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Aluno de 12 anos constrói rastreador solar movido a gravidade com peças recicladas e menos de 25 dólares que aumenta a eficiência dos painéis em 20% e agora vai apresentar a invenção em Washington como campeão nacional de STEM

Publicado em 27/03/2026 às 20:56
Assista o vídeoAluno de 12 anos cria rastreador solar com peças recicladas por menos de 25 dólares e aumenta a eficiência da energia solar em 20%. Campeão de STEM. imagem: ilustrativa
Aluno de 12 anos cria rastreador solar com peças recicladas por menos de 25 dólares e aumenta a eficiência da energia solar em 20%. Campeão de STEM. imagem: ilustrativa
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Jason Chang, aluno do 7º ano em Worcester, desenvolveu um rastreador solar que dispensa motores e eletricidade ao usar gravidade e um design de gangorra para aumentar a eficiência da energia solar. A invenção com peças recicladas custou menos de 25 dólares e rendeu ao estudante o título de campeão nacional de STEM.

Um estudante de 12 anos de Worcester, Massachusetts, construiu um rastreador solar que funciona sem motores, sem eletricidade e sem componentes caros usando apenas água, gravidade e peças recicladas. Jason Chang, aluno do 7º ano, desenvolveu o dispositivo como projeto escolar e conseguiu aumentar a eficiência de painéis solares em 20% com um equipamento que custou menos de 25 dólares para ser montado.

O que começou como uma tentativa de resolver um problema doméstico ajustar manualmente as decorações de Natal da família, que funcionavam com energia solar transformou-se em uma invenção reconhecida nacionalmente. Jason foi nomeado campeão nacional de STEM e vai apresentar seu rastreador solar em Washington, D.C., como um dos 55 jovens selecionados em todo o país pelo programa que celebra projetos científicos de estudantes da educação básica.

Como funciona o rastreador solar movido a gravidade

imagem: video

O princípio por trás do rastreador solar de Jason Chang é engenhosamente simples. Em vez de usar motores elétricos ou sensores eletrônicos para acompanhar a posição do sol ao longo do dia como fazem os sistemas comerciais, o dispositivo utiliza água e um mecanismo de gangorra para inclinar o painel gradualmente, aproveitando a própria força da gravidade.

O funcionamento se baseia em um sistema de baldes interligados. A água é adicionada lentamente a um dos lados da estrutura, fazendo com que o peso se desloque e o painel se incline de forma progressiva na direção do sol.

O rastreador solar acompanha o movimento solar ao longo do dia sem consumir nenhuma eletricidade, eliminando a necessidade de baterias, fiação ou programação digital. É um mecanismo puramente analógico que resolve com simplicidade um problema que sistemas convencionais atacam com complexidade e custo elevado.

Peças recicladas e custo abaixo de 25 dólares

imagem: video

Um dos aspectos mais notáveis do rastreador solar de Jason é o custo. Enquanto sistemas comerciais de rastreamento solar podem custar centenas ou milhares de dólares, o protótipo do estudante foi montado inteiramente com peças recicladas e materiais acessíveis, totalizando menos de 25 dólares.

Essa abordagem de baixo custo é particularmente relevante para comunidades com recursos limitados. O rastreador solar desenvolvido por Jason demonstra que ganhos reais de eficiência energética não dependem necessariamente de tecnologia cara ou sofisticada.

Em regiões rurais ou em países em desenvolvimento, onde painéis solares estáticos são a norma por questões de custo, um dispositivo simples e barato capaz de aumentar a captação de energia em 20% poderia fazer diferença concreta na geração de eletricidade para residências e pequenos negócios.

O resultado: 20% mais eficiência na captação solar

Nos testes realizados por Jason, o rastreador solar movido a gravidade conseguiu elevar a eficiência dos painéis solares em aproximadamente 20% em comparação com painéis fixos posicionados em ângulo estático.

O ganho se explica pelo princípio básico da energia solar: quanto mais perpendicular for a incidência dos raios solares sobre a superfície do painel, maior será a captação de energia.

Painéis estáticos só ficam em posição ideal durante uma fração do dia. Pela manhã e ao final da tarde, a luz atinge o painel em ângulos oblíquos que reduzem significativamente a geração de energia.

Sistemas de rastreamento resolvem esse problema ao manter o painel sempre orientado na direção do sol, e o dispositivo de Jason faz isso sem adicionar consumo energético ao processo o que significa que todo o ganho de 20% é líquido.

De projeto escolar a campeão nacional de STEM

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O rastreador solar de Jason Chang chamou a atenção dos avaliadores do programa nacional de STEM, que seleciona anualmente os projetos científicos mais promissores apresentados por estudantes da educação básica nos Estados Unidos.

Jason foi nomeado um dos 55 campeões nacionais e vai apresentar sua invenção em Washington, D.C.

A surpresa foi comunicada ao estudante por uma equipe da WBZ, emissora da CBS em Boston, que o visitou em Worcester para uma reportagem.

O momento em que Jason descobre que vai representar seu estado na capital federal foi registrado em vídeo, mostrando a reação genuína do garoto de 12 anos diante de um reconhecimento que ele não esperava.

O próprio Jason declarou que sua motivação era resolver um problema prático do dia a dia, e que a ideia de que sua solução poderia ter aplicação mais ampla só surgiu depois que os resultados dos testes ficaram prontos.

Uma ideia simples com potencial de impacto real

O caso de Jason Chang ilustra algo que engenheiros e pesquisadores de energia renovável conhecem bem: nem toda inovação precisa ser complexa para ser transformadora.

O rastreador solar movido a gravidade não utiliza inteligência artificial, não depende de conectividade com a internet e não exige manutenção especializada. Funciona com água e física básica.

Se o conceito for aprimorado e adaptado para uso em escala em comunidades fora da rede elétrica, em projetos de agricultura solar ou em instalações residenciais de baixo custo, o rastreador solar de 25 dólares poderia representar uma contribuição real para a democratização da energia limpa.

Enquanto isso, o projeto já cumpre outro papel importante: mostrar que estudantes da educação básica são capazes de pensar em soluções para problemas reais quando recebem estímulo e liberdade para experimentar.

O que você achou da invenção de Jason? Acredita que ideias simples como essa podem ter impacto real na energia solar ou o caminho é sempre a alta tecnologia? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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