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Agro brasileiro avança em quatro países ao mesmo tempo, ganha espaço para vender frutas a Cuba e libera embarques de carnes, sementes e ração para novos mercados

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/04/2026 às 23:00 Atualizado em 08/04/2026 às 23:38
Brasil avança na abertura de mercados em Cuba, Etiópia, Peru e Filipinas para exportar frutas, carnes, sementes e insumos.
Brasil avança na abertura de mercados em Cuba, Etiópia, Peru e Filipinas para exportar frutas, carnes, sementes e insumos.
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Brasil amplia a abertura de mercados no exterior com avanço de negociações e auditorias em Cuba, Etiópia, Peru e Filipinas, liberando espaço para frutas, carnes, sementes, insumos e outros produtos agropecuários em regiões estratégicas da América Latina, África e Ásia

O Brasil registrou novos avanços na abertura de mercados para produtos agropecuários em negociações e missões que envolvem Cuba, Etiópia, Peru e Filipinas. As iniciativas ampliam o acesso de itens brasileiros ao exterior e reforçam a estratégia de expansão comercial baseada em exigências sanitárias, articulação diplomática e diversificação da pauta exportadora.

As frentes abertas reúnem desde frutas frescas até proteínas animais, sementes e insumos usados na alimentação animal. Em comum, os movimentos mostram a tentativa do país de consolidar a presença do agronegócio brasileiro em mercados estratégicos e ampliar as oportunidades de exportação para diferentes cadeias produtivas.

Auditoria cubana avalia entrada de frutas brasileiras

Uma das ações em andamento é a auditoria internacional conduzida pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária de Cuba para avaliar as condições de abertura do mercado cubano à importação de frutas brasileiras. A missão é acompanhada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária desde o início da semana.

No Brasil, a agenda é coordenada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e de Insumos Agrícolas, da Secretaria de Defesa Agropecuária. Na segunda-feira, 6, auditores do Mapa e representantes da Diretoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo participaram de uma das etapas da programação.

Durante essa fase, foram apresentadas as medidas adotadas para garantir que a lima ácida tahiti e a laranja atendam aos requisitos fitossanitários exigidos por Cuba. Também participaram engenheiros agrônomos responsáveis pelos programas estaduais de certificação fitossanitária para exportação e de sanidade dos citros.

Visitas técnicas em São Paulo destacam rastreabilidade e controle sanitário

Os representantes cubanos visitaram unidades de produção e de consolidação nos municípios de Santa Adélia e Matão, no interior paulista. Nessas visitas, conheceram os sistemas de rastreabilidade, as medidas fitossanitárias adotadas e os procedimentos previstos na legislação brasileira para assegurar a sanidade da citricultura de São Paulo.

A participação paulista na auditoria teve como foco apresentar tecnicamente as ações que sustentam o estado como o maior parque citrícola do mundo. A missão também foi tratada como oportunidade para mostrar a países interessados em importar produtos brasileiros a robustez do sistema fitossanitário nacional.

A estrutura apresentada pelo Brasil buscou destacar a capacidade de atendimento a requisitos internacionais, especialmente em temas ligados à mitigação e à ausência de pragas. O chefe da Divisão de Programas Especiais de Exportação, Samuth Duarte Alves Pereira, afirmou que o país conta com um sistema consolidado, baseado em monitoramento, controle oficial e rastreabilidade, capaz de garantir a segurança das exportações e ampliar o acesso a novos mercados.

Além de São Paulo, a missão cubana também visitará áreas produtivas no Vale do São Francisco e em Vacaria, no Rio Grande do Sul, para conhecer os sistemas de produção de uva e maçã. A programação será encerrada com uma reunião entre os auditores cubanos e representantes do Mapa, quando serão discutidos os resultados da auditoria e os próximos passos para a abertura do mercado.

Etiópia abre espaço para proteínas animais e produtos pecuários

Em outra frente, o governo brasileiro concluiu negociações com a Etiópia que permitirão a exportação de vários produtos ligados ao segmento de proteína animal. A lista inclui carne bovina, suína e de aves, além dos respectivos produtos cárneos e miúdos.

O pacote também contempla alimentos para animais de companhia, produtos lácteos, pescado extrativo e de cultivo, produtos para alimentação animal de origem não animal, palatabilizantes, alevinos, ovos férteis, bovinos vivos para abate, engorda e reprodução, sêmen e embriões de caprinos e ovinos, além de pintos de um dia.

A abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro em um mercado considerado estratégico no Chifre da África e reforça as relações agropecuárias entre os dois países. O movimento ocorre após o estabelecimento de adidância agrícola na Etiópia em 2025.

Com esse resultado, o agronegócio brasileiro alcança 574 aberturas de mercado desde o início de 2023. O avanço foi atribuído à atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

Peru aprova sementes de pimenta brasileiras

O governo brasileiro também concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários ao Peru. No mercado peruano, houve aprovação para a entrada de sementes de pimenta da espécie capsicum baccatum.

Esse grupo inclui variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci. A abertura amplia a presença brasileira em um parceiro comercial relevante para o setor agropecuário.

Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o Peru. Entre os principais itens enviados ao país estão produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Filipinas autorizam importação de DDG do Brasil

Nas Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho, conhecidos pela sigla DDG. O produto é amplamente utilizado na alimentação animal e passa a integrar a pauta brasileira com acesso ao mercado filipino.

O volume de comércio já existente entre os dois países reforça a importância desse avanço. Em 2025, as Filipinas importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Com os anúncios envolvendo Peru e Filipinas, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023. Assim como em outras negociações recentes, o resultado foi creditado ao trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores.

Estratégia combina sanidade, diplomacia e diversificação

Os avanços mostram estratégias complementares da atuação brasileira no exterior. Em Cuba, o foco está na validação técnica e sanitária da produção de frutas, com auditorias e visitas a unidades produtivas. Na Etiópia, no Peru e nas Filipinas, o destaque está na conclusão de negociações que liberam a entrada de novos produtos.

O conjunto dessas ações também evidencia a diversidade da pauta exportadora do país. Frutas cítricas, uva, maçã, carnes, lácteos, pescado, sementes de pimenta e insumos para alimentação animal aparecem entre os itens alcançados pelas novas frentes comerciais.

No conjunto, as movimentações reforçam a ampliação da presença internacional do agronegócio brasileiro por meio de negociações bilaterais, missões técnicas e articulação diplomática. O resultado é a abertura de novos espaços para exportação em diferentes regiões, com foco no fortalecimento comercial do setor.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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