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Antes de seguir com a campanha de exploração de petróleo e gás na região da Foz do Amazonas, Petrobras pode ter que realizar novos estudos de viabilidade ambiental, destaca Ibama

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 23/03/2023 às 00:46 Atualizado em 23/03/2023 às 20:00
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Foto: Øyvind Hagen
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O Ibama não descarta a possibilidade de a estatal ter que realizar novos estudos e pesquisas sobre a sua campanha futura na região. A Petrobras se prepara para fortes investimentos na exploração de petróleo e gás natural na Foz do Amazonas.

A exploração da região da Foz do Amazonas, que se estende até os limites da Guiana Francesa, pela costa dos estados do Amapá e do Pará, está cada vez mais distante. O Ibama destacou que a Petrobras pode ter de realizar novos estudos sobre a viabilidade da sua campanha de petróleo e gás na região antes de seguir com o projeto. A iniciativa vem sendo alvo de críticas de ambientalistas em todo o país.

Veja: Exploração de petróleo na Foz do Amazonas divide opiniões

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Fonte: TV Cultura

Devido aos riscos ambientais presentes na iniciativa, Ibama prevê possíveis novos estudos da Petrobras para a campanha de exploração da Foz do Amazonas

O Ibama, órgão ambiental brasileiro, admitiu recentemente que pode ser necessário exigir um novo estudo antes de conceder licença de exploração de petróleo na área da Foz do Amazonas.

A região tem sido alvo de uma série de disputas entre empresas petrolíferas e ambientalistas, devido ao interesse na exploração de petróleo na área, incluindo a Petrobras.

Assim, o órgão está estudando a necessidade de novas avaliações da estatal para garantir a segurança ambiental da região e minimizar os impactos causados pela atividade petrolífera.

A região da Foz do Amazonas é considerada uma das áreas mais importantes e sensíveis do planeta, com uma biodiversidade única e vulnerável.

A decisão final sobre a necessidade de novos estudos ainda não foi tomada, mas o órgão ambientalista está comprometido em tomar as medidas necessárias para proteger o meio ambiente e garantir a segurança da população local.

“A gente não está falando apenas de um poço de petróleo, estamos falando de abrir uma região inteira do Brasil para a exploração petrolífera. Obviamente que a Avaliação Ambiental Estratégica é uma possibilidade real e está em análise neste exato momento”, disse o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

Dessa forma, o órgão irá avaliar cuidadosamente todos os estudos e pareceres técnicos apresentados pelas empresas interessadas na exploração de petróleo na região, principalmente a Petrobras.

Campanha de exploração da Petrobras e outras petroleiras na Foz do Amazonas pode ter que aguardar novas discussões do Ibama

As empresas petrolíferas já haviam apresentado estudos e pareceres técnicos para obter a licença ambiental necessária para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

No entanto, as avaliações foram criticadas por ambientalistas, que questionaram a qualidade e a confiabilidade dos estudos apresentados.

A exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas é considerada um grande desafio técnico e ambiental, devido à complexidade geológica da área e à quantidade de fauna e flora que podem ser afetadas pela atividade petrolífera.

Diante desse cenário, o Ibama tem a importante responsabilidade de avaliar e conceder licenças ambientais de forma criteriosa e responsável, considerando a segurança ambiental e a proteção da biodiversidade da região.

A própria ministra Marina Silva defendeu novos estudos para a atuação da Petrobras e outras companhias na área.

“[A exploração da Foz do Amazonas] é altamente impactante, e temos instrumentos para lidar com projetos altamente impactantes, que é o instrumento da avaliação ambiental integrada, da avaliação ambiental estratégica”, afirmou.

Para as próximas semanas, a Petrobras e as demais petroleiras brasileiras aguardam as atualizações sobre a exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas.

Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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