Amsterdã passou a vetar, desde 1º de maio, anúncios de carne, companhias aéreas, carros a gasolina, cruzeiros e destinos turísticos distantes em espaços públicos, em uma medida voltada a reduzir a exposição da população a produtos associados a altas emissões de carbono.
Amsterdã passou a proibir, desde 1º de maio, a publicidade de carne e combustíveis fósseis em locais públicos, tornando-se a primeira capital do mundo a adotar uma restrição desse tipo. A medida busca desencorajar o consumo de produtos associados a altas emissões de carbono.
Amsterdã veta anúncios ligados a altas emissões
A nova regra impede anúncios de produtos como carne, companhias aéreas e carros movidos a gasolina em espaços públicos da cidade. A iniciativa nasceu de uma proposta legislativa apresentada pelos partidos Esquerda Verde e Partido pelos Animais.
A proibição também inclui publicidade de cruzeiros, destinos turísticos distantes e produtos de carne bovina, frango, porco e peixe. Com isso, Amsterdã amplia o alcance da restrição para diferentes setores relacionados a estilos de vida com maior impacto climático.
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Vereadora questiona uso de espaços públicos
Anneke Veenhoff, vereadora do partido GreenLeft, defendeu a medida ao questionar o uso de estruturas públicas para divulgar produtos contrários às políticas climáticas da cidade. Ela afirmou que não faria sentido gastar recursos públicos tentando controlar as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, alugar muros públicos para mensagens em sentido oposto.
A vereadora também comparou a exposição constante a esses anúncios a uma dificuldade enfrentada por quem tenta abandonar um vício. Para ela, a presença frequente desse tipo de publicidade nos espaços urbanos atrapalha o esforço de mudança de comportamento.
Medida segue ações adotadas na Holanda
Antes de Amsterdã, a cidade holandesa de Haarlem já havia anunciado, em 2022, a proibição da maior parte dos anúncios de carne em espaços públicos. A regra entrou em vigor dois anos depois, junto com a restrição a anúncios de combustíveis fósseis.
Haia também avançou nesse tipo de política e, em 2025, tornou-se a primeira cidade do mundo a consagrar uma proibição legalmente vinculativa aos combustíveis fósseis. A decisão de Amsterdã reforça esse movimento dentro da Holanda, agora com impacto direto em uma capital conhecida internacionalmente.

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