma discussão urgente sobre monitoramento ambiental.
A dúvida que fica é até onde soluções desse tipo podem chegar: robôs com IA devem se tornar ferramentas comuns para investigar a poluição dos oceanos, ou ainda estamos longe de transformar protótipos premiados em tecnologias usadas em larga escala? Deixe sua opinião nos comentários.
