Descoberta científica identifica bactéria como causa da doença que devastou populações de estrelas-do-mar e afetou ecossistemas marinhos inteiros
Uma doença desconhecida matou mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar ao longo da costa do Pacífico na América do Norte. O surto começou em 2013 e causou lesões graves e perda dos braços desses animais. Ao todo, mais de 20 espécies foram atingidas, com destaque para a estrela-do-mar girassol, que sofreu a maior redução populacional.
Cientistas identificam as responsáveis
O mais importante é que, após uma década de pesquisa, cientistas descobriram o agente causador da chamada doença de desgaste das estrelas-do-mar.
Ao contrário das suspeitas iniciais que apontavam um vírus, a verdadeira responsável é uma bactéria chamada Vibrio pectenicida.
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A descoberta só foi possível após análises detalhadas dos fluidos corporais vivos das estrelas-do-mar, especialmente do fluido celômico.
Efeitos da ausência no ecossistema
A queda drástica das populações destas estrelas trouxe desequilíbrio para o ambiente marinho. A falta desses predadores naturais permitiu a explosão no número de ouriços-do-mar.
Como consequência, grandes áreas de florestas de algas marinhas foram destruídas, já que os ouriços se alimentam intensamente delas. Portanto, o impacto ultrapassou as estrelas-do-mar e afetou toda a biodiversidade local.
Agora que a causa foi identificada, os cientistas desenvolvem estratégias para a conservação das espécies. Entre as medidas estão programas de reprodução em cativeiro e testes para detectar possíveis imunidades naturais nas populações restantes.
Além disso, há planos para reintroduzir as estrelas-do-mar em locais estratégicos, tentando recuperar o equilíbrio ecológico.
Papel essencial
Além de seu valor biológico, as estrelas-do-mar têm função ecológica essencial. Controlam espécies como os ouriços-do-mar e ajudam a manter a diversidade marinha.
Com sua possível volta, espera-se que as florestas de algas também se recuperem.
Essa descoberta marca um avanço importante na luta pela preservação dos oceanos e abre novas possibilidades para restaurar ecossistemas prejudicados.
Com informações de Correio Brasiliense.

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