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Alerta da maior petroleira do mundo: bloqueio em Ormuz tira 1 bilhão de barris do mercado e pressiona estoques globais

Publicado em 11/05/2026 às 13:26
Atualizado em 11/05/2026 às 13:29
Estreito de Ormuz, Petróleo, Barris
Imagem: Ilustração
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Bloqueio no Estreito de Ormuz reduz transporte marítimo, pressiona estoques globais e tira cerca de 1 bilhão de barris do mercado em dois meses

O mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo em dois meses, enquanto o Estreito de Ormuz segue bloqueado, pressionando preços, transporte marítimo e estoques globais de energia, afirmou a Saudi Aramco no domingo (10). As informações do artigo são da CNN.

Bloqueio do Estreito de Ormuz mantém pressão sobre energia

As interrupções no transporte marítimo continuam impedindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota afetada pelo bloqueio imposto pelo Irã após o início do conflito no Oriente Médio. A situação reduziu o transporte marítimo e elevou os preços.

O presidente-executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, afirmou que os mercados de energia ainda levarão algum tempo para se estabilizar, mesmo que os fluxos sejam retomados. A avaliação foi feita depois da divulgação dos resultados da empresa.

Nosso objetivo é simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão“, afirmou Amin Nasser à Reuters em um comunicado.

A Aramco informou um salto de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre. Após o resultado, Nasser afirmou à Reuters, em comunicado, que o objetivo da companhia é manter o fluxo de energia mesmo sob tensão.

Perda de 1 bilhão de barris de petróleo

Nasser destacou que reabrir rotas não significa normalizar imediatamente um mercado que ficou privado de cerca de 1 bilhão de barris de petróleo. O volume perdido reforça a dimensão da crise.

Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo“, destacou Nasser, acrescentando que anos de subinvestimento agravaram a pressão sobre os já baixos estoques globais.

A pressão sobre os suprimentos globais de energia foi agravada por anos de subinvestimento, citou Nasser. Esse cenário pesou ainda mais sobre os estoqeus globais, já descritos como baixos no momento de tensão.

O bloqeio no Estreito de Ormuz se tornou o principal ponto de impacto sobre o transporte marítimo, pois restringiu os fluxos e ampliou a instabilidade sobre os mercados de energia.

Oleoduto vira rota alternativa

Para contornar o Estreito de Ormuz, a Aramco usou o oleoduto Leste-Oeste, direcionando petróleo bruto para o Mar Vermelho.

Nasser classificou esse ativo como uma linha vital para reduzir a crise de abastecimento global.

A medida permitiu à empresa mudar rotas de transporte e manter parte do fluxo de petróleo. A estratégia aparece como resposta direta à dificuldade de passagem marítima causada pelas interrupções na região.

Ásia segue como prioridade

Mesmo com mudanças nas rotas, Nasser reiterou que a Ásia continua sendo prioridade para a Saudi Aramco. A região também foi apontada como essencial para a demanda global.

A declaração reforça que a companhia mantém foco nos mercados asiáticos, enquanto tenta preservar o fornecimento em meio ao bloqueio e à pressão sobre suprimentos globais de energia.

Com informações de CNN.

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Romário Pereira de Carvalho

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