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Anvisa autoriza testes inéditos da polilaminina em humanos e reacende esperança para pacientes com lesão na medula espinhal no Brasil

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 06/01/2026 às 00:59
Atualizado em 06/01/2026 às 13:10
Pesquisa da UFRJ com polilaminina para tratamento de lesão na medula espinhal autorizada pela Anvisa
Anvisa autoriza testes clínicos da polilaminina, medicamento experimental da UFRJ para lesão medular.
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Liberação marca avanço histórico da ciência brasileira ao permitir estudos clínicos com medicamento experimental da UFRJ voltado a lesões graves e sem alternativas terapêuticas

Pesquisa da UFRJ com polilaminina para tratamento de lesão na medula espinhal autorizada pela Anvisa
Anvisa autoriza testes clínicos da polilaminina, medicamento experimental da UFRJ para lesão medular.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início da primeira fase de testes clínicos em humanos da polilaminina. O medicamento experimental foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratar lesões na medula espinhal.

A decisão, anunciada nesta segunda-feira, representa um avanço histórico para a ciência brasileira. Além disso, reacende a esperança de pacientes que hoje convivem com poucas ou nenhuma alternativa de tratamento.

A informação foi divulgada por órgãos oficiais e confirmada pela equipe responsável pelo projeto. Até então, os pesquisadores conduziam os estudos apenas em laboratório e em testes pré-clínicos.

Em experiências iniciais, ainda com uma versão experimental da substância, a aplicação devolveu movimentos a um pequeno grupo de pacientes e também a cães. Diante desses resultados, a autorização para testes em humanos inaugura uma nova etapa da pesquisa.

Quem pode participar da primeira fase dos testes clínicos

Nesta fase inicial, o estudo contará com apenas cinco voluntários. A equipe seguirá critérios técnicos rigorosos definidos pela Anvisa.

Podem participar pessoas entre 18 e 72 anos que tenham sofrido lesão completa da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10. Além disso, a lesão deve ter ocorrido há menos de 72 horas e precisa ter indicação cirúrgica.

Por esse motivo, pacientes com lesões crônicas não poderão participar desta etapa. O recorte busca reduzir riscos e permitir uma avaliação mais precisa da segurança do medicamento.

Os locais onde os testes acontecerão ainda não foram divulgados. As instituições envolvidas definirão essa etapa nos próximos meses.

Segurança é o foco principal da fase inicial

Diferentemente das próximas etapas, esta primeira fase não tem como objetivo comprovar eficácia. O foco está na avaliação da segurança da polilaminina.

Os pesquisadores irão monitorar possíveis riscos, reações adversas e efeitos colaterais após a aplicação do medicamento. Essa análise é essencial antes de qualquer avanço clínico.

Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3. Nessas etapas, os cientistas irão avaliar a eficácia do tratamento em um número maior de pacientes.

Somente após a conclusão das três fases o medicamento poderá solicitar aprovação definitiva para uso no Brasil.

Liberação antecipada pode ser considerada em caso excepcional

Segundo Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ e responsável pelo projeto, existe a possibilidade de liberação provisória antes da fase 3.

Essa hipótese ocorre porque a lesão medular é uma condição rara, extremamente grave e sem alternativas terapêuticas eficazes atualmente. Em situações assim, a legislação permite análises regulatórias diferenciadas.

Essa possibilidade aumenta a expectativa em torno da polilaminina, que especialistas já consideram uma das pesquisas mais promissoras da área.

Pesquisa brasileira pode transformar o futuro do tratamento

A autorização da Anvisa reforça o protagonismo da ciência brasileira. Além disso, destaca o papel das universidades públicas no desenvolvimento de soluções com impacto direto na sociedade.

Embora ainda seja cedo para falar em cura, os próximos passos serão decisivos. Eles indicarão se a polilaminina poderá integrar o tratamento de lesões medulares no futuro.

Enquanto isso, pacientes, familiares e profissionais da saúde acompanham cada avanço com atenção e cautela.


Se você ou alguém próximo estivesse diante de uma lesão medular sem opções de tratamento, participaria de um estudo experimental como esse?

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Gisela Gonzalez Escobedo
Gisela Gonzalez Escobedo
24/02/2026 22:02

Si, estaria dispuesto a participar en un estudio esperimental

Elizabeth Gonzalez Vera
Elizabeth Gonzalez Vera
14/01/2026 14:47

Si yo participaría, no camino por un tumor intramedular que tenia, ya no esta. Necesito localizar a la Doctora, por favor pásenme los datos, yo estoy en Monterrey.

Jefferson Augusto

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