Aos 102 anos, Kokichi Akuzawa alcançou o topo do Monte Fuji em 5 de agosto e conquistou um recorde mundial reconhecido pelo Guinness
Kokichi Akuzawa, de 102 anos, tornou-se a pessoa mais velha a escalar o Monte Fuji após alcançar o topo em 5 de agosto do ano passado, feito reconhecido pelo Guinness World Records e concluído com apoio da família e amigos na montanha mais alta do Japão.
Recorde no Monte Fuji
Akuzawa quase desistiu no meio da subida, mas seguiu adiante após receber incentivo das pessoas que o acompanhavam.
Ele afirmou que chegar ao topo foi difícil, embora tudo tenha terminado bem graças ao apoio recebido.
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Ele começou com uma serra tico-tico, uma parafusadeira do pai e muitos desenhos feitos durante as aulas; anos depois, o jovem que construiu uma montanha-russa no próprio quintal viralizou na internet, foi contratado pelo Cacau Park e agora coordena profissionais brasileiros e estrangeiros na instalação de uma atração de 737 toneladas, 55 metros de altura, um quilômetro de extensão, momentos de gravidade zero e velocidade de 120 km/h, em uma trajetória que transformou curiosidade, cálculos e persistência em carreira profissional
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A escalada foi feita com a filha Motoe, de 70 anos, a neta, o marido dela e quatro amigos de um clube local de montanhismo. O grupo acampou por duas noites na trilha antes de seguir para o cume.
A subida ocorreu em 5 de agosto. O Monte Fuji tem 3.776 metros, ou 12.388 pés. O feito foi reconhecido pelo Guinness World Records depois da chegada ao cume.
Preparação e limites físicos
Antes da escalada, Akuzawa treinou por três meses. Ele acordava às 5 da manhã para caminhar por uma hora e subia aproximadamente uma montanha por semana, principalmente na província de Nagano, a oeste de Gunma.
Em entrevista à Associated Press, Akuzawa disse estar impressionado com o desempenho. Com dificuldade para ouvir, ele respondeu com ajuda da filha Yukiko, de 75 anos, que repetia as perguntas em seu ouvido.
Ele afirmou que, na sua idade, nenhuma montanha é trivial. Também disse que é melhor escalar enquanto ainda se pode. Desta vez, descreveu o Monte Fuji como mais difícil do que seis anos atrás.
Akuzawa relatou que nunca havia se sentido tão fraco. Não sentia dor, mas percebeu lentidão e falta de resistência. Disse que só chegou ao topo com ajuda coletiva.
Histórico de superação
Essa não foi a primeira vez que Akuzawa estabeleceu um recorde no Monte Fuji. Aos 96 anos, ele havia se tornado a pessoa mais velha a escalar a montanha mais famosa do Japão.
Nos seis anos seguintes, enfrentou problemas cardíacos, herpes zoster e levou pontos após uma queda durante uma escalada. Mesmo assim, voltou ao Monte Fuji e superou um teste físico com ajuda de outras pessoas.
Na juventude, Akuzawa começou a desenvolver o gosto pelas montanhas. Em sua casa em Maebashi, cercado por parentes e quadros de paisagens montanhosas, ele relembra que a atração pelos cumes esteve ligada às amizades feitas no caminho.
“Eu escalo porque gosto”, afirmou. Para ele, a montanha era um lugar onde era fácil fazer amigos e seguir em frente em conjunto, sem que a inteligência tornasse alguém superior aos demais.
Trabalho, rotina e próximos passos
Segundo a família, Akuzawa foi um bom aluno e trabalhou como engenheiro de projeto de motores. Mais tarde, atuou como inseminador artificial de gado, ocupação mantida até os 85 anos.
Ele costumava escalar sozinho, mas, com o passar do tempo e a redução de sua força, passou a depender mais da ajuda dos outros. Na subida recordista do mês passado, essa ajuda voltou a ser decisvia.
Questionado sobre uma nova tentativa no Monte Fuji, Akuzawa disse que adoraria continuar escalando para sempre, mas acha que não pode mais. Agora, afirma estar no nível do Monte Akagi, com 1.828 metros de altitude.
Atualmente, ele passa as manhãs como voluntário em um centro de cuidados para idosos e dá aulas de pintura em seu estúdio em casa. Para Akuzawa, montanhismo e pintura oferecem paz.
As filhas querem que ele pinte o Monte Fuji ao nascer do sol para ampliar a coleção exibida na sala de estar. Ele quer retratar memórias especias do topo, que pode ter visitado pela última vez.
Com informações de AP News.


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