Apenas 17% do socorro de bancos públicos será destinado ao Agronegócio como medida contra crise do coronavírus
O Agronegócio, responsável durante anos pelo bom resultado no PIB, saldo positivo no comércio exterior e giro da economia brasileira ficará com pouco menos de 17% do novo crédito anunciado pelos bancos públicos como medida de socorro contra a pandemia do coronavírus.
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O socorro total, em bilhões, serão distribuídos entre os seguinte setores:
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Empresas – R$ 88 bilhões;
Compra de carteira de bancos pequenos e médios – R$ 30 bilhões;
Pessoas Físicas – R$ 24 bilhões;
Hospitais, estados e municípios – R$ 6 bilhões;
Agronegócio – R$ 30 bilhões;
As negociações para conceder o capital devem ser focadas em ampliação do crédito para capital de giro, adiamento de parcelas de dívidas e alongamento de prazos dos débitos. Dos R$ 30 bilhões liberados para o agronegócios, R$ 25 bilhões vêm do Banco do Brasil e R$ 5 bilhões da Caixa Econômica Federal.
A diferença do valor concedido entre os dois bancos não virará uma disputa de mercado. A Caixa não considera futura ampliação dessas linhas de crédito e o foco do valor concedido, será para micro e pequenas empresas.
O agronegócio tem acesso a linhas de créditos com particularidades diferentes, comparado aos outros setores, como condições e prazos (vinculados às safras). Contudo, não há impedimento de que capte em condições normais.
De acordo com o CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o agronegócios é responsável por 21% do PIB brasileiro e pelo ancoramento da balança comercial brasileira no azul. Anualmente, registra saldo positivo que segura o déficit de todos os outros setores.
Em 2019, R$ 97 bilhões foi o saldo das exportações brasileiras do setor, produtos destinados principalmente para a China, União Europeia e Estados Unidos (fortemente atingidos pelo Coronavírus).
