Panorama Da Logística Do Etanol De Milho Em Mato Grosso Com Foco Em Alcooduto, Rodovias, Ferrovias E Hidrovias Para Ampliar Competitividade E Distribuição Nacional
Projeto bilionário impulsiona nova fase do etanol
Inicialmente, durante a 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em 16 de abril, em Cuiabá, o avanço logístico foi destacado como essencial.
Além disso, no painel sobre distribuição, o ex-senador Cidinho Santos, CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações, apresentou o projeto estratégico.
Nesse contexto, o plano prevê um alcooduto de 2,1 mil quilômetros, ligando Sinop (MT) a Paulínia (SP), com investimento estimado em R$ 22 bilhões.
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Por outro lado, segundo o próprio Cidinho, o projeto já desperta interesse do governo federal para inclusão no PAC.
Ao mesmo tempo, investidores privados também demonstram interesse, o que pode acelerar a execução da obra.
Capacidade elevada e demanda garantida desde o início
Além disso, o executivo destacou que a capacidade do duto será de 13 milhões de metros cúbicos.
Enquanto isso, a produção atual gira em torno de 8 milhões de metros cúbicos, garantindo ocupação inicial próxima de 70%.
Dessa forma, segundo ele, o investimento já nasce com demanda consolidada.
Consequentemente, isso marca um novo momento para os biocombustíveis, especialmente o etanol de milho em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Crescimento acelerado da produção no estado
Paralelamente, o avanço logístico acompanha o crescimento da indústria.
Atualmente, Mato Grosso lidera o país na produção de etanol de milho, com 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025.
Assim, o estado concentra cerca de 70% da produção nacional.
Além disso, hoje existem 17 usinas em operação, sendo:
- 9 unidades dedicadas ao milho
- 3 usinas flex (milho e cana)
Portanto, esse cenário evidencia a expansão e diversificação do setor.
Projeções indicam avanço contínuo até 2027
Em seguida, as estimativas apontam continuidade do crescimento.
A moagem de milho pode atingir 26,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027.
Nesse sentido, o avanço supera 19%, impulsionado por novas unidades e ampliação da capacidade instalada.
Além disso, o setor amplia o valor agregado do milho, com produção de:
- Etanol
- DDGS para nutrição animal
- Bioeletricidade
Consequentemente, os impactos se refletem em emprego, renda e arrecadação.
Infraestrutura rodoviária e novos modais fortalecem escoamento
Além do alcooduto, Cidinho destacou a duplicação da BR-163, conduzida pela Nova Rota Oeste.
Atualmente, essa é considerada a maior obra rodoviária do país.
Com isso, os custos logísticos devem ser reduzidos, enquanto o escoamento da produção será ampliado.
Ao mesmo tempo, o debate contou com especialistas como Luiz Antonio Pagot (ex-DNIT), Edeon Vaz (ADECON) e Fernando Dihel (Ultracargo).
Arco norte amplia alternativas de distribuição
Por outro lado, segundo Edeon Vaz, o Arco Norte surge como alternativa estratégica.
Nesse modelo, o escoamento ocorre via Miritituba e Barcarena, atendendo o Nordeste.
Além disso, a ampliação da concessão da BR-163 até o Pará deve viabilizar novas melhorias.
Dessa maneira, conforme destacado, essa rota não compete com o alcooduto, mas o complementa.
Hidrovias surgem como solução logística eficiente
Por fim, Luiz Antonio Pagot defendeu o uso de hidrovias como opção mais competitiva.
Segundo ele, o etanol pode ser transportado até Santarém e, posteriormente, distribuído por balsas.
Assim, a integração com o Porto do Itaqui cria um hub logístico eficiente.
Consequentemente, o custo de transporte pode ser reduzido, ampliando o alcance do produto.
Diante desse cenário integrado entre alcooduto, rodovias e hidrovias, o etanol de milho de Mato Grosso pode alcançar novos mercados e elevar sua competitividade nacional?

