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Amazônia escondia uma “Capela Sistina” de 12 km sob a floresta, com pinturas rupestres da era do gelo que revelam animais extintos, rituais humanos e segredos preservados por 12.500 anos

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/05/2026 às 11:39
Atualizado em 04/05/2026 às 11:41
Assista o vídeoArqueólogos observam paredão rochoso na Amazônia colombiana com pinturas rupestres de mastodontes, preguiças-gigantes, figuras humanas e cenas da era do gelo.
Paredão rochoso na Serranía de la Lindosa reúne pinturas rupestres associadas à megafauna extinta, rituais humanos, pesca e coleta.
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Descoberta na Serranía de la Lindosa expõe registros de megafauna, hábitos humanos e mudanças climáticas ocorridas há mais de 12 mil anos

Arqueólogos identificaram uma descoberta arqueológica de grande relevância histórica na Amazônia colombiana. O achado revelou um dos maiores conjuntos de arte rupestre já documentados no mundo, com milhares de pinturas em paredões rochosos da Serranía de la Lindosa.

Nesse contexto, os pesquisadores analisaram um conjunto que se estende por cerca de 12 quilômetros e reúne registros preservados por milênios. A dimensão, a riqueza visual e o estado das pinturas levaram especialistas a comparar o local a uma “Capela Sistina da Antiguidade”.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Exeter, envolvidos no projeto LASTJOURNEY, grupos humanos começaram a produzir essas pinturas há aproximadamente 12.500 anos. Esse período marcou intensas transformações climáticas na região.

Descoberta arqueológica revela ocupação antiga da Amazônia

A descoberta ocorreu em uma área remota da Colômbia, onde formações rochosas se espalham por quase 13 quilômetros. Nesse cenário, a vegetação densa protegeu os desenhos por milênios e ajudou a manter grande parte dos registros intacta ao longo do tempo.

Por sua vez, especialistas britânicos e colombianos afirmam que o sítio arqueológico muda a forma de observar a Amazônia antiga. Pelo contrário, a região já abrigava sociedades humanas com organização social, domínio técnico e forte relação com o ambiente ao redor.

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Pinturas rupestres registram animais extintos e vida cotidiana

As pinturas funcionam como um arquivo visual da megafauna extinta e das primeiras populações humanas da América do Sul. Entre os registros mais relevantes, aparecem animais desaparecidos há milhares de anos e cenas ligadas à rotina, à alimentação e à vida coletiva.

Entre os principais elementos identificados, estão mastodontes, parentes antigos dos elefantes, e preguiças-gigantes em proporções que indicam grande porte. Também aparecem figuras humanas em movimento, possíveis danças e cenas de pesca e coleta, associadas à adaptação ao ambiente em transformação.

Datação confirma registros da era do gelo

De acordo com o projeto LASTJOURNEY, a datação dos sedimentos aponta o início das pinturas há cerca de 12.500 anos. Esse período coincide com uma fase de transição climática global, quando a região amazônica ainda passava por mudanças ambientais importantes.

Consequentemente, os registros revelam uma mudança gradual nos hábitos humanos. As cenas sugerem a passagem da caça de grandes mamíferos para práticas ligadas à pesca e à coleta de frutos, acompanhando o aquecimento do clima e a transformação da fauna local.

Técnicas avançadas indicam organização e planejamento

Os estudos também indicam que os antigos artistas representavam movimentos e comportamentos dos animais com precisão. Essa riqueza de detalhes mostra um domínio técnico notável, especialmente pela antiguidade das pinturas e pelas condições do ambiente.

Ainda assim, muitos desenhos aparecem em áreas elevadas dos paredões rochosos. Por isso, pesquisadores indicam que os grupos antigos podem ter usado estruturas para alcançar os pontos mais altos, evidenciando planejamento, cooperação e organização social.

Descoberta reforça importância da preservação da Amazônia

A identificação desse megacomplexo arqueológico amplia a compreensão sobre a presença humana na Amazônia antes da colonização europeia. O achado mostra que a floresta também guarda registros históricos de sociedades antigas, capazes de produzir arte, organizar práticas coletivas e registrar mudanças no ambiente.

Nesse sentido, a descoberta reforça a necessidade de preservar não apenas a biodiversidade amazônica, mas também seu patrimônio arqueológico e cultural. Afinal, cada trecho desse paredão pintado representa uma parte da história das populações que viveram na região há milhares de anos.

Diante disso, uma pergunta permanece inevitável: quantos outros registros da história humana ainda podem estar escondidos sob a floresta amazônica?

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Amilton
Amilton
04/05/2026 16:31

Patrimonio incrivel a ser estudado e preservado tb.

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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